1
set
2010

*atrasei um diazinho só, me perdoem hihi.

Mario Zanaria é um fotógrafo italiano que tem um trabalho muito humano, no sentido literal. A maioria de suas fotos são retratos em preto em branco de pessoas. Modelos (tanto nuas quanto para o fashion) e artistas predominam em seu site e no seu blog. Você também vê fotos de lugares e meio abstratas entre todas as outras que são igualmente interessantes em seu ponto de vista.

Veja mais sobre ele nos links abaixo:

http://www.zamario.com/
http://zamario.wordpress.com/
http://www.flickr.com/photos/zamario/

10
set
2010

Depois do Natal eu sempre leio muito. Adoro ganhar livros de presente. O livro Memórias de Uma Gueixa, escrito por Arthur Golden, estava no meio do combo que ganhei e terminei de ler ele na semana passada. Quanto ao filme, assisti faz bastante tempo, mas eu dei um jeito e vi de novo essa semana só pra fazer esse post.

Quando nós ocidentais costumamos falar sobre a cultura dos orientais (e isso inclui desde o Oriente Médio até o Japão), a tendência é sempre distorcer um pouco da verdade sobre aqueles povos. Com Memórias de uma Gueixa não seria diferente, e é nesse ponto que eu posso desenvolver minha opinião.

Memórias de Uma Gueixa

Memórias de Uma Gueixa conta a história da Sayuri, uma menina pobre que foi vendida por sua família para um Okiya em Gion. Okiya são as casas de gueixas, que geralmente ficam em distritos voltados somente para a atividade que elas exercem. Ao contrário do que eu imaginava, a história e a personagens não são reais. Desde que vi o filme achei que aquilo havia sido transcrito realmente das palavras de uma gueixa idosa que morava em Nova York, mas foi somente baseado na trajetoria e na sabedoria de uma das gueixas mais famosas do Japão, já aposentada, Mineko Iwasaki.

O livro é uma delícia de ler, ainda mais se você é mulher. O universo onde o escritor transita é simplesmente a realidade da literal natureza feminina na maioria dos casos: paixão, beleza, competição, vaidade e a busca pela própria independência e pelos próprios sonhos. (não vamos negar né meninas?). É uma Cinderela oriental, com direito a momentos de duvida, de desesperança, mas também de pura ascenção e glamour.

No filme não é diferente: apesar de algumas adaptações necessárias pra essa mídia, o contexto é mantido e não se perde nada das sensações. E devo dizer que é um filme maravilhooooso, com uma fotografia impecável, figurino mais impecável ainda. Não é a toa que levou 3 Oscars em 2006.

Dança de Memórias de Uma Gueixa

Porém, durante algumas pesquisas sobre o filme, descobri que Arthur Golden foi processado por distorcer e até criar hábitos na história que foram considerados ofensivos pelas gueixas, além de divulgar o nome de Mineko Iwasaki que lhe contou tudo, sendo que ela solicitou segredo. É nesse ponto em que eu queria chegar.

Eu não sei qté que ponto é válida a licensa poética. No caso de Memórias muitas coisas só ocorrem porque foram absolutamente modificadas da realidade, mas esse não é o maior problema. O problema é denegrir uma arte que já não era bem vista. Memórias sutilmente reforça a idéia de que uma gueixa não deixa de ser uma prostituta, o que está longe de ser verdade. Então fica a pergunta: quão justo é ferir uma cultura por causa de um filme? Cabe aqui o bom senso de cada um, além da vontade de conhecer a verdade. Foi isso que Mineko tentou fazer publicando seu próprio livro contando como o mundo das gueixas realmente funciona, clique aqui e veja o livro.

10
set
2010

Bom, sou um fã girl assumida de Evanescence desde 2003 (o que me gera momentos até de vergonha em meu passado, mas isso eu deixo só pra eu mesma rir da minha cara né, amigos?). Apesar de nos últimos anos ter falhado miseravelmente não indo em nenhum dos dois shows que eles fizeram no Brasil até agora, eu gosto muito da banda.

