6
set
2010

Então, vocês que acompanham o blog desde o começo sabem que eu assisti Atividade Paranormal e simplesmente não consegui dormir naquele dia. Prefiro carnificina a espíritos, né amigos? Aí os queridos responsáveis pelo projeto resolveram fazer a continuação.

http://www.paramount.com/webmaster/player/paramount_epk.php

Parabéns por envolver um bebê e um cachorro nessa versão. Elementos puros nessas merdas me fazem chorar :~~~~~~

6
set
2010

Então, a gente sabe que o uniforme de um super herói está diretamente ligado a sua personalidade e aos seus talentos heróicos. Foram poucas vezes que eu vi mudanças significativas (ou que na verdade eu tenha reparado nisso), mas é impossível deixar de comentar na repaginada de visual que a Mulher Maravilha ganhou do roteirista J. Michael Straczynski e do desenhista Jim Lee. No blog Gibizada, aonde eu vi a notícia, existe um comparativo interessante de quase todos os 70 anos dos uniformes da heroína. Engraçado, resolveram tapar ela inteira agora, em 2010.

Claro, eu não acompanho as revistas da Mulher Maravilha, e pode ser que exista um contexto pra essa transformação. Mas não ficou bonito. Existem milhares de formas de fazer um redesign de uniforme, e essa não me pareceu a mais acertada. Mas quem olha de fora acha que resolveram tapar as pernas e os braços com calças e uma jaquetinha jeans. Senhoras de 70 anos devem cobrir o corpo pra serem respeitáveis. /sarcasmo (oi?)

Mas, na verdade, essa foi a gota d’água pra mim em uma série de notícias que venho lendo desde ontem em diversos sites: a sindrome do politicamente correto. Não que seja o caso exatamente do novo uniforme, mas coisas como a Marvel proibir Mark Millar de inserir aparições de cigarros em suas páginas, uma capa dupla de Conan ser censurada por ser extremamente violenta me faz pensar:

Vocês estão querendo proteger o mundo do que?

Cada dia mais vemos censuras em elementos chave de personagens e enredos em diversos tipos de mídia, e que acabam descaracterizando a ideia original que foi escrita. Não quero fazer apologia a nenhum tipo de substância ou hábito, mesmo porque eu não fumo, por exemplo. A questão é que estão tentando barrar algo que o próprio mundo não consegue esconder sozinho.

Pensa: ao mesmo tempo que a imprensa faz questão de mostrar que adolescentes que fazem parte do elenco de coisas como Rebelde, High School Musical, Hannah Montana, são completamente sexualizados e tem um comportamento que chega a ser desvairado perto dos padrões bonitinhos da sociedade, as empresas de entretenimento começaram a criar contos de fadas aonde eles não cabem. É pra tapar o sol com a peneira né?

A questão é a seguinte: se as gerações anteriores (anos 60, 70 e 80, principalmente), tocaram o foda-se no mundo não é problema de quem nasceu e viveu depois. Mas a gente acredita que a experiência leva a sabedoria, então porque RAIOS a sociedade quer esconder a sujeira embaixo do tapete? Vocês realmente querem fazer de conta que nada aconteceu nesse mundo quando nós não estavamos aqui ainda? Vocês acham que não há rastros desse passado? Olha só o resultado aparecendo na mídia, basta abrir o EGO e ler.

O mundo é sujo, doente e vazio e ele é belo por causa disso. É dele que vem a inspiração pra tantas histórias que pessoas que não tem medo de mostrar o lado podre adoram escrever. E cada um tem o direito de fazer a sua própria estrada, sem fazer de conta que está tudo bem. Me dá nojo esse tipo de medida paliativa pra gente achar que vai ficar tudo bem. * revoltay *

Tô aqui de olho nos próximos capítulos dessa saga fadada ao fracasso de tentar moralizar uma sociedade que já ergueu o tapete e descobriu a porta do porão :) 

ps. não consegui fazer esse post em condições normais, já que eu estou de tpm. um abraço aos hormônios envolvidos.

6
set
2010

Daft Punk é um amorzinho de toda a minha vida. Me lembro de One More Time bem pequena, quando ouvia voltando na escola, tocando no rádio, ou então do clipe que passava na TV sempre. O clipe então, era algo genial: uma historinha em anime, que eu sempre quis saber qual era o final.

Não há nada MAIS LEGAL NO MUNDO do que essa foto.

