Essa última semana foi algo inexplicável pra nós, meros humanos idiotas que amamos outros seres humanos que sequer conhecemos por fazerem algo que está num nível acima do nosso nível do que consideramos corriqueiro.
Muitas pessoas incríveis pegaram uma carona nos seus braços pra ir parar nos salões de Mandos, e eu tenho que deixar aqui a minha admiração de mortal insignificante. Uma poeirinha no universo pra que ajudem a jamais esquecer dessas pessoas que mudaram a vida de tantas outras pessoas, por pura inspiração.
Ronnie James Dio – nunca fui grande fã dele, mas é uma perda irreparável pro heavy metal. Paul Gray – Foi a que eu mais senti, o #2 do Slipknot, membro fundador da banda, foi embora cedo demais, inexplicavelmente… Gary Coleman – O ARNOLD! Nunca imaginei que ele cairia numa decadência tão grande e morreria assim, batendo a cabeça na escada. Detalhe que eu errei o nome dele, pq pra mim ele é o ARNOLD. Dennis Hopper – Duas coisas: Easy Rider e Apocalipse Now.
Alguém me ajuda a entender? Esqueci de alguém? Me ajuda aí nos comentários.
Eu sou suspeita para falar de Iron Man. Pra vocês verem, meu namorado costuma dizer que é meu filme pornô preferido (só por causa do Tony Stark). É um grande exagero só porque eu admiro muito o Robert Downy Jr. Enfim.
Depois de 3 semanas infernais indo ao shopping e tentando assistir a esse filme, depois de um milhão de vezes falhando miseravelmente eu consegui ver e foi uma grata surpresa. Não achei que iam manter o nível do primeiro filme da franquia, simplesmente genial. Mas vamos aos trabalhos e discutir os pormenores deste filme que promete ser uma das peças de do grande quebra cabeça da Marvel no cinema.
O filme fala sobre o momento de glória que Stark está vivendo depois de ter revelado sua identidade como o Homem de Ferro: um mundo dominado por uma aparente paz mundial privatizada, como ele mesmo diz. Apesar disso, muitas coisas acontecem paralelamente: inimigos pessoais aparecem e o próprio corpo de Stark está sendo envenenado com aquilo que o mantem vivo. É aí que Tony entra em colapso. O mundo descobre que ele não é o único a obter a tecnologia da armadura e ele está cada vez mais perto da morte.
A história de Tony Stark, de personalidade impágavel e genial (interpretado brilhantemente por Robert Downey Jr.), foram apresentados ao público no primeiro filme, e continuam muito bem colocados no segundo. Em Homem de Ferro 2 também vemos o herdeiro das indústrias Stark tendo seus primeiros problemas com o álcool, coisa recorrente na vida do personagem. Mas nem por isso ele deixa de ser cativante. Apesar de às vezes se comportar como um adolescente mimado e inconsequente, sempre sob a vigilância e a repreensão (nem sempre com sucesso) de Pepper Potts (Gwyneth Paltrow), James Rhodes (Don Cheadle) e por agentes da SHIELD, ele acaba sempre causando de forma extravagante e por isso não tem como não ser fã de Tony Stark, mesmo em colapso existencial.
O universo em volta de Tony também é fascinante: tanto seus amigos e inimigos.
Começando pelos inimigos, Whiplash (Mickey Rourke) é um dos melhores vilões badass no que se diz respeito a falas brilhantes. Tem um diálogo que Whiplash tem com o Stark que vale a apreciação de cada frase. De resto, o personagem foi muito bem colocado ao lado do dono almofadinha das indústrias Hammer, concorrente das indústrias Stark, que é um invejoso discarado do sucesso do herói enlatado. Então se somarmos vingança e inveja temos grandes chances de ver problemas bem consistentes, não é? Além disso, temos o governo americano que sempre oferece grande resistência as idéias de Stark, mas acho que não podemos considera-los inimigos, só aquele senador que adora dar uma alfinetada ;)
Já os brothers do Homem de Ferro são em maior número e podem até mesmo cumprir o papel de família de Tony, já que a dele não existem mais. Pepper Pots sempre é uma mãe, mais do que paixão o amorzinho, e sempre está ali para dar uma bronca e tentar salvar Stark dele mesmo. O James Rhodes já é o pai que tira o brinquedo da mão da criança pra que não seja quebrado. Os agentes da SHIELD que estão do seu lado disfarçadamente, e é aqui que a Scarlett Johansson entra com sua Viúva Negra, sempre com um olhar atento no seu papel de assistente juridica. Aliás, a Viúva Negra se mostrou uma personagem muito interessante e que provavelmente vai render muitos frutos em futuros filmes da franquia. Só espero que ela amadureça um poouco e perca essa cara de bobinha, pq a Viúva Negra é muito mulher arrasa quarteirão e engraçada, e hoje em dia ela não daria conta de interpreta-la mais velha, em outras histórias do Universo Marvel.
