16
out
2010

*Texto publicado no Ambrosia dia 27/09/10 – veja o link

Grandes poderes trazem grandes responsabilidades. A célebre frase é o combustível que move o quadrinho inglês O que será que aconteceu com o homem mais rápido do mundo?, recém lançado pela Editora Gal aqui no Brasil. Escrito por Dave West e ilustrado por Marleen Lowe, nós viajamos no tempo da vida de Bobby Doyle, um rapaz que tem um dom inexplicável.

Antes de começarmos a falar sobre a história e a arte acho que vale ressaltar os comentários exclusivos que o autor, Dave West, fez sobre a edição brasileira. Ele ficou muito feliz pelo fato de que em nenhum outro lugar do mundo onde “O que aconteceu com o homem mais rápido do mundo?” foi publicado a edição reuniu todos os materiais relacionados a obra num mesmo caderno. Aqui no Brasil foi a primeira vez que as duas histórias sobre o nosso herói foram publicadas juntas, além de todos os extras que são bem legais pra passar um tempinho admirando: os pinups feitos tanto para a edição inglesa quanto para a edição brasileira e os textos extras.

Já é possível ser absorvido pela intrigante vida de Bobby Doyle logo na capa, que é uma materia de jornal. Um milagre aconteceu em um acidente de trem grave: alguém retirou todas as pessoas de dentro do trem antes que ele saísse dos trilhos. Algumas pessoas dizem ter visto o vulto de um homem extremamente rápido, mas ainda sim ninguém sabe explicar oque aconteceu.

E é nessa aura misteriosa nós somos colocados em outra situação absurda. Um grande prédio no centro de uma cidade inglesa está em alerta. Uma bomba gigantesca e com alto poder de destruição foi instalada no subsolo. O autor nos mostra o desespero da equipe tentando desarmar a bomba, sem sucesso, e do publico tomando conhecimento da situação e a grande massa entrando em pânico. Finalmente aí somos apresentados ao poder de Bobby Doyle.

Bobby Doyle é um rapaz normal, acima de qualquer suspeita e de qualquer expectativa. Ninguém imagina que ele tem o dom de parar o tempo e continuar vivendo enquanto o resto do mundo está congelado. E esse é o ponto crucial de sua história: mesmo parando o tempo seu corpo continua vivendo normalmente, envelhecendo.

Então nós acompanhamos sua saga para salvar milhares de pessoas que estão nos arredores desse prédio e como é uma tarefa árdua para ser feita por uma pessoa só. Ele sacrifica seu tempo de vida para salvar uma multidão que vive e trabalha em torno do grande prédio, e nós somos absorvidos pela sua luta diária para salvar as pessoas e seu sofrimento por se abster de uma vida normal em prol da humanidade.

É uma história surpreendentemente boa, mesmo com um plot tão simples. Pra arrematar com chave de ouro todos esses fatos, a arte não serve somente como ilustração, mas ajuda a apoiar o roteiro e a separar os momentos em que o tempo está congelado e em andamento.

Ao final nós temos um outra história que nos mostra como Bobby descobriu o seu dom na infância, e mesmo sendo o mesmo personagem tem um tom mais doce e inocente por causa da sua idade. É uma descoberta a tanto na vida do rapazinho que vive a sua vida para salvar as pessoas em momentos de grande tensão.

O que aconteceu ao homem mais rápido do mundo é uma surpresa agradabilíssima vinda do Reino Unido.

Você pode ver o trailer criado pela Gal Editora para o gibi.

O que Aconteceu ao Homem mais Rápido do Mundo?
Roteiro: Dave West
Arte: Marleen Lowe
Formato: 16,5 x 24,0 cm
64 páginas
ISBN: 978-85-61780-08-1
Preço para o consumidor: R$ 22,00
Pedidos: gal.editora@gmail.com ou pelo fone/fax (11) 4508-0325

16
out
2010

Que bebidas com álcool são democráticas (até demais) todo mundo sabe. É o tipo de hábito encontrado em todas as classes sociais, culturais, enfim. Eu pessoalmente não sou fã de bebida alcoólica e se puder passo longe de tomar um porre, mas tem como resistir ao charme do The Drunken Moogle?

Este Tumbler/blog sempre tem dicas relacionadas as bebidas de um ponto de vista peculiar. Receitas de drinks com nomes de games, copos enfeitados com personagens, qualquer tipo do universo gamer feito com alguma coisa relacionada a bebidas. Um negócio muito doido e divertido, que caberia muito bem em uma festinha a fantasia entre amigos.

