3
set
2010

Ele é finlandês e tem uma habilidade incrível com fotos de fundo escuro. Foi inevitável prestar atenção as detalhes sutis da fotografia de Juha Helminen, que tem uma coisa meio macraba e assustadora, mesmo sendo tão suave. A idéia de misturar elementos relacionados a guerra e religião na sua face mais sombria mais sombria pode ser batida, mas o ponto de vista faz toda a diferença. Entre as fotos do moço existem alguns outros retratos mais suaves, tirados para matérias específicas de revistas locais ou então retratos femininos mais despojados. Como todo fotografo, ele está encontrando o seu caminho e não tem medo de experimentar.

Veja a galeria de fotos dele no DeviantArt

vi no Cgunit

2
set
2010

Sempre soube que Neil Gaiman é meio resistente pra ideia de adaptar Sandman pra cinema. Empresários não conseguem acreditar no sucesso de uma história que não tem vilões escancarados. O universo Sandman é rico e perfeito por causa da livre interpretação que você pode ter de tudo. Não há culpados e heróis. Existem somente fatos. O que consegui constatar em Watchmen foi a mesma coisa: se o desfecho fosse igual ao original talvez ficasse ridículo no cinema. Não porque ficaria ruim, mas as grandes massas não gostam de pensar, e quem manda nisso tudo é o retorno que o filme vai dar nas bilheterias. Temos um ponto complicado aqui.

Agora que as séries estão em alta mais do que nunca, e os quadrinhos nas séries servem de inspiração tanto no sentido série – quadrinhos (Supernatural virou mangá) quanto no sentido quadrinhos – série (The Walking Dead vai ser uma adaptação de quadrinhos pra TV), sempre lemos rumores surreais de adaptações pra TV de ótimas HQs, e é o caso de Sandman.

Ai fica o ponto de interrogação: será que vai dar merda?

O criador de Supernatural, Eric Kripke, está chamando a responsabilidade pra si. É um cara muito corajoso, já que milhares de tentativas de adaptação pra cinema não deram certo e sequer tiveram sinal verde para acontecer. Não assisti Supernatural, assim como não sou ligada a videogame eu não sou ligada a séries, então não conheço o trabalho do cara. Mas algumas coisas óbvias a gente pode deduzir.

Dificilmente uma adaptação pra TV terá um orçamento que honre toda a loucura visual e conceitual da consagrada história criada por Gaiman. Apesar disso, uma série de TV faria as honras de detalhar um pouco mais a trama do que o cinema enlatado poderia fazer. Mas acho que o maior problema realmente é a aceitação do público familiar americano a uma história tão alternativa. TV é outro papo, né? Enfim.

São esses detalhes que me deixam preocupada. Ver uma obra genial como Sandman maculada por um baixo orçamento ou por uma possível rejeição do grande publico é complicado. Agora é só esperar pra ver se vai dar certo.

Vi a notícia no Omelete

1
set
2010

Old but Gold. Esse é o tipo de vídeo motivacional mais do que necessário pra gente assistir em plena Quarta Feira. Aprenda com os mestres do cinema a xingar com vontade, estilo e com seus atores preferidos. Há uma lista de filmes incríveis, grandes clássico. Dez minutos de puro relaxamento pra você.

This video was embedded using the YouTuber plugin by Roy Tanck. Adobe Flash Player is required to view the video.

Veja a lista de filmes completa nesse site

Vi no Brainstorm 9

Larissa Palmieri
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1
set
2010

Continuando com os pré acontecimentos da saga A Noite Mais Densa, hoje é dia de conhecer um pouco o que vai acontecer antes do grande momento do Universo DC esse ano aqui no Brasil.

E aqui, oficialmente, nos encontramos no início de toda a saga da Noite mais Densa: vamos conhecer a vida e a motivação de William Hand, o Mão Negra e primeiro Lanterna Negro, a se juntar as forças da escuridão e se tornar a peça chave de uma das sagas mais significativas da DC Comics nos últimos anos.

Lanterna Verde #23

Na edição anterior uma bateria negra foi encontrada no setor espacial 666 por dois Lanternas. Dentro desta bateria contavam os restos do Antimotor, mas antes de conseguir fazer qualquer coisa algo aterrorizante começa a acontecer, espantando os dois. Em Lanterna Verde #23 começamos a ver os primeiros propósitos e os primeiros fragmentos da Profecia de Oa se realizando. Aqui vamos conhecer a história de William Hand, o Mão Negra.

