12
set
2010

Gente, que alegria :)

Meu humilde bloguinho faz um ano de existência hoje, e ele me trouxe só coisas boas. O primeiro post foi um pequeno diálogo de Sandman, do Choronzon’s Game. Eu não tinha ideia que daria tão certo e que as pessoas iam gostar tanto assim daqui.

Então, pra esquentar o seu coração e você se sentir mais em casa vou colocar aqui um comercial lindo feito para a IKEA Store, uma loja de decoração do Reino Unido. É cheio de gatinhos e mostra bastante esse conceito de “home sweet home”. Comercial mais lindo desse ano ;)

Quem tá afim de mais um ano de Gatos & Cérebros? ;D

Larissa Palmieri
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9
set
2010

*Este texto foi publicado no Ambrosia de 05/09/2010 – veja no link

E chega as bancas mais uma esperada edição da série Y! O Último Homem. Essa incrível série da Vertigo dá o ar da graça pela 3ª vez aqui no Brasil. A primeira foi lançada pela Opera Graphica em 2006, depois ela começou a ser publicada na Pixel Magazine, as duas sem muito sucesso.

Após 8 meses de espera entre o primeiro e o segundo volume, desta vez a Panini acertou mais o timing e lançou o terceiro volume com 3 meses de espera. Algumas pessoas também reclamaram do valor, que sofreu um considerável aumento de 3 reais, mas pelo que pude ver nos comentários lá no site da Panini o staff responsável esclareceu que esse volume vem com mais páginas também. E realmente, o encadernado é mais gordinho e realmente vem com uma parte muito instigante e que despertou em mim uma das maiores expectativas da história até agora, que só será respondida no #4.

Em Y! O Último Homem – Um pequeno passo acompanhamos  nossos personagens em sua jornada difícil para encontrar respostas e fugir de más intenções. O grupo, composto pela Agente 355, integrante do miterioso Círculo Culper e designada a cuidar de Yorick; Dra. Mann, geneticista especializada em clonagem, Yorick, o único homem que sobreviveu a praga que matou todos os homens da Terra; e Ampersand, o último mamifero macho, está numa extensa caminhada do pela América, destruída após a violenta praga ter dizimado todos os homens da Terra. O objetivo é chegar ao laboratório da Dra. Mann na Califórnia e finalmente conseguir realizar os estudos genéticos em ambos sobreviventes. Tudo isso acontece porque uma tropa de soldados israelenses explodiu o laboratório da Dra. Mann em Boston por não encontrar Yorick lá, e eles tem que recorrer aos arquivos da doutora do outro lado do país.

Mas, como sempre, no meio do caminho algumas turbulências acontecem: o grupo encontra uma espiã russa que alega ter um companheiro de equipe no espaço, com mais dois tripulantes, prestes a descer no Kansas. Assim, descobrem que Yorick não é o único homem vivo e que assim há uma esperança de todo o peso do mundo sair das costas dele. Ao mesmo tempo a tropa de mulheres israelenses continua atrás dele para captura-lo com ajuda de uma fonte anônima que está rastreando a posição do grupo.

Este volume em especial fala muito sobre a gentileza entre as pessoas, sobre o instinto maternal e como o bem senso nem sempre está em quem se considera mais sábio e tem mais poder. É incrível ver como as relações entre os personagens, mesmo que superficiais, estão sempre tão a flor da pele nesse contexto apocalípitico e assim a real natureza humana se mostra com facilidade.

Vale ressaltar que Hero reaparece no fim da história e eu realmente tenho medo do que ela pode ser capaz de fazer contra a sua própria família e contra o mundo todo somente por ter raiva e ideas pertubadas demais dentro de si. Com certeza é a personagem mais emblematica da Y! o Último Homem. Já ouvi falar por aí que o fim é muito triste e acho que muito de tudo isso deve ter influência das atitudes da irmã de Yorick. Se você já leu a série deve se divertir com meus chutes nesse texto.