Mas a coisa que eu mais gostei no filme foram os links com coisas externas e as ótimas piadas e sacadas cheias de humor. Claro que eu não vou falar nada aqui pra que você, que não assistiu o filme, não queira me matar. Mas se você não assistiu saia correndo, o filme é incrível.
Se você não sabe, vem por aí muitos filmes do Universo Marvel: Thor, depois o filme dos Vingadores e até um filme da própria SHIELD tavez. Então trate de assistir tudo pra não ficar perdido.
AH! Não se esqueça de ficar até o fim dos créditos ever o que acontece ;)
Olha que incrível o trabalho desse uruguaio. Suas ilustrações vetoriais variam entre retratos de pessoas super expressivos e releituras de clássicos do cinema, além das campanhas publicitárias a capas de games e dvds. Já fez algumas coisas pra Playboy, FX, Honda. Tudo muito divertido e com uma interpretação única, principalmente dos filmes :)
Paus é o nome de uma banda portuguesa que tem uma música só e está para lançar um EP chamado “É uma Água”. Esse projeto se formou após os músicos sairem de suas bandas ou como um b-side project para outros.
Vou falar a real: os vocais meio desfinadinhos me irritam um pouco, mas o som que é difícil de rotular é sensacional. Meio metal. Meio Beatles com DORGAS MANOLO (AÍ SIM). Meio místico. Não sei.
Veja o clipe, muito legal por sinal, de Sudo e Murdo, a única música deles. Esse clipe contrasta a arte da rua com os meninos negros na break dance e com o cenário cheio de grafites e pixações com a vida bucólica e simples de pessoas de idade jogando dominó em um lugar abandonado e velho, cheio de água. Tão impossível de definir o que é o som da banda Paus.
Da uma olhada:
http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=11352386&server=vimeo.com&show_title=1&show_byline=1&show_portrait=0&color=b30009&fullscreen=1 PAUS – MUDO E SURDO from PAUS on Vimeo.
Se você der uma fuçada por aí consegue achar algumas apresentações ao vivo, são bem legais.
Que o cinema anda meio sem aquela criatividade que tinha algumas décadas atrás a gente sabe, e faz tempo. A única coisa que eu ainda não entendi é a insistencia de ressucitar coisas antigas e trazer pro nosso tempo. Claro que determinados casos são super válidos: não havia técnologia suficiente pra executar determinadas idéias. Mas no caso dos filmes de terror e de horror nós estamos beirando um colapso. A melhor franquia que temos hoje em dia é Jogos Mortais, e isso me preocupa.
O reboot de A Hora do Pesadelo trouxe as nossas vistas novamente a história original de Freddy, aquele flamenguista doente da cabeça que segura uma foice, e conta como tudo aconteceu. Não vou ser hipócrita e dizer “sou fã desde criancinha” porque não é verdade. Acho que vi algumas vezes os filmes do Krueger mas nenhum deles me marcou a memória o suficiente pra prolongar meu lado de fã. Logo posso dizer que eu não vi o primeiro filme da franquia. Mas todo mundo conhece a história desse champs que invade os sonhos de suas vitimas e as mata lá dentro mesmo.
Esse reboot tem o roteiro clássico, igual ao reboot do filme Lobisomem (que saiu esse ano, por sinal). Portanto não tem nada de surpreendente, principalmente se você quer buscar algo fresco e cheio de idéias pra ver.
Mas olhando pelo lado de releitura, que ultimamente quer porque quer estar mais perto do real do que nunca, A Hora do Pesadelo de 2010 é mediano. Pra ser sincera o que salva é a essência doente do protagonista, interpretado muitíssimo bem pelo meu querido Rorschach, Jackie Earle Haley, que sempre esteve ali. Ainda mais porque eu não sabia que ele era tão malvado assim, e que crianças não se dão nada bem perto dele.
Os adolescentes da trama cumprem aquela função de sempre em filmes de terror: são assassinados enquanto estão tentando espantar o sono enquanto estão vivendo seu dia a dia dentro da sua teia romântica babaca. As atuações são fraquinhas, na hora das revelações as caras e bocas não são muito convincentes, apesar de gostar muito da mocinha do filme ser mais badass que vários dos meninos ali. O núcleo adulto, os pais desses adolescentes se mostram extremamente imbecis e era principalmente nessas horas que eu me lembrava de que estava no cinema, de tão irreal. Pois é.