O Mão Negra teve uma história não muito expressiva durante seus anos de existência, e aqui finalmente há uma justificativa e um passado convincente para o rapaz, que será o grande vilão daqui pra frente. Ele, filho do meio de uma família que possui um mortuário para preparação de mortos para o enterro, convive com a morte desde criança e se sente atraído por ela desde que consegue se lembrar. Descobrimos como tudo funciona e quais são suas razões para ter se tornado o Mão Negra – até o símbolo dos Lanternas Negros está intimamente ligado a história de Hand.

Mão NegraSente o perigo

Com um desfecho maravilhoso, frio, impiedoso, temos a chance de entender quem está auxiliando a escuridão a formar a sua tropa de Lanternas Negros e finalmente esperar pelo pior e pelo mais bizarro possível.

O Bravo e o Audaz #29

Na série de contos dos heróis da DC, quem vemos desta vez é o Batman vivendo uma situação bem interessante. Aqui, Batman tem que lidar com um ser estranho chamado de Irmão Poder, que reapareceu na cidade entre escombros de uma velha loja e brinquedos abandonada. Ele, que tem a parencia de ser um boneco com vida própria, acredita viver ainda nos anos 60. mas nem tudo é fácil para o Irmão Poder, que finalmente se dá conta que está em 2009 e relembra de tudo o que aconteceu anteriormente, tanto na sua vida pessoal quanto na sociedade em que vivia. Ele se sente motivado a lutar contra o crime também. É nessa hora que Batman e ele se cruzam, cada um estranhando o terreno desconhecido de suas vidas.

O Bravo e o Audaz #30 – O Verde e o Dourado

Esta história entre o Homem Dourado e o Lanterna Verde é linda. O Homem Dourado vê a execução de um Homem Cinza mal sucedido e se questiona de sua importância no mundo e o que seria de sua vida no final. Ao fim, descobrimos que ele aproveitou uma oportunidade para ajudar Hal Jordan em um planeta deserto e longe da bateria verde para descobrir o que havia lhe acontecido no fim da vida, mas a lição final é muito mais bonita.

Os dois contos de O Bravo e o Audaz tem roteiro do J. Michael Straczynsky e arte de Jesús Saiz.

Você pode comprar a revista no site da Panini

29
ago
2010

Acho que, apesar de ter sido fã de mangás durante boa parte da minha vida, eu falei poucas vezes sobre o assunto aqui. E entre essas poucas vezes está o review do Abara #1.

Eu, que não tinha entendido lhufas da história do mangá, não fui muito atrás pra conhecer detalhes a fundo do autor ou a opinião de outras pessoas. Mas um comentário me fez querer saber mais sobre a o autor, Tsutomu Nihei.

Ele é um escritor e ilustrador japonês que prioriza o conceito cyberpunk nos cenários, nos figurinos e suas histórias em geral não se desenvolvem de forma simples de entender. Talvez nem sejam feitas pra isso. Ele também é autor de outras HQs conhecidas na Europa: Blame!, NOiSE e Biomega. Blame! fez bastante sucesso na Alemanha e chegou a criar um pequeno grupo de fãs.

No caso de Abara #2 é fácil perceber o estilo de Tsutomu. Aqui nós vemos mais elementos cyberpunk: mais fortes do que no primeiro volume: os figurinos dos personagens, uma certa tecnologia primitiva fora de controle e uma cidade vivendo destruição plena.

Abara nº2

Algumas pontas da hisstória são amarradas: entendemos realmente quais são as finalidades dos Gaunas, tanto o branco quanto o negro, e também descobrimos quais são as ligações entre os personagens, que começaram sem explicação. Nada além disso. O que vemos mais é um belíssimo e exótico traço contanto o fim do mundo de um jeito agressivo.

Por fim, acho que Abara é um belo mangá para admirar realmente a arte: os seres estranhos, que lembram robôs, demônios e alienigenas, são cheios de detalhes incríveis. Vale o destaque para o cenário também, que tem vida própria.

Título: Abara
Volume: 2
Valor: R$9,90

Compre Abara #2 no site da Panini

1
set
2010

Este incrível ilustrador de quadrinhos, com trabalhos feitos para a DC e Vertigo, é uuma mente inquieta. Além do trabalho bem cartunesco, que não se aproxima tanto do realismo e nem por isso deixa de ser serious business, ele também se diverte bas horas vagas desenhando pinups com suas heroínas preferidas e adaptando posters antigos as suas idéias simples e geniais. Já desenhou o Arqueiro Verde, a Canário Negro, o Batman, Red Sonja, entre outros.

Cliff Chiang

Veja o site oficial do desenhista e delicie-se ;)

A dica é do Ambrosia

2
set
2010

MEUS AMIGOS PRESTEM ATENÇÃO.