Sem falar na coisa fofa que é o mascote do blog. Um Moogle (aquele gatinho do Final Fantasy) bêbado! LOL :)

Visite e divirta-se :) http://www.thedrunkenmoogle.com/

25
set
2010

Sempre fui fã dessa menininha trevosa que é a Emily The Strange. Podem me chamar de emo-goth, ou que quiser, mas acho essa personagem sensacional. Eu não sabia que estava rolando uma adaptação pra cinema, alguém sabia? Mas sexta feira (24/09) as notícias pipocaram e finalmente apareceu: Chloe Moretz será Emily The Strange.

Chloe Moretz é novinha, mas já fez vários papéis intensos pra sua idade. Uma vampira em Deixa Ela Entrar, a Hit-Girl de Kick Ass, que com certeza exigiu habilidades físicas de Chloe que muitos marmanjos não tem, entre outros filmes bem mais adultos do que se imaginaria pra uma criança entrando na pré-adolescência. Sou fã dela e acredito que é a escolha perfeita pro mal-humor e sarcasmo da Emily. Espero que ela não seja alérgica a gatinhos.

Vi a notícia aqui e aqui

Visite o site oficial da Emily The Strange, onde confirmaram a notícia.

16
out
2010

*Texto publicado no site Ambrosia dia 22/09/2010 – veja no link

Acompanho a franquia Resident Evil à distância no quesito game, mas mais de perto no que concerne aos filmes. Mas sei o suficiente para dizer que desde o início a série do cinema é uma grande pataquada para os fãs do enredo criado por Shinji Mikami. Com todo contexto alterado da real história e somente incorporando alguns elementos, o diretor Paul W. S. Anderson transformou o universo em torno da Umbrella Corporation em uma enorme caixa de areia para que ele pudesse construir o que quiser.

O problema é que o diretor pecou miseravelmente em diversos aspectos nos três primeiros filmes da franquia (Resident Evil, Resident Evil: Extinção, Resident Evil: Apocalypse), que, apesar de impressionarem um pouco pela ação, teve em sua maioria roteiros fracos, atuações rasas e muitos buracos.

Rersident Evil - Recomeço

A primeira impressão que tive ao ver Resident Evil: Recomeço foi definitivamente uma tentativa de reiniciar alguns pontos que fugiram do controle, incorporar mais elementos visuais e personagens dos games e estabilizar fatos patéticos como os clones de Alice (Milla Jovovich) deixados no fim do último filme. Isso não adianta muita coisa. A ex-funcionária da Umbrella vai em busca de um refúgio de sobreviventes em uma jornada solitária, o que torna o filme um tanto instável por alternar momentos de ação pura com uma melancolia e solidão que fazem o espectador perder o ritmo.

Quando finalmente o filme deixa de ter um clima melancólico e partimos para a ação em definitivo, vemos um novo núcleo de personagens com os mesmos esteriótipos de sempre, nada  muito surpreende. Um dos atrativos da ideia original de Resident Evil são as resoluções de missões, a busca por explicações e um aspecto predominantemente investigativo, além da trama ser bem elaborada. Nós não vemos nada disso acontecendo na tela do cinema. Tudo é muito simples e não traz grandes emoções a quem assiste. Apesar de você levar alguns sustos – é o mínimo que um filme de zumbis poderia ter – não há nada no roteiro que te deixe de boca aberta.

O ponto alto do filme com certeza são as cenas de ação, que devem ser bilhões de vezes melhores em 3D. Provavelmente é o grande atrativo do filme, já que foi rodado na mesma qualidade e com a mesma tecnologia de Avatar, e eu infelizmente não pude apreciar essa parte.

O que pude concluir é que Resident Evil nos cinemas é uma franquia caça-níquel, já que ainda haverá mais um filme depois deste lançamento de 2010, pelo menos é essa a deixa que temos. Não foi anunciado nada oficialmente, mas é essa a impressão final do filme. Só resta aguardar.

25
set
2010

Eric Basualda veio até meu conhecimento certa vez lendo notícias sobre a Comic Con desse ano. Ele, coitado, teve duas pastas de seu portfolio roubadas do estande da editora Zenescope, pra qual ele trabalha. Mas é fácil entender o porquê fizeram essa maldade com o moço: ele desenha moças voluptuosas. O forte de Eric com certeza são os traços, já que a maioria de suas artes não são coloridas, mas seu estudo de curvas femininas é longamente praticado. Os meninos agradecem.

Eric Basualda

Veja o portfólio de Eric no DeviantArt

Fonte: Bleeding Cool

23
set
2010

Meu amigo ilustrador e roteirista que ainda não teve a chance de desenvolver um trabalho mais amplo: aqui está um boa oportunidade pra ver suas ideias ganharem vida.

A Editora Abril está promovendo um concurso para criação de personagens do universo infantil (7 a 12 anos). Veja a descrição do site sobre o que a editora busca:

Com o intuito de promover e incentivar a produção de conteúdo infantil de qualidade, a Editora Abril lança o Prêmio Abril de Personagens. O desafio é criar narrativas infanto-juvenis, em forma de histórias em quadrinhos, para o público entre 7 e 12 anos, de ambos os sexos.