Enfim, o trabalho da Pia Guerra continua com o nível de sempre: simples e objetivo. Talvez a única coisa que me deixa chateada é com a semelhança de alguma coisa entre todos os personagens – reparei que todo mundo tem o mesmo tamanho em pé, por exemplo, e acho que tira um pouco da naturalidade das coisas. Mas a simplicidade é um ponto forte dela, dá valor as expressões e é um ótimo apoio ao roteiro. Mas a delícia mesmo são as artes feitas pras capas: muito realismo e uma coloração marvilhosa. Sou leiga em técnicas, mas acredito que é um trabalho de coloração com lápis aquarelável impecável e realmente faz diferença até na hora de compreender o aspecto físico dos personagens.

Durante minhas pesquisas vi que Y! O Último Homem será lançado em 10 edições aqui no Brasil, já que a Panini optou por seguir o mesmo formato que foi publicado lá fora. Veja uma foto da coleção completa. Ou seja, ainda tem muito chão pela frente.

Formato americano (17 x 26)
172 páginas.
Papel LWC.
R$ 19,50.
Distribuição setorizada.
Capa cartão. (Y: The Last Man 11-17)

Você pode comprar Y! O Último Homem no site da Panini.

16
out
2010

Este incrível ilustrador é reconhecido mundialmente pelos fãs de comics. Alex Ross tem um talento incrível voltado para o realismo e faz isso com excelência nas maiores editoras de quadrinhos do mundo, incluíndo a Marvel, a DC, a Dynamite, entre outras. Seu fascínio por super heróis o tornou obstinado pelo assunto e pelas técnicas de desenho. Ele realizou o sonho de ilustrar personagens como o Superman, Batman, Homem Aranha, Thor e a maioria dos grandes heróis e vilões da cultura pop. Destaque para as artes Tango With Evil (com o Coringa e a Harley Quinn) e O Que Aconteceu com o Cavaleiro das Trevas?, esta última roteirizada por Neil Gailman - minhas favoritas.

Alex Ross

Sou fã demais desse cara, fácil entender porquê, né?

Veja o portfolio do Alex Ross em seu site oficial.

9
set
2010

Faz tempo que eu comecei a escrever sobre a coleção Batman 70 Anos que a Panini lançou em comemoração ao aniversário histórico do morcegão. Já fiz as resenhas do volume 1 e do volume 2, mas por preguiça motivos de força maior eu descontinuei as resenhas, assim como a revista mensal da Vertigo. Coloquei uma meta de colocar em dia tudo o que foi deixado para trás, então aguardem muitos posts de materiais meio antigos aqui no blog. Então Vamos lá.

A coleção comemorativa, que juntou algumas coisas bem legais e clássicas sobre a história do Batman, tem somente 2 capitulos na 3a parte. São duas histórias qualificadas como “aventuras clássicas”, mas que na verdade são histórias que foram ambientadas fora do contexto tradicional, em épocas diferentes e com várias propostas alternativas.

Gotham City 1889

Gotham City 1889 - Batman

Gotham City 1889 é uma interessante história que se passa no século 19 e que relaciona elementos mundialmente famosos ao começo da carreira de Bruce Wayne.

Depois de 5 anos na Europa, onde aprendeu muito sobre tecnicas investigativas com figurões como Dr. Freud, finalmente Bruce se sente preparado para começar a sua vida como o anjo da guarda de Gotham City.  Ele retorna a sua cidade natal na companhia de seu tio, Jacob Packer, figurão da alta sociedade que também estava na Europa. Assim que chega é recebido por Alfred (sempre velhinho) e faz visitas ao comissário Gordon, que lhe oferece um emprego. Wayne recusa, sabendo da sua missão como Batman.

Ao mesmo tempo que tudo isso acontece, Jack, o Estripador está agindo na Europa. Diversos assassinatos com características marcantes acontecem com frequênciase cartas debochadas sem assinatura são enviadas a polícia. Após uma pausa, desconfia-se que o Estripador está em Gotham City, e todas as atenções se voltam pra Bruce, que quase leva a pior.

Não é uma história brilhante, mas tem muitos detalhes legais. Os dialogos e momentos de reflexão de diversos personagens valem a atenção. Claro que o destaque fica para a ambientação da história, um universo inusitado para o Morcegão.

O roteiro é de Brian Augustyn e a arte de Michael Mignola, P. Craig Russel e David Hornung. Essa história saiu numa séria chamada Elseworlds, que muda os personagens de seus mundos específicos para locais atípicos. Já foi publicada pela Abril há alguns milênios atrás.

