6
set
2010

Eu estou esperando esse filme já a quase um ano, e acredito que todo mundo que assistiu a animação da Disney exaustivamente em sua infância também. Quem leu os livros estava ansioso também, mas talvez mais preocupado com a eficiência na hora de contar a história do que com o filme em si.

Quando soubemos então da soma de Tim Burton a direção do filme? Quem é fã praticamente surtou, mas até quem não gosta conseguiu entender que seria uma boa parceria. Tim Burton tem muito dessa coisa do mundo surreal e sem impossibilidades, além do estilo próprio que é tão conhecido no universo do cinema de blockbusters. O que a gente pode notar é que o Burton talvez seja um dos únicos diretores alternativos hoje em dia com tanto renome e free pass nas bilheterias do mundo todo.

E sabe que quando a gente se vê na frente da telona do cinema é que a ficha cai: e agora?

Alice no País das Maravilhas

Infelizmente o que eu vi foi a comercialização de um clássico que é muito superior a isso. Sabe essa coisa de que sempre tem que ter um conflito por causa de um escolhido? Sempre tem que ter um grande inimigo no final, sempre tem que ter uma guerra, sempre tem que ter um vilão e este sempre tem que ser punido. E tem que ter um romance! E mais: tem que ser linear. Não pode ter nenhuma baguncinha no time da história? O universo de Alice é totalmente irregular, louco. Não há clichês e não há muito sentido, e nessa continuação cinematográfica nenhum ponto foi dado sem nó, todos os sentimentos básicosde um filme de aventura estavam ali, e logo descaracterizou demais o que todo mundo sabia sobre a Wonderland.

Não sei se devemos atribuir tudo isso ao Tim Burton, afinal de contas quem grita mais alto sempre é quem tem o dinheiro. Pode ser que ele tenha sido podado de muitas de suas idéias doidas de sempre (DORGAS), mas pode ser que ele mesmo esteja enfraquecendo e se ajoelhando as parcerias comerciais pra ter seus projetos levados a frente ainda.

Claro que isso é o ponto fraco do filme, mas isso não tira todos os méritos. A direção de arte é ABSURDA, uma coisa maravilhosa, uma delícia de ver. Eu acho que não me surpreendi tanto pois eu estava acompanhando as notícias sobre tudo, mas quem foi ao cinema (e que presta atenção nesses detalhes) ficou de boca aberta.

Se a gente tentar subtrair as expectativas e se concetrar somente no filme, dá pra relevar algumas coisas sensacionais: personagens peculiares, que mesmo sendo complementares são as cerejinhas do bolo: a Lebre de Março (insana), a corte da Rainha Vermelha toda, os gemêos Tweedledee / Tweedledum, o capitão Stayne, enfim. Cada um nos deu momentos únicos mesclados com a trama e isso não tem preço.

Eu poderia falar da longa e exaustiva parceria de Johnny Depp, Helena Boham-Carter e Tim Burton, mas acho que isso é maio óbvio: já deu né? Hora de mudar de elenco. Os dois são incríveis mas paciência tem limite. Aliás, o Chapeleiro Maluco incomoda, achei que subestimou a personagem principal. Já a Rainha Vermelha (que não é a Rainha de Copas mas se comporta como ela, enfim) está dentro da expectativa, e faz bem a sua parte.

Mas e a Alice, hein? Ela parece ser tão idiota no filme, afinal de contas ela cresceu e tem 21 anos. Mas parece que a inocência continua nela deuma forma que parece burrice. Tento engolir isso ainda, quero acreditar que é uma relação com os sonhos anteriores mesmo, pra quem é leigo conseguir entender alguma coisa.

E no fim, o que a gente tira disso tudo?

Alice no País das Maravilhas-copo Cinemark

Olha que lindo esse copão do Cinemark! Tem aquele efeito meio 3D

O mundo foi influênciado por Alice, e tem muitas coisinhas relacionadas ao tema por aí pra gente comprar. Mais um clássico veio a tona de volta, pra todas as idades se aproximarem de um universo criado de forma tão livre que pareceatual ainda nos dias de hoje. Ea gente ganha um filme lindo visualmente pra história do cinema, que virou um must have see, um hype logo depois de Avatar. Só que a gente tem que ver que a arte pelo amor a arte não sobrevive por muito tempo também. E isso sim é uma pena.

6
set
2010

A lindona @secretspina postou o link de um vídeo dessa banda no Twitter, e me apaixonei de cara.

Bat for Lashes é o projeto músical da inglesa Natasha Khan, e apesar dela me lembrar muito a Lily Allen fisicamente, tem um estilo todo fofo e creepy ao mesmo tempo.