Pra quem não sabe eles não lançavam músicas novas desde o lançamento do The Open Door em 2006. Quem acompanhou o lançamento de singles na época se lembra do sofrimento que foi saber que haviam bsides que nunca foram divulgadas, e entre elas estava Together Again que era especialmente aguardada por ter sido composta para o primeiro filme da franquia Crônicas de Narnia. Mas os queridos produtores consideraram a música trevosa e dark demais pro filme. Amy Lee, cheia de personalidade, disse que não mudaria a composição somente para agrada-los, então a parceria não aconteceu. Quem se lascou, no fim, foram os fãs tanto da banda quanto da história retratada no cinema.

Mas a coisa mudou de figura hoje. Vendo a necessidade de ajudar as pessoas prejudicadas pelo terermoto avassalador no Haiti, a banda disponibilizou a música para download em troca de uma quantia para doação em pró da causa através do United Nations Foundations. Aproveite e faça a doação e o download aqui.


Ou clique neste banner.

E eu, que já ouvi a música, só posso dizer que estou apaixonada e arrepiada. A música sem duvidas agradou aos fãs muito mais do que o aguardado. A letra é adquada e realmente fala sobre o enredo do filme (pelo o que li por aí, já que nunca vi) e de fato é bem trevosinha, mas é linda! Tem corais suaves ao fundo, piano, bem estilo Evanescence mesmo. Foi ótimo pra matar a saudade da banda, que inclusive lança cd novo esse ano.

Se você quiser ouvir, mas não tem cartão de crédito internacional procure no youtube que com certeza você vai achar. Também tem a letra da música nesse link (que tem um vídeo acompanhando). Não vou disponibilizar pra download aqui porque é mancada, se você puder contribua com a causa, a contribuição é só de $5, sendo que nada será revertido para a banda.

1
set
2010

Banksy é um verdadeiro mistério. Não se sabe se é um grafiteiro, ou uma crew, mas esse nome anda causando polêmica há bastante tempo nas ruas de Londres. O que mais impressiona são as idéias geniais que ele tem: tanto pelo local de intervenção quanto pela idéia. É um trabalho incrível e representa plenamente o espírito de um artista de verdade: fazer o seu trabalho, expressar a sua opinião sem se importar com fama e rios de dinheiro. Banksy veio pra esse mundo pra fazer a gente pensar e nos provocar.

Veja o site dele aqui

10
set
2010

Chegou a hora de falar da primeira grande estréia de 2010: Sherlock Holmes.

Guy Ritchie finalmente conseguiu atingir o grande público com este filme, que inclusive quase desbancou Avatar do topo das bilheterias americanas no final de semana que estreiou. Rock’n'Rolla, apesar de ter tido certo destaque, ainda é considerado um filme meio underground.

Mas a pergunta que fica é: o que será que esse cara fez com a personagem mais ilustre da rua Baker? Eu pessoalmente coneheço pouquíssimo do Sherlock, nunca li muito ou fui atrás da história do personagem (inclusive posso cometer erros, mas prefiro dar minha opinião meio crua).

Elementar, caro Watson.

Inicialmente eu apreciei muito o visual das cenas. Quando você começa assistir o filme, fica claro que é um ponto de vista diferente. O Guy tem bastante personalidade ao mandar nas cameras e eu acho isso ótimo. Além disso o contexto do filme está na praia do diretor: Londres, subúrbio, personagens rueiros, fotografia sombria. Mas nenhum filme sobrevive só de fotografia e direção de cenas não é mesmo?

