1
set
2010

Uns tempos atrás eu postei o trabalho do Alex Pardee aqui no blog. Ele foi um dos ilustradores participantes daquela exposição de Bastardos Inglórios e está desenvolvendo ilustrações pro filme Sucker Punch. Como nessa semana tivemos o lançamento do primeiro teaser trailer, muitos materiais sobre o filme começaram a aparecer juntos, inclusive o trabalho do ilustrador.

Alex Pardee

Ele, que faz parte da equipe de Zack Snyder, está trabalhando como o designer de uma série de coisas do filme. Um exemplo é a carinha de coelho cor-de-rosa no robô. Ele é inspirado no Bunnywith, personagem do próprio Pardee.

Durante a Comic Con foram distribuidas várias camisetas e posters com as ilustrações dele feitas especialmente pro filme (de novo, porque em 2009 também deram uma camiseta com a primeira ilustração feita pro filme :~ I WANT IT!)

Além disso ele explicou bem o porquê existe um dragão no filme, mas isso é um assunto especial pra outro post explicando o conceito de Sucker Punch ;) Agora vocês podem apreciar os desenhos sensacionais feitos pro filme com as personagens.

Alex Pardee - postêrs Sucker Punch

Vi no Bleeding Cool

27
jul
2010

Continuando a nova saga de Mark Millar, vamos falar de Nemesis #2. Se você quer saber mais detalhes sobre o primeiro projeto do pós Kick Ass escritor basta ver esse post aqui.

Vendo o primeiro número eu não me empolguei muito não. Infelizmente fiquei com aquela impressão de que o Millar começou a escrever o quadrinho já pensando em uma futura adaptação pra cinema, e isso não funciona. Aliás, vale a pena pensar nisso em relação a outros casos: já pararam pra pensar quantos escritores acabaram corrompidos pelos holofotes do cinema? Chega a ser assustador. Os meus escritores favoritos, em grande parte, acabam se acomodando na mesma fórmula de sempre porque é confortável.

Nemesis #2

No caso de Nemesis #2 acho que a entrega do ouro foi muito precoce. Uma das coisas que eu imaginava que seria a chave final de toda a história já é revelada pelo próprio vilão e é deduzida facilmente pelo seu alvo. A trama acaba se focando demais na ação e pouco no mistério. Na versão traduzida também acaba se perdendo um pouco das charadas que Nemesis faz em algumas cenas, mas não é isso o que incomoda mais.

Nemesis é uma HQ megalomaniaca, cheia de vontade de ser grande e de fazer coisas grandes demais. Isso não seria um problema se tudo fosse minuciosamente amarrado, mas a justificativa é simplista demais, pra não falar inexistente e a coisa toda acaba perdendo a mão. Nemesis seria uma ótima personagem pra explorar se isso fosse feito com mais calma. Ansiedade demais não funciona.

Podemos dizer que Nemesis é o caça níquel após Kick Ass, e só uma reviravolta vai fazer com que eu acompanhe até o fim.

Nemesis ainda não saiu no Brasil, mas você acha pela interwebs pra ler.

26
jul
2010

Eu não sei dizer o porquê, mas meu interesse por Sucker Punch chega a ser ridículo. Desde de que vi o primeiro artwork do filme eu já senti uma identificação imensa. Recentemente alguns posters do filme saíram, durante a Comic-Con, mas hoje meus amigos é dia de ver o trailer ^_^

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=17ttgQCgY7w]

Eu posso ser meio brega e dizer que esse trailer é a síntese de tudo o que eu sou ou sonho em ser? Ok, sou brega mesmo. Vamos amar Sucker Punch e vamos dar uma chance as meninas novinhas que fazem parte desse elenco ok?


Veja o site oficial do filme também.