Não há muito mais o que dizer. É mais do mesmo e a gente ainda vai ver muito mais disso por aí.
Não sou uma pessoa com opinião formada no que se diz respeito a crença religiosa e espiritual, mas sempre gostei muito de Tarot. Gosto das cartas, que geralmente são lindas, da variedade enorme de possibilidades e de origens das lâminas que leem o futuro. E teve um cara que juntou duas paixões minhas em uma coisa só. Comics e Tarot.
O nome dele é STORM (registrado legalmente em cartório, ele mudou o próprio nome), um cara todo trabalhado no Steampunk, que vive em São Francisco, EUA. Ele tem o hábito de ler cartas todas as sextas feiras a noite com seu deck incrível de cartas com os X-Men, e dizem que ele faz isso muito bem, com ótimas leituras. Cada carta tem o seu significado e todas as personagens estão adequadamente relacionadas com o que elas querem dizer.
Por exemplo: a Jean Grey se encaixa no perfil do arcano Imperatriz, o Cíclope no perfil do arcano Rei. Se você não entendeu, ele usa um baralho comum, com números, reis, rainhas, valetes e damas e o joker, e cada personagem um se repete nos 4 naipes, na sua respectiva carta.
Tem coisa mais divertida do que isso? Meu segundo deck de Tarot preferido, só perde pro que o Dave McKean fez :)
Tem o site do cara, que alem do Tarot faz umas velas decorativas também.
Este pintor americano usa a tinta acrílica e a tinta óleo pra criar fortes expressões nas telas. Rostos e cenas cheias de intensidadee significado, principalmente nos olhares. Apesar do realismo muitobem aplicado, dá pra perceber que ele sempre quebra essa linha com experimentações diferentes, principalmente na hora de colorir seus traços. Lindo, lindo e lindo :)
Ultimamente eu andava meio preocupada. A juventude tá meio esquisita, e olha que a velha aqui tem 21 anos. Pode ser isso, pode ser que o fato de estar tricotando com modo *FREAK* esteja envelhecendo os últimos neurônios saudáveis da minha cabeça.
Antes de falar da banda, eu tenho algumas considerações.
Mas uma coisa é fato: já tem uns 10 anos que os adolescentes andam trilhando uns caminhos meio fracos. Em primeiro lugar, a revolta da galera de 15 anos praticamente desapareceu. Nem depressão? Sou team depressão, era trevosinha e eu ouvia metal com vocais femininos guótecos, e um pouco de new metal. Acho uma merda, pois perdi muita coisa deliciosa que estava acontecendo ao mesmo tempo. Mas por outro lado já fazia mais sentido pra mim, eu vivia aquilo tudo com uma grande revolta adolescente, e sinceramente acho isso muito divertido e me fez hoje ser alguém com um ponto de vista diferenciado de tudo, amém.
Aí, hoje em dia, e até mesmo no alto dos meus 15 anos, eu via coisas como pessoas com franjas na cara e cabelos que pareciam uma grande explosão atômica em Hiroshima (cogumelo se você não pegou a piada), querendo abraços e se vestindo como o Beetlejuice de forma moderninha. Até aí, eu tinha um amigo muito querido que se vestia assim, mas ele alegava que era só pra pegar mulher, já que era HYPE. PIOR QUE ERA MESMO. Funcionava muito bem o.O Eu presenciei algumas cenas que me deixaram embasbacada. Hoje em dia não tem nem sombra do que ele era nessa época nas suas roupas e no que ele faz.
Mas no contexto todo era basicamente isso: eu não via mais quase pessoas que procuravam se expressar de forma genuina sobre o que sentiam, o que eu via era uma vibe meio hippie as avessas: vamos mascarar de amor a realidade que é ruim demais, só que ouvindo emocore e cortando os pulsos pra chamar a atenção da mamãe dessa vez. Por isso que eu gosto do que o The Doors representava na sua época: um tapa na cara da ilusão.
Na minha adolescência (5 ou 6 anos atrás) as letras mediocres e as bandinhas pseudo rock melado começaram a invadir os rádios com a sua melação de cueca. Haters de montes apareceram, e enfim, o emocore e os emos foram rotulados e banhados por uma escrotização tão grande que passou a ser ofensa ser chamado de emo.