Hoje em dia assumo que não tenho o menor saco mais para ouvir músicas como Digital Love, Around The World e One More Time, que tocaram MUUUITO em todos os lugares possíveis. A ponto de traumatizar seus neurônios. Mas assim que soube que o Daft Punk faria a trilha de Tron Legacy andava dando uma boa fuçada no youtube, mas ainda não tinha ficado viciadinha.

Por algum motivo bizarro que não me lembro acabei vendo aquele clipe do Kanye West, o Stronger, que conta com os samples de Harder, better, faster, stronger. O clipe é inspirado na história de Akira (mesmo sendo tosco na pele do Kayne), caso alguém não tenha percebido, e o Daft Punk (ou os capacetes deles) aparecem na sala de exames. E assumo: eu acho essa música muito legal, mas só por causa dos samples da dupla de capacetes de robô. Aí eu achei essa apresentação live da dupla no Grammy, junto com o Kayne.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=wn8JGw8KLzw]

Não é pra amar pra sempre? Comecei a fuçar tudo sobre os caras e claro que descobri que a histórinha que eu sempre quis saber o final era a Interstella 5555 e que meu cd preferido deles é o Human After All. Músicas como Robot Rock, The Prime Time of Your Life, Human After All, Technologic ganham meu coração fácil. Se você não conhece, provavelmente é uma criança desnutrida de viver a vida (não sou um exemplo de como viver a vida, ok). Já tá na hora.

6
set
2010

Imagine se a arte fosse uma arma poderosa e letal de destruição, capaz de abrir os portais do Inferno.

Legião de Salvador Sanz

A HQ Legião, do roteirista argentino Salvador Sanz, foi lançada em 2006 e usa essa premissa fantástica e transforma o conto em quadros desenhados de forma muito impactante. Tudo se passa em Bueno Aires mostrando as vidas paralelas de Blue e Felix. Ela é artista plástica e descobriu uma nova cor, chamada Ultramá, e ele, que é guitarrista, usa uma camiseta do Venom e passa 24 horas seguidas tocando guitarra sem perceber. Ambos despertam, sem saber, Legião: um demônio sedento por sangue e completamente ávido por arte e destruição.

Depois de diveros acontecimentos bizarros, o que inclui sacos de cadáveres, chuva de sangue e elefantes mortos, Blue, Felix e mais dois companheiros seguem uma jornada sem muita saída, afinal eles descobrem que são peças chaves para o fim do mundo.

Legião é SENSACIONAL. Eu já li umas 15 vezes e é umas das melhores histórias de terror em volume único que já li. É tudo muito forte e impactante, não é aconselhável para corações fracos. É uma ótima compilação de horror, e apesar de ser um volume único e ser sensacional mesmo assim, acho que caberia sim ser escrito um segundo volume com o desfecho da história. Da vontade de saber o que acontece depois.

Legião de Salvador Sanz

Infelizmente não soube se Legião foi lançada aqui no Brasil pra poder passar um link de compra nas nossas lojas nacionais, mas eu já vi na Amazon em inglês. Não me peçam links de downloads de scans por aqui, já que o único intuito deste blog é divulgar o trabalho do artista com as resenhas ok?

Se vocês tiverem qualquer dúvida, é só mandar um email para gatosecerebros@gmail.com

Obrigada ao @AudaciJr que deu a dica :)

6
set
2010

E na sequência de Y! O Último Homem – Extinção demorou quase seis meses pra sair. Quer dizer, nas minhas contas mal feitas foi mais ou menos isso. Dói na alma ter que esperar pela continuação dessa HQ que já no primeiro número se mostrou tão instigante, e você pode ler tudo o que eu achei sobre o primeiro número nesse post pré histórico do blog.

Y! O Último Homem - Ciclos

Nesse segundo volume é que a trama toda em volta de Yourick, nosso último homem da face do planeta, começa a ser explicada e começa a acontecer. Ele, seu macaquinho Ampersand (o último mamífero não humano do sexo masculino) a agente 355 (escalada para vigia-lo) e a Dra. Mann (especialista em genética humana) correm contra o tempo para sair do Washington para chegar a Califórnia, no laboratório onde todos os arquivos de suas pesquisas estão guardados. Mas, imagine você, amigo leitor deste blog, o mundo continua um completo caos já que as estradas estão lotadas de cadáveres e todos os pilotos de avião morreram. Então o que os aguarda não é nada fácil.