Via @DouglasMCT no Twitter

26
jul
2010

Ontem fui ao cinema para ver o filme Predadores sem esperar muita coisa, e pode ser por isso que eu gostei de muitas coisas no filme. Nunca fui muito fã da franquia e não entendo quase nada, aliás gosto mais dos Aliens. *família Alien s2 s2*

Predators foi dirigido por Nimrod Antal e com produção dos estúdios Troublemaker (sim, o estúdio do Robert Rodrigues, aquele lindo). Os atores, devo dizer, são a melhor parte do filme. Adrien Brody (O Pianista, A Vila), Topher Grace (o Venom do HomemAranha 3), Alice Braga (a atriz brasileira de Ensaio sobre a Cegueira e Eu sou a Lenda), Laurence Fishburne (o Morpheus de Matrix) e Danny Trejo (o mexicano de Machete) são parte desse elenco tão misto. Eles, entre outros atores de diversas nacionalidades e encarnando diversos tipos de pessoas, fazem com que o choque cultural entre todos caiba em um contexto de sobrevivência.

Na trama todos os personagens são jogados no meio de uma selva sem saber o porquê. Com o tempo descobrem que foram vítimas de uma armadilha e que estão em outro planeta sendo caçados por estranhas criaturas, e todos tentam sobreviver aos perigos desse mundo desconhecido.

Predadores

Predador, SEU LINDO.

Não que seja um filme novo em sua proposta, afinal de contas é quase um reboot do clássico testosterona com o Arnold Schwarzenegger, mas posso dizer que pelo menos do início eu gostei. O choque etnico é sempre algo que me diverte bastante, e analisando o naipe das personagens é difícil não gostar deles. Gente muito errada e que fez coisas muito erradas numa emboscada alienígena. Mesmo que realmente estejam pagando os pecados ali, dá pra criar até uma afeição pelo mais inútil deles. Já os Predadores mantem a sua aura de mistério ATÉ que um ser humano barganha sua própria liberdade com um deles. Mesmo sendo uma falha miserável, achei que isso não pudesse acontecer. Enfim.

Sobre as cenas, a direção e a parte mais cinematográfica da coisa: não é um filme que tem grandes novidades, mas acho que como boa apaixonada por coisas orientais devo ressaltar a beleza da cena de luta com espadas que, mesmo não sendo nada novo também, é pra admirar. Outro highlight são as cenas com o Laurence Fishburne fazendo um cara absolutamente DORGAS sobrevivente nesse mundo. Yay!

Enfim, acho que essa deve ser uma das piores resenhas que eu já fiz aqui, mas como disse antes: não acompanho a franquia de perto e era a única opção no cinema realmente viável. Que venha Inception, esse último mês foi horrendo nas salas de cinema!

24
jul
2010

*Este artigo foi escrito para o site Ambrosia no dia 18/07/2010 – veja no link

Está cansado de histórias de heroísmo épico?  Não aguenta mais a ficção do jeito certinho que a Disney gosta de  mostrar? Então eu peço que você se atente bastante ao que temos no post  de hoje. Vamos conhecer a primeira manifestação livre de super heróis de cuecas sobre as calças de Warren Ellis. Prepare-se para Transmetropolitan.

Larissa Palmieri e Spider Jerusalem

Transmetropolitan é uma graphic  novel com roteiro de Warren Ellis e arte de Darick Robertson. A primeira  vez que a revista foi as bancas foi em 1997 pela editora Helix, mas  após um ano mudou de editora e foi publicada pela Vertigo até o ano de  2002. Agora, em 2010, a Panini/Vertigo está republicando a série em  encadernados, já que a editora Brainstorm parou de publica-la em 2002.

Convenientemente a Panini fez o favor de ouvir as preces de seus leitores e publicar a  série. Não acho que seja por causa da campanha #PublicaTransmet no Twitter, mas acredito que os pedidos aceleraram o processo. E hoje tenho orgulho de ter um encadernado lindo com o Spider Jerusalem na capa em  casa.