Pulp Fiction

Pulp Fiction mostra a realidade de Gotham City no início dos anos 60, focando em dois personagens do universo de Batman, Batgirl e Robin. Ambos fazem uma dupla dinâmica que desbarateia esquemas de corrupção na cidade envolvendo o tráfico de drogas e polícia. Os dois jovens levam a vida de mascarados como uma grande diversão, mas toda brincadeira tem seu fim.

Encurralados por uma gangue formada por ninguém menos que Duas Caras, Mr Freeze, Harley Quinn e Coringa, estes numa concepção totalmente diferente do que você pode imaginar, uma trama dolorosa e triste começa a contecer na vida de todos. Com os nervos a flor da pele tudo é possível e diversas perdas sérias estão no caminho.

Pulp Fiction - Batman

A história é bem elaborada e não poupa ninguém. Além da arte maravilhosa, muito próximo do realista, com cores vibrantes e quentes. É um arco longo e surpreendente, tanto no número de aparições de personagens quanto no desfecho.

O roteiro é de Howard Chaykin e a arte de Dan Brereton. Já foi lançada anteriormente pela editora Mythos, em 4 partes, no ano de 2002.

Enfim, essa edição tem duas fases muito interessantes. Vale a pena dar uma conferida, mas ainda acho que eles deveriam dar espaço pra mais coisas, ou materiais novos. Sim eu sei que é uma coletânea, mas a fase atual do Batman e materiais nunca publicados também fazem parte da história do Cavaleiro das Trevas.

Formato americano (17 x 26)

180 páginas.
Papel Pisa Brite.
R$ 22,90
Distribuição setorizada.
Capa cartão. (Batman: Gotham by Gaslight; Batman: Thrillkiller; Batman: Thrillkiller ’62)

Você pode comprar direto do site da Panini

7
set
2010

Este documentário produzido por Daniel Garcia e Daniel Paiva mostra a nata de desenhistas brasileiros falando sobre a história dos cartunistas do nosso país. O trailer já é extremamente rico ao contar a relação das tirinhas de humor que surgiram no meio da ditadura, a relação das mulheres com os quadrinhos e o que é ser um cartunista. Conta com entrevistas de Ziraldo, Nani, Jaguar, Angeli, Laerte, Ota, Reinaldo, Adão Iturrusgarai, Guazelli, Allan Sieber, Arnaldo Branco, Leonardo, Schiavon, Lourenço Mutarelli e até com a presença do falecido Glauco, que foi assassinado esse ano em um episódio lamentável.

Ainda não foi divulgada a data de estréia do filme nos cinemas.

via Ideafixa

6
set
2010

O título é uma cortesia da banda Papa Roach e sua música Between Angels and Insects. Pena que no caso de REC anjinhos não existem. (nossa, que coisa mais fail, enfim).

Quando o primeiro REC estreiou no Brasil eu ainda não havia criado o Gatos e Cérebros. Em Abril do ano passado houve uma grande expectativa entre as pessoas que gostam de cinema de horror, zumbis, pragas, sangue e violência em geral na tela do cinema. O que deixou o filme bem mais interessante foi o uso de handcam e o fato de que o filme foi concebido fora do circuíto Hollywoodiano.

Os filmes REC e REC² foram totalmente produzidos na Espanha, dirigidos por Jaume Balagueró e Paco Plaza, e tem como escola o cinema de horror handcam. Bruxa de Blair, que foi o pioneiro, tem feito muita escola por aí e REC não fica pra trás. O legal é quem ambos os filmes temos pontos de vista diferenciados: uma câmera de reportagem, um sistema de vigilância e monitoramento entre agentes especiais e a clássica camera comandada por jovens irresponsáveis atrás de algum furo pra ganhar uma grana.

Em REC² vemos a continuação no mesmo prédio onde todos os eventos acontecem. Desta vez uma equipe de agentes treinados entra com um misterioso homem que ordena o que deve ser feito e que define uma missão para a equipe. Aos poucos descobrimos que o objetivo é coletar o sangue da garota que iniciou o contágio e descobrir todos os tipos de experimentos feitos no apartamento da cobertura do prédio.