A beleza da história de Y! não se deve somente por mostrar o lado não frágil das mulheres, que agora se vêem sem desculpas e não podem mas se dar ao luxo de fazer manha num mundo sem homens, mas sim ao comportamento esperado com ou sem homens que todas elas tem, juntas, ao ver um homem num mundo que teoricamente não tem mais homens. Todas fofocam, algumas se apaixonam, e outras são tomadas por uma fúria sem precedentes. Num modo geral, claro. A vida em torno de Yourick, que tem uma namorada que mora na Austrália, é muito complexa pra administrar sozinho. Além disso os olhares de todos estão em volta dele, pro bem e pro mal. Além disso, nesse volume é a primeira vez que vemos um relacionamento afetivo começar a se desenvolver de perto, e veja bem, isso pode ser muito estranho nesse mundo.

Os acontecimentos são rápidos, e tudo é muito difícil de engolir, principalmente a irmã de Yourick, Hero. Ela nos mostra como uma catástrofe pode ser uma oportunidade de fazer lavagem cerebral. Fica a dica né? Além disso o exército israelense está atrás do Último Homem, e aí eu acho que a coisa vai pegar no próximo volume. O final, então, é a coisa mais explode cabeças.

O Trabalho de Brian K. Vaughan, Pia Guerra e José Marzan Jr. continua no mesmo nível da edição passada, até melhor.

Agora vou ficar ansiosa pra ler o resto :( Lancem logo o 3º volume Panini! Não quero ser obrigada a ler scans pra matar a lombriga da curiosidade.

Veja mais sobre a série no site da Panini / Vertigo e compre na Comix ou na LigaHQ

1
set
2010

Já fazia um tempo que eu não colocava aqui o trabalho de um fotógrafo né? Pois bem, hoje teremos a incrível Nádia Moro, italiana e uma fotógrafa com olhar totalmente fashion, talvez a primeira daqui da sessão Artísta da Semana. O que me fez realmente olhar para o trabalho dela foi a série de fotos de mulheres com vestidos fluídos nadando, tudo tão delicado e fantástico. Mas o trabalho dela é versátil e tem outras nuances também, como você pode ver aqui.

Nadia Moro

Veja o site dela

6
set
2010

Essa é pra você, meu amigo pobre, chorar junto comigo. A DC Direct está lançando uma coleção chamada “Women of the DC Universe”, só com bustos das mulheres que fazem e fizeram parte das páginas dos exemplares da editora. São bem legais e bem feitos. Temos a Mulher Gato, a Power Girl, a Raven e a Saphire Star.

Women of the DC Universe

Mas, sem dúvida, o mais lindo e maravilhoso foi o último lançamento da coleção: a Hera Venenosa. Ficou espetacular *_*

Women of the DC Universe - Poison Ivy

Se você quiser tem que encomendar com alguns meses de antecedência e pagar a módica quantia de 60$ na própria DC Direct. Bom, olhos pra que te quero né? Pra olhar e olhar MUITO.

Vi no Multiverso DC

6
set
2010

Mais uma Revista Medulla saindo do forno com um tema delicioso e que todo mundo ama, mesmo que seja escondido: Arte Erótica. Além disso a revista digital traz algumas coisas bem legais sobre séries de TV, opiniões fortes e incríveis (tanto nos textos quanto nas charges) e resenhas de tudo o que você imaginar. E dessa vez você pode ver online :) Nem precisa baixar, só se você quiser.

Baixe ela no Rapidshare ou veja ela online no Scribd

Capa – Arte Erótica: pós-modernismo, modernidade tardia ou era do vazio: definições e considerações. Por André HP.
Opinião: Deus Mutante, Multifacetado, Indeciso, Inconstante. Por André HP.
Resenha: Eu Mato. Por Taize Odelli .
Artista: Pedro Franz. Por Larissa Palmieri.
Especial: Maiores Nerds das Séries de TV. Por Frico
Humor: Entrevista com O Todo Poderoso. Por André HP .
Charges: Comunista Ateu. Por Doo

6
set
2010

Kick Ass é uma das coisas mais sensacionais que li nos últimos tempos e disso vocês todos sabem, afinal cansei de rasgar elogios em alguns posts aqui no blog. Mark Millar, com aquela cara de santo, faz miséria com o seu conceito de certo e errado na HQ. E claro, foi completamente uma vitória alguém fazer a adaptação pro cinema a história do menino que estava cansado de ser ninguém e resolveu por uma roupa de mergulho para virar super herói. Nós estamos numa época que os comic books vem cada vez mais agressivos pra impressionar o público específico, tão exigente e pensante, e Kick Ass se encaixa perfeitamente na hora de impressionar o seu leitor e conquistar fãs por ser tão genuíno e puro no que a história propõe.