A coisa mais legal do trabalho dela é a vontade de experimentar coisas diferentes em seus clipes, por isso que é tão relacionada com mocinhas alterantivas como Fiona Apple, Björk, PJ Harvey. Muita gente citou Bat for Lashes como palpite pro iamamiwhoami, mas eu duvido que tenha alguma ligação.

Se você tá cansado de ser tr00 por um momento da sua vida, ouça, é uma delícia. Recomendo What’s A Girl To Do:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=n1wnOUH2jk8]

Quer ver mais? Vai no site dela.

6
set
2010

Não tenho muitas expectativas em filmes de guera do século 20 e 21 em geral. O tema militar é muito e legal e tudo mais, mas geralmente durante os filmes eu não me divirto tanto quanto em outros generos, e se tenho uma lista pra assistir posso te garantir que os de guerra não são prioridade. Claro que O Resgate do Soldado Ryan é uma excessão, e eu AMO ese filme. Poderia citar Bastardos Inglórios como filme queridinho de guerra, mas Tanrantino levou a coisa a outro nível, é um clássico.

Aí fui ver Zona Verde no último feriado, que trata do assunto mais virado do avesso da última década: a guerra iniciada pelos Estados Unidos no Oriente Médio. Tudo acontece após a queda de Saddam. Uma tropa de soldados é enviada aos becos de cidades em Bagdá para encontrar uma arma biológica, e sempre voltam das missões sem sucesso. Na verdade posso dizer que é mais guerrilha urbana até, são poucas as cenas de guerra realmente tensas.

Mas Matt Damon sempre é o cara que está ligado em tudo em seus filmes, e não seria diferente nesse. Ele interpreta Roy Miller, que começa a desbaratinar toda a encrenca por trás das missões que ele comandava, e que não davam nenhum resultado. A partir daí tem muitas teorias da conspiração, imprensa, CIA, o governo tanto do Iraque quanto dos EUA envolvidos enfim. Tudo aquilo que você sempre ouviu falar que essa guerra era um embuste só para o favorecimento próprio dos EUA está filmado em uma linha de raciocínío do diretor Paul Greengrass, que também é o diretor da trilogia Bourne. Aliás, sinto que devo fazer um post de devaneios tentando entender porque certos diretores se apegam tanto a certos atores. Enfim.

Matt Damon em Zona Verde

O filme em si é regular. O roteiro é tão rápido e eletrizante que, meu amigo, não sei se há furos, eu teria que ver de novo. Pelo menos percebi que minha linha de raciocínio está conseguindo acompanhar bem esse tipo de filme, antes eu era bem mais lenta e entendia muito menos *digivolução*.

Mas sobre o contexto do filme, eu acho que é uma tecla tão batida pra ficar remoendo. Como eu disse lá em cima, se trata do assunto mais virado do avesso da última década, mas esse american pride ainda não morreu, obviamente por ter tropas lá no Iraque ainda com os filhos de sua nação. Pelo menos não é um filme que defende o orgulho e a perfeição americana como costuma ser o hábito do genêro quando é rodado por equipes e diretores americanos.

De resto, é realmente um filme regular: nada demais na edição, na fotografia, no figurino, na trilha sonora. Na atuação do protagonista não há nenhuma novidade, é o de sempre também. Apesar disso acho que Seyyed (Said Faraj), o iraquiano que acaba virando cúmplice dos americanos e peça chave dessa história, merece um destaque por parecer um bobo e ser muito troll no fim do filme.

6
set
2010

Sabe, eu gosto do Marilyn Manson exatamente por ele ter o dom de transformar coisas nojentas, bizarras e não convêncionais em arte, e em algo belo (aos olhos de quem talvez consiga entender um pouco dessa loucura). Uma das provas é o clipe de Long Hard Road Out Of Hell, um clipe maravilhoso, cheio de coisas estranhas e ao mesmo tempo muito lindo.

Phantasmagoria: The Visions of Lewis Carroll

E claro que esse estilo peculiar dele iria pro seu novo projeto Phantasmagoria: The Visions of Lewis Carroll. Muita gente acha que é a versão do filme de Alice aos olhos de Manson, mas na veradade trata-se da visão de Manson sobre a loucura de Lewis Carrol.

Não sei se vocês sabem, mas consta que Lewis tinha uma grande atração pelo universo infantil feminino, tanto que Alice é um livro inspirado em histórias contadas para algumas meninas em um passeio a tarde (uma delas se chamava Alice). Além disso, alguns trabalhos de Lewis também envolviam fotografias e ilustrações de meninas nuas. Bem estranho. Mas o ponto alto mesmo é o livro chamado Cartas às suas Amiguinhas que conta a intimidade que teve com essas meninas.