E no desenrolar nós vemos um explicação inusitada para tudo aquilo o que está acontecendo. Eu achei incrível misturar vários elementos do cinema de terror num filme só e mesmo assim acabar bem amarradinho, uma perfeita continuação. Eles conseguem explicar muito bem a infecção, dentro do possível.

Cena do filme REC 2

Posso definir as minhas reações durante o filme como as mais variadas possíveis: muita tensão, medo, gargalhadas. Não esperava me divertir tanto, e acho que nesse quesito é muito melhor do que o primeiro. É uma delícia conseguir dar risada de diversas cenas num filme tão tenso, não porque são cenas toscas e sim porque são cenas realmente engraçadas. Achei que a harmonia entre cenas tensas e cenas comicas faz você não ter um infarto durante a sessão.

Apesar dos dois filmes serem bem legais, fiquei um pouco preocupada em sabe que a franquia terá mais dois filmes: [REC]³ : Genesis, que contará como começou a infecção, e [REC]4 : Apocalypse, que mostrará o mundo devastado pela infecção. A tendência é ficar tenso com essas previsões, afinal de contas é bem possível que não saia uma boa continuação. É muito comum vermos boas franquias de terror acabarem no limbo como Jogos Mortais, por exemplo.

Mas, se você quer se divertir bastante, assista os dois primeiros filmes.

Larissa Palmieri
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6
set
2010

Sábados atrás eu vi Donnie Darko e minhas reações no twitter foram imediatas (me sinto meio idiota falando isso, qualquer dia deleto o twitter e ninguém mais fala comigo ou com o meu anjo). Não porque eu preciso me expressar, e sim porque eu precisava perguntar pra todo mundo tudo o que todo mundo se perguntou quando viu esse filme.

Donnie Darko estava na minha lista de básicos pra ver e nunca vistos por mim. É um filme do ano 2001, dirigido por Richard Kelly e que tem no elenco o jovem Jake Gyllenhaal interpretando o próprio Donnie Darko,  Maggie Gyllenhaal (irmã de Jake) fazendo a irmã mais velha de Donnie (!!), Holmes Osbourne, Patrick Swayze, Drew Barrymore, Noah Wayle, Jena Malone e a Ashley Tisdale.

Tudo começa quando Donnie escapa de um acidente: uma turbina de avião cai em seu quarto, mas devido o seu sonambulismo e constantes visões de um coelho macabro lhe dizendo o que fazer e diversas coisas nonsense do genero, ele escapa. A partir daí vemos como a vida de Donnie é afetada por suas alucinações.

Numa jornada louca para tentar entender o que realmente está acontecendo com ele, recorrendo a professores da escola, psicóloga e até mesmo a uma velha estranha, acompanhamos o desenrolar de todas as coisas na vida de Donnie. A força das suas palavras e atitudes podem mudar tudo, mas nada o afeta mais do que as suas próprias escolhas. Será que é tudo verdade mesmo?

Donnie Darko

É um filme difícil de assimilar e aceitar. A cena de Donnie fazendo aquela cara bizarra e sádica encostando no espelho, e o espelho se movendo como se fosse uma água gelatinosa eletrificada vive reaparecendo na minha cabeça nos momentos mais aleatórios. É fácil ficar pertubado com a questão do medo, sempre colocado como uma via de mão dupla, com as contradições e com a hipocrisia, e principalmente com a inconsequência derivada de problemas profundos. Contradições, coisas sem explicação esclarecidas somente no fim se que você espere por aquilo.

O fim é realmente a parte mindfuck do filme. Eu ainda vou assisitr outra vez pra ter certeza do que eu vi, e pode ter certeza no momento que você assistir vai começar a se questionar e até mesmo meses depois se pegar pensando no que esse filme significa. É uma paulada no estômago.

Mas o que realmente importa e a verdadeira lição de Donnie Darko é saber até aonde nossas ações são mero acaso ou são controladas por nós. E até onde a hipocrisia consegue abater o medo. A teia entre os personagens deste filme é tão complexa que realmente não ficaria difícil romper e ver tudo destruído, caindo aos pedaços, depois de simplesmente derrubar uma pequena peça no tabuleiro de xadrez.