Os melhores trabalhos serão selecionados pela Editora Abril, pela Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão (ABPI-TV) e também serão submetidos à apreciação e votação do público.

O vencedor assinará um contrato com a Editora Abril e terá sua obra publicada. A Editora Abril acredita que o grande desafio de produzir conteúdo para crianças contribui para o enriquecimento do repertório cultural da sociedade, propiciando, assim, a difusão do saber e do conhecimento. Roteiristas e desenhistas estão convidados a mostrar seu talento.

O prazo de inscrição para participar do Prêmio Abril de Personagens é: de 27 de setembro a 24 de outubro de 2010.

É uma ótima oportunidade pra mostrar seu talento. Saiba mais no site: www.premioabrildepersonagens.com.br

20
set
2010

Eu era da época em que My Chemical Romance era emo demais. Agora eles tiveram que se adaptar a tendência colorida, e por isso estão lançando um novo cd. A coisa boa nisso tudo é que o Grant Morrison vai fazer as vezes de vilão no vídeo novo da banda, da música Art Is The Weapon, e a coisa tá no mínimo engraçada.

Quem imaginaria um dos melhores roteiristas ever atirando em pessoas ultra coloridas?

19
set
2010

Pra quem ainda não percebeu, o Steampunk anda batendo as nossas portas com mais força e está pedindo pra entrar. O estilo fez muito sucesso no fim da década de 80 e começo dos anos 90 com diversos filmes. A abordagem da ciência moderna em um tempo em que ela não existia começou a dar as caras nas últimas décadas com de animes como Full Metal Alchemist até em filmes como De Volta para o Futuro 3.

E agora parece que está se reacendendo de novo. Além de começaar a fazer a cabeça de algumas pessoas e se tornar uma espécie de estilo, ou tribo urbana pra quem preferir, nós estamos vendo e ouvindo a palavra steampunk o tempo todo. E esse é o caso de Lady Mechanica.

Ela é uma ciborgue que vive na Era Vitoriana e atua como detetive particular. Aparentemente sua missão é descobris os mistérios paranormais que assombram a sua época com base na tecnologia e na ciência. Mas o maior conflito de Lady Mechanika é a possíbilidade de descobrir a sua real origem.

Esta heroína será lançada pela editora Aspen Comics em Outubro nos EUA e tem uma arte impressionante desenvolvida pelo desenhista Joe Benitez, que também roteirizou a série. As cores são Peter Steigerwald.

Bem legal né? Vi a notícia no SOC! TUM! POW!

15
set
2010

Muito antes de Watchmen ano passado no cinema, outros diretores e produtoras tentaram assumir o projeto. Um deles foi o Paul Greengrass pela Paramount, o último antes de Zack Snyder. O projeto estava praticamente pronto, prestes a construir cenários, e então foi cancelado. Por isso, o designer de produção Dominic Watkins mostrou ao site CBR a sua pasta com várias artes interessantes do conceito visual criado, que se passaria num ambiente totalmente diferente da história original.

No filme de Paul Greengrass, toda a história se passaria no ano de 2006 mesmo, com o contexto da Guerra Fria adaptada para o fim do governo Bush e todo aquele momento de tensão. Sei lá, não acho que seria uma boa idéia, mas talvez agradasse o público mais do que o filme do Snyder.


Versão moderninha da nave do Coruja

Outra perspectiva da nave do Coruja.


Um visual das ruas e da banca aonde acontecem algumas cenas.


Uma das cenas mais bonitas da trama, o Dr. Manhattan em Marte

Apesar de tudo, são concept arts muito interessantes :) Mas se o Alan Moore visse ele teria um surto LOL.

Vi no Omelete e no Io9

11
set
2010

Hoje vou mostrar pra vocês um trio que promete fazer bastante sucesso entre o pessoal que gosta de música alternativa. Esben and The Witch é um trio inglês composto por Daniel Copeman, Rachel Davies e Thomas Fischer e foi a primeira banda inglesa a assinar um contrato com a Matador Records, gravadora do Sonic Youth.

Esben and the Witch

O trio em uma proposta interessante: contar histórias em suas músicas de uma forma diferente. Contos infantis se misturam com as experiências pessoais. Musicalmente existem várias influências que se misturam, desde o típico som indie inglês até o goth/post punk dos anos 80, mas a diferença mesmo está nos sons épicos, lembrando as vezes até trilha sonora de filmes do gênero.

Você pode visitar o site oficial, que por enquanto só tem o clipe, e o Myspace deles para ouvir mais músicas.

A dica é do Portal FFW.

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