Aí justamente o Marilyn Manson resolve ilustrar essa relação meio doida de Lewis com o mundo. Olha só o trailer desse filme, mas só se você for maior de 18 anos.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=nsnVN6QnW-4]

Quer dizer, por aí vem muita bizarrice, daquelas que seus pais ficariam extremamente assustados. Aí é que a coisa fica boa. HAHAHAH.

A atriz que faz a Alice é a Lily Cole, e esse projeto está acontecendo desde 2006, será que agora sai?

1
set
2010

Fiquei de boca aberta quando vi as ilustrações digitais desse australiano. :O Fazia tempo que eu não me impressionava com a qualidade gráfica e conceitual em ilustrações digitais. O Christopher Haines me surpreendeu pela quantidade de detalhes e pela desconstrução da imagem. Você sabe quando alguém é bom mesmo quando é capaz de desconstruir algo e ainda assim ser belo. E é com esse espetáculo de cores misturadas as vezes com o real, as vezes com o monocromático que eu deixo vocês.

Veja mais no portfólio dele

Vi no Design Flakes

1
set
2010

Que alegria escrever esse post!

Essa semana aconteceu uma série de pequenas coisas que me fizeram praticamente não postar aqui, mas né? Nunca é tarde pra voltar.

E nada melhor do que falar sobre esse cara, que acaba de ter uma de suas publicações mais bacanas lançadas aqui no Brasil: Warren Ellis.

Warren Ellis

Esse roteirista com hábitos trash nada saudáveis, ideias loucas, muito sarcasmo, protesto e ódio dos brasileiros (culpa nossa! ahahah) será tema de um documentário bibliografico feito pela Sequart – produtora que também fez o documentário do lendário e fodão roteirista Grant Morrison. Pra quem não sabe, ele “só” esreveu para X-Men, Thor, Quarteto Fantástico, Capitão América e Hellblazer, além de ter obras consagradas como Planetary, Frequência Global, Transmetropolitan, The Authority, entre outros.

Veja o trailer:

O lançamento está previsto pro ano que vem, mas posso dizer? ALELUIA, alguém está dando valor pra história desses caras. A gente vê algumas figuras, que apesar de todo o mérito que merecem, levam mais spotlights do que outros artistas do meio dos quadrinhos. Então um documentário de um cara como Warren, que é bem mais retardado e underground que o normal, é o fio de esperança pra que trabalhos tão bons quanto os dele sejam divulgados. Aqui no Brasil é ilusão, mas eu faço minha parte como fangirl HAHAHA.

Então, antes de sair o documentário, compre o Transmetropolitan, lançado pela Panini nas últimas semanas. Eu ainda não comprei, afinal de contas ando meio pobre, mas tá na lista.

Vi no Bleeding Cool

1
set
2010

É com um prazer imenso que venho dizer que o Gatos e Cérebros está na lista de blogs que integram a equipe de conteúdo da Revista Medulla :)

Revista Medulla

A Revista Medulla é um webzine que fala sobre diversos assuntos ligados a arte em todas as suas formas: desde literatura até música, passando por quadrinhos, artes visuais e reflexões. E a sessão Artista da Semana daqui do blog contribui com a revista e com esses artistas que são colírios pros nossos olhos todas as sextas-feiras. Como é bom espalhar e compartilhar com mais gente os portfólios dessas mentes cheias de idéias, eles merecem.

Na edição n°00 da Revista Medulla temos os seguintes temas:

Capa – Pós-modernidade:
Pós-modernismo, modernidade tardia ou era do vazio: definições e considerações. Por adv.
Opinião:
Violência Simbólica. Por André HP.
Resenha:
Azar do Personagem. Por Taize Odelli).
Artista:
Erika Iris Simmons. Por Larissa Palmieri.
Especial:
6 Discos pra Começar a Ouvir Jazz. Por Frico .
Humor:
12 Coisas Para Se Fazer no Twitter. Por André HP.
Charges:
Comunista Ateu. Por Doo

Todo mês tem uma nova edição :) Se você quiser colaborar com o webzine só mandar email pro gatosecerebros@gmail.com ou para paladino-elfo@hotmail.com – seja pra mandar sugestões, críticas, colaborações, enfim.