Este blog fará um ano no próximo dia 12/09 e eu estou dando um dia de princesa pra ele. Deve ser a primeira vez na vida que um blog meu é relativamente bem sucedido, mas acima de tudo, acho que é o primeiro blog pelo qual eu realmente me empenho e dedico quase todo meu tempo livre a ele. Quase.

Pensando nisso, e sonhando alto, o blog vai sair daqui do Blogger e finalmente vai para o Wordpress. Isso significa que eu terei mais liberdade e mais organização pra fazer as coisas, além de oferecer mais qualidade visual e um conteúdo melhor. (me deseje sorte, vou fazer tudo sozinha HAHAHAHA)

Gatos e Cérebros de Mudança

Então preparem-se pra bagunça que eu vou fazer o espcial de mês de aniversário de 1 Ano do Gatos e Cérebros WOOHOO :)

Em breve.

Larissa Palmieri
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23
ago
2010

*Texto originalmete publicado no Ambrosia dia 17/08/10 – veja no link

No HQ em Pauta eu tive a feliz oportunidade de conhecer trabalhos de ótimos artistas nacionais. É uma briga pessoal com a minha própria cabeça, que costuma dar valor demais só pro que é de fora. Mas o Twitter e os eventos sobre o assunto fizeram a minha cabeça ser mais receptiva.

Após ver alguns comentários pela internet, tive contato pessoalmente com a premiada obra de Danilo Beyruth e ganhei um autógrafo dele no meu exemplar.

O encadernado, lançado pela HQM Editora, é uma compilação de diversas histórias rápidas lançadas de forma independente. Era tudo em formato de zine mesmo, impresso em xerox, segundo o que o próprio Danilo conta nas breves introduções de cada capítulo. Somente a última foi publicada colorida numa edição da revista Popgun #3, da editora Image.

O Necronauta é, como ele próprio define, “um salva-vidas dos mortos”. Vestido com uniforme de super-herói e usando o menor disco voador do mundo como transporte, ajuda almas perdidas entre a morte e a luz a encontrarem seus próprios caminhos. Essa é a função dele, e ele é bem versátil nessa tarefa.

O personagem é muito bacana e carismático, mesmo lidando com a morte. Ele deve ser do mesmo time da irmã mais velha do Sonho, a Morte de Sandman. Além de tudo, é um cara com espírito criativo e tem muita bravura. Mas a cereja do bolo são as análises dos problemas das pessoas que ele tem que ajudar. Há um leve humor negro que é totalmente desculpável, afinal de contas ele é o barqueiro da morte vestido de super herói.

Necronauta

As histórias, que são bem curtinhas, sintetizam a dificuldade das pessoas de encarar os problemas da vida real e como existem casos em que o remorso, o medo, a sensação de fracasso e outros sentimentos tão ruins podem bloquear a vida de um indivíduo. Estes pequenos arcos ficam cada vez melhores com o passar do tempo, e os dois últimos, mais longos e que mostram mais o mundo em que o Necronauta vive, são as minhas preferidas, há mais espaço pra desenvolver o incrível potencial do personagem. São pequenos contos de como superar problemas lembrando do que existe de bom na nossa vida.

Necronauta provavelmente é muito melhor do que eu consigo escrever. Além de ser indicado ao HQMix de 2008, a coletânea Popgun ganhou o prêmio Eisner de melhor antologia, e o Necronauta está lá.

Necronauta – Vol.1: O Soldado Assombrado e Outras Histórias
Edição Especial
Editora: HQM Editora
88 paginas
Preço: R$ 29,90
Formato: 16,5 x 24 cm

Se você quiser, pode comprar na Comix

22
ago
2010

Acho que a melhor definição para a Bienal do Livro de 2010 pra mim é: sabe o que é estar no paraíso e ser acometido por uma cegueira bem nessa hora? Foi mais ou menos o que aconteceu comigo.

Neste sábado eu tive uma rara oportunidade de conseguir ir na Bienal. Desde que me lembro, sempre acontecia alguma zica que não me permitia dar o ar da (des)graça por lá. Mas esse ano foi finalmente um breakthrough e lá fui eu, junto com meu paciente namorado. Inicialmente foi tudo bem até chegarmos perto do Anhembi. Optamos pelo estacionamento alternativo logo de cara e nem pensamos muito ou procuramos outras opções. Estacionamentos de locais de convenções como lá são extremamente caros, certa vez pagamos 25 reais em um outro local similar. O único problema é que era LONGE. Muito longe.