Mesmo diante da atuação incontestávelmente brilhante do Robert Downey Jr, dá a impressão que Sherlock é um filme enlatado pelo tanto de informação que a gente vê em cena. Talvez seja só o ritmo do pensamento frenético do personagem, mas cara… é muita informação, parece um resumão de alguma história. Além disso, pelo que me consta, Sherlock não é um grande lutador e de socos, chutes e tapas o filme está cheio. Também achei que pro final a coisa foi ficando meio clichê, mas eu ando com uma sindrome anti-clichê terrível, então já viu. Mas mesmo assim gostei muito do desfecho, não é tão óbvio e fica bem claro que só Sherlock poderia desvendar esse mistério.

Se você quer ir no cinema ver um filme mais inteligente do que a média, te dedico Sherlock Holmes, mas nem é o melhor filme do genero.

10
set
2010

Quem me conhece sabe que sou tiete do Neil e completamente apaixonada pelos projetos dele. E não é que ele resolveu se aventurar no mundo da direção? Statuesque é um curta desenvolvido pro fim de ano de uma TV britânica que conta a história de um senhor solitário que observa estátuas. Tem uma sensibilidade típica do Neil, apesar da direção ter ficado fraquinha.

Vi no Omelete

10
set
2010

No meu aniversário ganhei esse livro do @Raul_Ribeiro e terminei de ler ele semana passada. Eu não tinha nada de Anne Rice em casa, fiquei feliz em ter a experiência.

Eu li tem muito tempo um pedaço de Entrevista com Um Vampiro, conheço melhor o trabalho da Anne pelos filmes que são adaptados de suas obras, o que é uma vergonha, Brasil. Então vou contar um poruco do que achei aqui.

O livro conta a história de Trianna, uma mulher que é casada com um homem rico que tem AIDS. Logo no ínicio a gente se depara com a morte desse marido, e com um comportamento bizarro que se desencadeia nela desde então. No meio de todo esse sofrimento ela conhece um jovem violinista chamado Stefan que sempre está presente em momentos onde a angústia e sofrimento dessa mulher estão no ápice, tocando o seu violino. Só que o moço é um fantasma. De forma muito brusca Trianna rouba o violino de Stefan e a loucura vai tão longe que a história, que começa em New Orleans, acaba no Brasil.

O São Sebastião está aqui pq o marido morto escrevia um livro sobre ele.

Parece simples de entender né? Mas não é tanto assim. Anne Rice escreve esse livro como se a mente pertubada de Trianna estivesse narrando as história, ou seja: lembranças desconexas e sentimentos absurdos são mesclados a própria história, junto com diálogos. É muito surtado, sério. As vezes fica difícil de entender e de ter paciencia pra mergulhar dentro de todas as suas lembranças, que começam a ser descritas do nada no meio de alguma “cena”, principalmente porque ela é MUITO repetitiva. Como todo mundo que sofre, principalmente pela morte e pela culpa, pensar nisso é recorrente. Deu pra entender né?

A coisa fica um pouco mais absurda quando Stefan leva Trianna para conhecer toda a história do seu passado. Eles viajam no tempo e ela descreve os sentimentos do que ela vê no passado (a vida de Stefan e de como ele se tornou um espectro tão real), do que ela sente no presente com ele ao lado, do que ela sente e de suas memórias. Loucura, mas como eu te disse, ela estava absolutamente louca. As vezes é bem chato de acompanhar, mas a relação mórbidamente romantica e cheia de dependencia que os protagonistas tem consegue envolver em alguns momentos.

Uma coisa muito interessante nesse livro é a ligação profunda que ele tem com a música clássica, apesar de ser enfadonho quando as estrelas do erudito como Mozart e Bethoveen aparecem na obra como pessoas do cotidiano de Stefan. Eu me irrito assim como me irritei no terceiro livro do de Turno da Noite do André Vianco, que não sabe juntar passado e presente de uma forma muito convincente. O legal mesmo é a descrição de como a música é sentida. Mesmo sem conhecer as obras, dá pra imaginar perfeitamente como é.