1
set
2010

Essa japinha tem um dos trabalhos mais bonitos que eu já vi recentemente. Ela faz lindas ilustrações em grafite e as colore em tinta a óleo na madeira, e suas composições visualmente são muito suaves, com cores etéreas e as vezes mesclando os nós da própria madeira com os desenhos. A técnica dela em especial é bem simples, mas muito bem feita. E claro: os conceitos são inocentes, mas tem um toque perturbador e erótico ao mesmo tempo, sempre ilustrados de forma bem suave, por mais explicita que a idéia possa ser. Realmente é um estilo que, apesar de moderno, conseguimos relacionar diretamente com ilustrações clássicas do Japão.

Audrey Kawasaki

Veja o blog dela e o portfolio

6
set
2010

Esse cara esquisito da voz grossa, que habitou os sonhos de muitas moças tão estranhas quanto ele e muitas caixas de som desde os anos 90, morreu. É difícil de acreditar porque já mataram ele milhares de vezes. Eu estava ouvindo Black n° 1 quando meu namorado veio falar comigo pela primeira vez, então pensem que Type O Negative é uma banda que marcou minha vida, de fato. Pessoas geniais não deveriam morrer de verdade, só de mentirinha como ele fez em 2005. RIP Peter Steele.

RIP Peter Steele - Frontman do Type O Negative

PS. Ainda estou esperando que isso seja um pegadinha do malandro e que todos estejam mentindo.

PS1. Não procure fotos dele no Google se estiver no trabalho, ele saiu na Playgirl. Feche os olhos se você for puritano.

6
set
2010

Na madrugada de domingo para segunda (12/04) mais um vídeo foi colocado no youtube pelo misterioso projeto chamado iamamiwhoami. Trata-se de um segundo “single” com o nome “o” que já estava em pré venda na Amazon, junto com o remix da música “b” feito pela Tara Busch.

O vídeo é sensacional, muito melhor que “b” na minha opinião. Tem mais energia e é mais próximo da linguagem que nós vemos nos teasers. Além disso a música é incrível, contagia e é dançante (por menos que pareça que esse projeto tenha uma proposta de ser lançado nas pistas). Pena que não é tão parecida com o trecho apresentado no 6º vídeo 23.5.12.3.15.13.5-8.15.13.5.3383, seria melhor ainda por ter uma atmosfera mais profunda e vocais mais “tratados”. Essa versão completa tem muito do upbeat dos anos 80, misturado com a música alternativa dessa década. A voz da moça a gente estranha um pouco no começo, depois fica bom.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=MMroXbAmrI8]

Eu posso dizer que tenho mil teorias sobre tudo, principalmente com o fato dos dois vídeos lançados com as músicas completas estarem cheio de mensagens com runas. No vídeo de b você pode notar claramente no móbile acima do berço que os penduricalhos em formato de runas. As letras que intitulam as músicas fazem referências as pedras rúnicas também.

“B” equivale a runa Beorc que significa “gestação e nascimento”, ou seja, tem tudo a ver com o berço que está ali, e também por ser o primeiro vídeo com uma música completa e o miado do gato ter o mesmo som do vídeo da cabra que está parindo, linkado na descrição do vídeo Prelude 699130082.451322-5.4.21.3.1.20.9.15.14.1.12 .

“O” é ligado a runa Ingwaz, que significa fertilidade e o início de um novo estágio. Vale lembrar que no comecinho do vídeo de “O” você escuta o mesmo som da coruja do vídeo 9.1.13.669321018, que também tem um significado que chega a ser sexual. A árvore escorre um líquido que aparentemente é seiva após ser lambida. Pois é.

Se vocês quiserem ver mais sobre as runas, eu consultei o Morte Subita, lá tem mais detalhes.

iamamiwhoami - O

Fora as outras milhares de coisas ligadas, como o número 6, que frequentemente é usado tanto no número de bolos, morangos, árvores, buracos, gatos. Os vídeo-teasers mesmo: são 6. Existem também algumas lendas que supostamente baseiam os vídeos como O grito da Mandragora, a Huldra, entre outros que não me recordo agora.

iamamiwhoami - será que é mesmo a Jonna Lee?

Sobre a heroína meio loira – meio planta dos vídeos: é quase certo que se trata da cantora sueca Jonna Lee, mas provavelmente não é um trabalho solo, já que o que ela desenvolveu anteriormente não segue essa linha. Com certeza iamamiwhoami é um novo projeto, e é realmente inovador por lançar um conceito fortíssimo cheio de simbolismo e enigmas e um vídeo novo pra cada lançamento. É assim que a gente gosta, experimentações nunca são demais, principalmente se for algo tão inteligente e profundo como esse viral-grupo-cantora-planta-banda.

Se você quiser dar uma força você pode comprar os singles “B” e “O” no Itunes e na Amazon.

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