Aqui estamos falando de um universo totalmente  inusitado: Ellis nos joga no século 23, completamente caótico e  totalmente cyberpunk, sob o ponto de vista de Spider Jerusalem – um  jornalista excêntrico, sem medo de denunciar e apontar o dedo do meio na  cara de quem ele acha que está errado. Seu visual e seu estilo  jornalístico são uma homenagem ao repórter Hunther Thompson, pioneiro do estilo Gonzo (aquele em que o reporter fala em primeira pessoa, como se  fosse parte dos fatos, bem por cima).

Este  encadernado, pelo o que consta nas páginas iniciais dele, foi publicado  da mesma forma lá fora em 2008. É por isso que a introdução fica com o  igualmente doido Garth Ennis (Preacher, The Boys). Ele fala da sua  admiração por Ellis, tanto como amigo quanto como autor, e como Warren  era pessimista com o sucesso de seu debut fora do mundo dos super  heróis. Definitivamente é divertido e já te deixa mais ou menos no clima  do que vem por aí.

Spider Jerusalem

De volta às ruas -  O primeiro arco nos apresenta a vida de Spider retornando a cidade após  passar alguns anos morando isolado numa montanha. Ele, que fugiu do  mundo inteiro por atingir o ápice da fama, finalmente tem que retornar a  cidade para cumprir um contrato pendente, além de encarar o caos urbano e  o tsunami de informações de seus feeds. Uma coletânea de frases  históricas, xingamentos inimagináveis e uma beleza poética jamais  imaginada no meio de um mundo bizarro.

Em campanha – está é uma das histórias mais conhecidas de Transmetropolitan. Spider  ganha uma nova assistente e ambos vão atrás do presidente do país para  falar algumas verdades. O diálogo entre Spider e o presidente é tão  sensacional que fizeram até um  live action (que não é muito bom, mas dá pra entender o contexto).

O  que Spider assiste na TV – Depois de tanto tempo fora, Spider  precisa se atualizar e fazer uma imersão no mundo da televisão e resolve  tirar um dia só pra entender como tudo funciona, até o tédio começar a  agir e ele resolve interagir com a mídia fazendo compras e ligando para  programas ao vivo. Uma perfeita crítica ao que é certo e errado na TV,  além de mostrar que a lavagem cerebral pode atingir até os mais cultos,  se estiverem vulneráveis.

Deus vai de carona -  Spider, vestido de Jesus Cristo e sem dormir a três dias, acorda sua  assistente as 5 da manhã e começa a pesquisar sobre as novas religiões  que surgem na cidade. Ambos descobrem uma feira só sobre o assunto e vão até lá. A cena lembra aquela famosa passagem bíblica em que Jesus se  revolta e quebra tudo ao ver pessoas usando templo sagrado (ou igreja se você preferir) como mercado. É sério, pesquise no novo testamento que você vai achar.

Spider Jerusalem Jesus

Transmetropolitan trata de forma agressiva  e com palavras chulas a sociedade atual. O ponto de vista é sob os  olhos mais críticos e sinceros que já existiram no mundo dos quadrinhos,  e é impossível não gostar de Jerusalem. Warren Ellis estava inspirado  ao criar alguém tão excêntrico e com tantas coisas a dizer de forma tão  direta, chego a lembrar do Alan Moore algumas vezes de tão rabugento e doido que ele consegue ser. Mas claro que Spider só brilha por estar em um  ambiente tão caótico. Darick Robertson consegue ilustraras pessoas, a gatinha de duas cabeças e a cidade suja e totalmente errada com primor. Os detalhes fazem toda a diferença. Definitivamente idéias e arte se  misturam aqui de forma sincronizada e totalmente dentro do contexto: sujo, crítico, colorido, expressivo e sem limites. O melhor de tudo é perceber que o futuro criado por Ellis quase chegou: os feeds no notebook e em aparelhos portáteis já existem.

Não duvido nada que nós viveremos assim em 2050, desse jeito totalmente Transmetropolitan.