Quando a gente imagina que já havia passado pelo pior aparecem essas bandinhas coloridas. QUE? CARAI@@@@! TRAGAM O METAL DOS ANOS 80 DE VOLTA!
Aí esse final de semana, no meio de um freela, li em algum lugar “The Pretty Reckless é foda”. Como a minha coisa linda @paularobertarm vive falando dessa banda e está viciada resolvi perguntar do que se tratava. A melhor surpresa de todos os dias musicais desse ano.
Antes de tudo veja o clipe.
Você pode ter achado normal, e tudo mais. Mas sabe quantos anos essa mocinha do vídeo tem? 16. E eu, que não acompanho Gossip Girl, não sabia que ela era uma das atrizes da série.
Ela é a Taylor Momsen, 16, ícone fashionista do rock pras adolescentes que assistem o seriado Gossip Girl, linda, loira e magra. A cara da rebeldia rica: blasé e cheia de revolta. Só que além de atriz a menina canta UM BOCADO. Fiquei assustada com a potência da voz, chocada assim por dizer. Além disso tem uma banda (Ben Phillips, Mark Damone, Jamie Perkins) que a suporta com gente que sabe o que está fazendo e que provavelmente acredita nela, seja financeiramente ou seja musicalmente falando.
Não que seja algo revolucionario: o diferencial dela está no resgate da atitude rock, na inspiração vinda no punk. E são de pessoas como ela que o rock precisa pra ser uma crescente e revolucionaria constante, cada qual em sua época. Digo isso porque parece que essa pegada morreu já faz tempo, e a gente anda comendo as migalhas do passado há anos. Não é justo! Vamos incentivar sempre bandas com pessoas novinhas como ela a seguirem esse caminho. Tudo bem que ainda tem algo muito menininha, muito pop, muito Courtney Love. Mas já é alguma coisa.
E aí que eu te digo: nós podemos prestar atenção mais nela e na banda The Pretty Reckless do que na banda Restart e na banda Cine? Nem cito as bandas de lá de fora do mesmo estilo porque eu não conheço (e nem quero). Pra pensar no que você quer pro seu futuro, meu amigo. Quam vai ter que aguentar o filho fluorescente e mais iludido em alegria do que macaco segurando uma banana de porcelana em casa é você.
ps. Make Me Wanna Die está na trilha sonora oficial de Kick Ass :D
ps2. Taylor Momsen é odiada por MUITOS fãs de Gossip Girl. ADORO. Não falei que tinha algo meio Courtney Love nela?
Tenho alguns amigos que gostavam muito de mangás e quadrinhos em geral na adolescência e largaram o vício. Essa vida é deveras complicada, a gente tem que virar adulto e muitos abandonam todas as paixões de antigamente pra ser gente grande.
Se esse é seu caso e você me xingou mentalmente pela alfinetada (ha!) desconte seu ódio em mim naqueles mangás abandonados na sua casa: faça vasos de planta com eles.
MAS HEIN?
Pois é, um japonês muito esperto chamado Koshi Kawachi teve a idéia de reaproveitar mangás esquecidos no fundo da gaveta para plantar feijões! Sabe aquela experiência que todo mundo fez da 1ª série na escola? Então :)
Pra mim é um sacrilégio, deve ser o mesmo sentimento pra um colecionador de discos de vinil ver um dos bolachões pendurados na parede, mas que fica MUITO legal fica né? Se você fizer em casa não se esqueça de coloca-las no sol, molhar as revistinhas sempre e conversar, afinal plantinhas precisam de muito amor e carinho. Pelo menos era isso que a professora dizia.
Trent Reznor e sua esposa, Mariqueen Maanding, foram encontrados mortos em um quarto de hotel em localidade ainda não divulgada. Os corpos foram encontrados carbonizados enão se sabe o motivo do incêndio. Veja uma imagem da tragédia:
PEGADINHA DO MALANDRO PESSOAL
Na verdade o projeto How To Destroy Angels lançou na última sexta feira o primeiro clipe oficial, com a música The Space in Between. O clipe, que é bem sangrento e mórbido, acontece dentro de um quarto de hotel e não tem muita explicação pra o que aconteceu ali. Só se sabe que o casal está morto e que o Atticus Ross está assistindo tv e fumando ao lado de uma loira, que está fofocando no telefone. Olha só que LINDO:
A música então, é sensacional. É uma daquelas que saiu nos 4 teasers iniciais, você pode ver todos no site oficial da banda. Lembra muito a música do primeiro vídeo viral do iamamiwhoami, pode realmente ter sido inspirada. Mas não importa. Minha nova paixãozinha é How To Destroy Angels.