Hora de comparar o filme com os quadrinhos.

E eu, como fã retardada de Kick Ass, cheguei ao cinema adiantada (raridade) e aos pulinhos de felicidade de poder ver a adaptação. Os trailers empolgavam demais, as fotos, o visual do filme. Alguma cenas eram tão fiéis ao roteiro original que a ansiedade foi a uma dimensão inexplicável. E é aí que começa a nossa jornada ladeira a baixo, amigo. Mas não tão pra baixo assim.

O filme do começo ao meio é simplesmente incrível e fiel o máximo possível. Claro, estamos falando de outro veículo, de outra mídia, então adaptações são necessárias pra que a coisa fique mais clara e dinâmica no cinema. Mas até aí, tudo lindo. Diálogos ressaltando os pontos mais importantes (apesar da legenda branca ser uma verdadeira merda e eu não conseguir ler tudo as vezes), elenco não tão parecido com os traços do John Romita Jr., mas que cumpriam bem o perfil psicológico.

O problema mesmo é a corrida ladeira abaixo no sentido real da história. Do meio do filme até o final, onde se concentram a maior parte das cenas de ação, o filme vira uma grande releitura violenta de diversos filmes da Sessão da Tarde. Não, não estou exagerando. Isso, aliás, não é uma crítica, muito pelo contrário, o filme é MUITO DIVERTIDO, e mesmo com todas as alterações originais as pontas são bem amarradas no final. Só senti falta da explicação da maleta de 3 milhões de dólares, que se trata do grande MINDFUCK da história original. Uma pena. Pensando bem, essa maleta e toda explicação dela foi ignorada pelo fato de que Big Daddy (Nicholas Cage) também teve sua história pessoal toda modificada, como se não fosse interessante. Eu acho que era a melhor de todas. Enfim. O filme continua legal mesmo assim.

Hit Girl

Preciso citar que Chloe Moretz como Hit Girl, como o mundo todo já sabia, simplesmente arregaça no papel e vira a protagonista da história que leva o nome do coadjuvante. Olho nessa menina que fez vários filmes já e promete ser uma das grandes atrizes da nova geração. Já o Nicholas Cage, que geralmente não me agrada em filmes de ação, conseguiu me deixar feliz como Big Daddy, e isso pra mim tá ótimo (no caso dele). O resto do elenco passa batido, sinceramente.

Mas num contexto geral eu senti que é um filme otimista demais, realmente feito pra você não sair do cinema achando que a vida é uma merda e que determinados comportamentos doentios não existem. Kick Ass é moralmente muito mais violento. Como eu havia dito no post anterior: as relações entre pais e filhos são muito problemáticas, e a gente não consegue enxergar nada disso no filme, aliás parece que tudo é muito bonito ali. E digo mais: Kick Ass ficou parecendo uma história engraçadinha com sangue, eu pelo menos consegui enxergar o roteiro original muito além disso, e aí realmente faltou o tempero pra que esse filme fosse algo muito além de um Blockbuster a ser esquecido nos próximos seis meses.

Kick Ass

Então, se você não leu a HQ vai achar Kick Ass simplesmente do caralho. Afinal, é um filme realmente sensacional, entretenimento puro que não insulta a sua inteligência e é uma massagem gratificante na mente dos mais sádicos. Mas se você leu a HQ vai sentir falta daquele tempero único que a real história tem. Essa, é só mesmo pra quem tiver vontade de ler.

É uma pena sair do cinema com um sentimento tão nhé :(

6
set
2010

Lembra que eu mostrei pra vocês uns tempos atrás uma produtora que estava desenvolvendo um documentário do Warren Ellis? Essa mesma produtora também está produzindo outro documentário, só que dessa vez é pra contar sobre os X-Men. O elenco conta com pessoas chave na vida do universo Marvel: o editor chefe Jim Shooter, assim como criadores de todas as décadas, até os dias de hoje , comentam as diferenças entra a DC e a Marvel, além de vários percalços e momentos brilhantes de uma das franquias mais bem sucedidas da história dos quadrinhos.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=BxJSL6uqiCM]

Além disso o documentário completo do Grant Morrison, feito pela mesma produtora, sai no mês que vem. weeeee \o/

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
eXTReMe Tracker