O final é bem decepcionante. Você está embalado numa expectativa de que algo gigante aconteça, mas parece fim de livro do Paulo Coelho. Bem fraco.

Acho que vale a pena ler por ser um livro diferente. Mas não deve ser nem de longe um dos melhores da Anne Rice.

1
set
2010

Acho que pra muitos ele já dispensa apresentações, mas pra quem não conhece o Will Murai é um desenhista brasileiro (apesar dos olhos puxados), que tem apenas 24 anos e já está destruindo nos desenhos. Entrando no portfólio dele você vê trabalhos para grandes editoras e campanhas publicitárias. O menino é bom e é do nosso Brasil il il.

Veja o portfólio dele aqui.

1
set
2010

Travis é um americano especializado em criar artworks para bandas de metal. Ele já realizou diversas artes para capas de cd e materiais promocionais para como Death, Devin Townsend, Katatonia, Nevermore, Opeth, CKY, Soilwork, King Diamond, entre outros. Suas manipulações digitais beiram o abstrato e a melancolia na maioria das vezes. Esse cara eu respeito MUITO. Tenho um cd aqui em casa do Draconian com uma capa dele (Where Lovers Mourn), foi por causa disso que o conheci.

Veja mais no site dele

10
set
2010

Na última quarta feira saiu um artigo espetacular com o qual eu me identifiquei muito chamado Reclamações sobre ir ao cinemas no Brasil

Clique na foto e leia o artigo, que tem comentários ÓTIMOS.

Eu venho frequentando os cinemas em modo *berserk* mesmo desde que comecei a namorar, programa bom demais pra fazer em casal. No mínimo umas duas vezes por mês. Porém, mesmo se eu levasse um pé na bunda iria no cinema sozinha, ou marcaria com os amigos. Sou daquelas que rói as unhas quando tem um lançamento bacana e faço tudo pra ver o mais rápido possível.

Aqui na região que moro tenho acesso ao Playarte e ao Cinemark principalmente (nos shoppings da região). Durante bons anos eu não tive problemas nas salas durante as exibições, mas ultimamente a coisa toda andou piorando de um jeito assustador.

Imaginem que eu no final de semana de estréia de Avatar tive que encarar uma sala sem ar condicionado, o que causou muitas desistências por estava MUITO calor no dia e até rendeu um pedido de desculpas presencial da gerente.Na mesma sessão, além disso, o filme sumiu da tela durante um minuto (naquela hora que o Jake Sully vê o seu Avatar encubado pela primeira vez). Quem disse que voltou? Manunca, né gente?

Outra coisa que anda me irritando bastante é a falta de educação exagerada dos frequentadores dos cinemas. CARA, é inacreditável. Fui ver 2012 e tinha uma mãe com um BEBE NO COLO. Alô, amigo? Como assim? Levar um recem nascido no cinema? A criança, coitada, se assustou muito com todo o barulho das explosões do filme, com os gritos e claro que começou a chorar. Você tinha imaginado uma cena dessa antriormente? Dúvido. Imagina a cara de quem estava na sala. Sem falar nas coisas clássicas que estão ficando cada vez mais comuns: falar no celular, conversas paralelas totalmente alheias ao filme, gente tirando sarro e rindo entre si de coisas que não foram feitas para dar risada por pura ignorância (como em Avatar tinha um bando de dasafortunados na mesma fileira que eu estava rindo da parte que os Na’Vi estão reunindo fazendo preces em torno da Árvore Sagrada)

Eu sinceramente ando com medo, mas feliz por outro lado. As salas de cinemas estão mais cheia ultimamente, e isso atrai muita gente. Existem questões mais complexas como o as meias entradas e cotas de filmes nacionais nas salas de exibição, mas não vou entrar no mérito porque não tenho conhecimento no assunto, sou só frequentadora e nem meia entrada mais eu tenho :(

Então, esse é meu post resposta a esse artigo. Valeu o @jrdib que me deu um toque sobre ;)

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