1
set
2010

Maurício Herrera é um ilustrador chileno e muito nerd, do jeito que a gente gosta. Seus traços caminham pelo mundo fantástico, pelo universo dos quadrinhos e da ficção científica. As minhas favoritas são as ilustrações com um espírito mais épico e medieval. O ponto forte de todo o trabalho dele sem duvida é coloração, não acham?

Mauricio Herrera

Veja o DeviantArt dele

21
jul
2010

Mais uma descoberta graças a iamamiwhoami. Fever Ray foi uma das bandas relacionadas ao viral, assim como Goldfrapp e The Golden Filter. Mas eu gostei mesmo foi desse projeto, e é muito fácil entender porquê.

Fever Ray

Fever Ray é um projeto paralelo da cantora sueca Karin Dreijer Andersson, que é mais conhecida por fazer parte da dupla eletrônica The Knife. A música do projeto é eletrônico com uma atmosfera bem diferenciada. Além de ser mais ambient, Fever Ray tem algo bem dark na sua composição. A vibração dos vídeos, a identidade visual e os vocais frequentemente sombrios não me deixam mentir.

Até o momento somente um cd foi lançado, de nome Fever Ray mesmo, em 2009. Deixo pra vocês o clipe de Stranger Than Kindness, cover da música que é originalmente do Nick Cave and The Badseeds. Esse clipe em especial tem a cara das apresentações ao vivo, sem falar que a música é maravilhosa.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=X_50c8QZZyQ]

Veja o site da banda aqui

20
jul
2010

Eu acho uma coisa de mocinha sentimental cheia de mimimi, mas quero aproveitar o dia pra falar algumas coisas aqui no blog para você, leitor desse espacinho onde eu costumo fritar o cerebelo.

FELIZ DIA DO AMIGO, sério.

Quero aproveitar pra agradecer a todos vocês que visitam o blog por se importarem com o que escrevo e agradecer a todos os que comentam aqui. Eu realmente gostaria de responder os comentários mas não dá tempo ahahah :( Mas saibam que eu leio tudo. ambém gostaria de agradecer você, blogueiro, que também me linkou no seu blog. Ontem eu tentei pegar o link de todos vocês e atualizei o meu blogroll ali na barra lateral. Agradeço muito pela força.

Só queria dizer que todas as coisas que posto aqui são especialmente pensando em quem lê, além de canalizar a minha vontade infinita de compartilhar pensamentos e o pouco que eu conheço das coisas que gosto. Aprendo muito com vocês ;)

Larissa Palmieri
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20
jul
2010

Pra quem não sabe, A Pro é mais um devaneio de Garth Ennis, escritor totalmente anti-heróis, ilustrada por Amanda Conner e colorida por Jimmy Palmiotti. Essa HQ foi lançada pela Devir aqui no Brasil e é a coisa mais absurda possível. O argumento é simplesmente “E se uma prostituta recebesse superpoderes?”. Eu ainda não li, mas já dá pra ter uma idéia do teor da coisa graças ao cartoon feito pelo estúdio do Palmiotti e do estúdio Titmouse, que transformou a graphic novel em animação.

NÃO ASSISTA SE VOCÊ FOR MENOR DE 18 ANOS! (eu avisei)

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=ISeFImgN7OA]

Caso tirem do ar, só acessar o vídeo por aqui.

Tem maneira melhor que destruir os seus conceitos sobre a Liga da Justiça? NO WAY. Simplesmente sensacional.

Você pode comprar A Pro na Liga HQ

Via IO9 e via Omelete

19
jul
2010

E se você estivesse no metrô, indo para o seu trabalho ou voltando pra casa, e visse a princesa Leia sendo presa por Stormtroopers? Acredite: esta é uma realidade documentada no vídeo abaixo, com direito a Darth Vader e tudo mais.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=YSx6JSQFiVk]

O vídeo foi feito pelo pessoal do Improve Everywhere

Via Sedentário e Hiperativo

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Larissa Palmieri
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