Os sapatos assassinos da Bienal do Livro 2010

Os assassinos. Pelo menos sapato de plástico em mim não dá chulé. Era só o que faltava também.

E aí, eu que estou cansada de ser uma menina largada e que anda de tênis o tempo todo, resolvi ir com esse sapatinho lindo que comprei. Sapatinho de plástico. Eu já havia caminhado um pouco com ele antes e não tive nenhum problema sério, mas nós estamos falando da Bienal, quilométrica. E eu andei com esse assassino de pés por muitos e muitos metros. Tive que atravessar até a passarela da avenida que beira ali, e na ida ainda estava tudo bem, na verdade boa parte foi. Apesar da entrada ser caótica e uma desorganização sem fim, o evento era muito mais do que completo. É praticamente impossível conseguir visitar tudo em um dia só. Logo de cara, após um rápida ida ao banheiro e uma rápida refeição, eu e o Gu fomos direito ao estande da Panini, e foi ali que meu pesadelo começou.

A fila quilométrica para a entrada do estande já dava o aviso do que estava acontecendo. Simplesmente um inferno. Estava super cheio em função do sucesso estrondoso da Turma da Mônica, que posso afirmar com mais certeza do que nunca que é o carro chefe da editora. E, passando por álbuns de figurinhas, mangás e tudo mais, lá atrás estava o paraíso de encadernados, a Panini Books. Me detive lá e comprei o Elektra Assassina do Frank Miller, o Guerra Civil com o Mark Millar e o Steve McNiven e alguns dos números que faltavam do meu Crise Final, que me recuso a ler se não tiver todos aqui comigo. Mas acabei de constatar que peguei o nº 2 REPETIDO. Parabéns pra mim, que não percebi que precisava de um checklist decente. Também não tinha o primeiro pra comprar. O único mangá que peguei foi o Abara #2 (fiz um post sobre o #1 aqui) pra matar a curiosidade. Mas o inferno mesmo foi na hora de pagar. Fiquei aproximadamente 1 hora numa fila assustadora e que não andava e nem terminava nunca. Foi aí que meu pé começou a doer, quase desmaiei por causa do calor e fiquei suficientemente irritada pelo resto do dia.

Comprinhas da Bienal :3

Apesar das comprinhas serem deveras satisfatórias, eu acabei nem passando na Comix, o que foi um grave erro e que poderia ser mais proveitoso. Mas na realidade eu entraria em todos os estandes se pudesse. Quem me conhece sabe que sou viciada em livros e revistas, e não poder andar numa Bienal do Livro é um pesadelo. E pensem que eu ainda tive que voltar a pé todo aquele caminho, quase chorando de ódio e de dor.

Agora só em 2012, e de tênis se possível.

Então aprenda com a minha desgraça e veja a lista de lições desse evento:

  1. Avalie todas as opções de estacionamento e condução até lá com antecedência para não sofrer depois com longas caminhadas até o local.
  2. Recarregue a bateria ou pilha da sua camera. (pois é, ainda esqueci esse detalhe)
  3. Coleciona revistas? Leve um checklist de tudo e garimpe em todas as lojas antes de efetuar uma compra final. Vale a pena, principalmente se for em lojas e sebos, não nos estandes das editoras.
  4. VÁ DE TÊNIS. Não preciso nem explicar o porquê né?
  5. Se você tiver a chance, vá durante a semana. A chance de você ter mais paz e menos filas é garantida. 
  6. Levar comida é uma opção inteligente. Se houver locais de alimentação geralmente são caros.
  7. Se você costuma comprar muitas coisas considere levar um carrinho de feira. Sofri vendo algumas pessoas carregando caixas cheias de coisas nos ombros.
  8. Preste atenção em pessoas espertas de olho na sua bolsa. Uma funcionária da limpeza viu que eu dei uma bobeada com a minha e me avisou que tinham duas pessoas roubando bolsas dentro da Bienal.

Se fod@$%!#% e aprendendo né?

1
set
2010

Ele é um ilustrador da Marvel, conehcido principalmente pelas capas e algumas sequências feitas para as revistas do Capitão América. Mitch Breitweiser é americano e seu trabalho leva uma boa dose de realismo as comics, sem perder a essência do estilo de ilustração da mídia. No caso das ilustrações sequênciais ele tem traços bem mais leves e até mesmo um pouco abstrato. Sem falar nas cores. Não sei se foi ele mesmo que coloriu, mas o trabalho é lindo e tem muita harmonia.

Mitch Breitweiser

Visite o site dele pra mais informações

Vi no Abduzeedo

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