They made me do it - Donnie Darko

Ah, não posso esquecer de falar da maravilhosa trilha sonora, que tem uma das minhas músicas preferidas de toda a minha vida: The Killing Moon – Echo and The Bunnymen (o filme tem uma relação bem macabra até com o nome da banda).

Parece que existe um filme chamado S. Darko, provavelmente com a mesma motivação do filme original e com a irmã mais nova de Donnie. Não deve ser lá grande coisa, além de não ter o elenco brilhante de Donnie Darko, nunca ouvi falar muitas coisas boas a respeito. Deve ser mais um caça níquel pegando carona no sucesso deste clássico do cinema mindfuck da nossa década.

Enfim, assista. Um dia desses ainda faço um post só com filmes absurdamente geniais e fortes dos anos 2000, característica da nossa década. Sugestões?

4
set
2010

Ando meio desligada de música esses últimos tempos, mas tem algumas coisas bem legais que me chamam a atenção. Deftones é uma das bandas do meu coração, está ali no Top 3, então está no meu radar sempre. Mesmo com toda a fase horrível que a banda passou com o acidente de carro de um de seus integrates sofreu (e ele está em coma até agora), o CD lançado por eles nesse ano é uma delícia de ouvir. Antes de tudo é porque é um cd que respira a sensualidade e sedução nas letras e nos riffs. Essa característica já é marcante na banda, mas nesse cd aqui fala-se muito mais. Desconfio que há algo até linear entre as músicas, e pretendo descobrir se chega a ser um cd conceitual. O som mistura quase todas as fases que a banda já teve – do Adrenaline ao Saturday Night Wrist – além de algumas experimentações bem interessantes.

Parte disso tudo são os clipes, que nem de longe são o forte da banda e as vezes são meio toscos ou simples demais.

Rocket Skates

Diamond Eyes

Sextape

Na verdade a culpa desse post realmente é o clipe de Sextape, que estreiou hoje e eu achei uma viagem de LSD muito bonita :)

Se vocês quiserem apreciar mais canções do Deftones, só ir no site deles :)

Larissa Palmieri
4
set
2010

Ele é finlandês e tem uma habilidade incrível com fotos de fundo escuro. Foi inevitável prestar atenção as detalhes sutis da fotografia de Juha Helminen, que tem uma coisa meio macraba e assustadora, mesmo sendo tão suave. A idéia de misturar elementos relacionados a guerra e religião na sua face mais sombria mais sombria pode ser batida, mas o ponto de vista faz toda a diferença. Entre as fotos do moço existem alguns outros retratos mais suaves, tirados para matérias específicas de revistas locais ou então retratos femininos mais despojados. Como todo fotografo, ele está encontrando o seu caminho e não tem medo de experimentar.

Veja a galeria de fotos dele no DeviantArt

vi no Cgunit

2
set
2010

Sempre soube que Neil Gaiman é meio resistente pra ideia de adaptar Sandman pra cinema. Empresários não conseguem acreditar no sucesso de uma história que não tem vilões escancarados. O universo Sandman é rico e perfeito por causa da livre interpretação que você pode ter de tudo. Não há culpados e heróis. Existem somente fatos. O que consegui constatar em Watchmen foi a mesma coisa: se o desfecho fosse igual ao original talvez ficasse ridículo no cinema. Não porque ficaria ruim, mas as grandes massas não gostam de pensar, e quem manda nisso tudo é o retorno que o filme vai dar nas bilheterias. Temos um ponto complicado aqui.

Agora que as séries estão em alta mais do que nunca, e os quadrinhos nas séries servem de inspiração tanto no sentido série – quadrinhos (Supernatural virou mangá) quanto no sentido quadrinhos – série (The Walking Dead vai ser uma adaptação de quadrinhos pra TV), sempre lemos rumores surreais de adaptações pra TV de ótimas HQs, e é o caso de Sandman.

Ai fica o ponto de interrogação: será que vai dar merda?

O criador de Supernatural, Eric Kripke, está chamando a responsabilidade pra si. É um cara muito corajoso, já que milhares de tentativas de adaptação pra cinema não deram certo e sequer tiveram sinal verde para acontecer. Não assisti Supernatural, assim como não sou ligada a videogame eu não sou ligada a séries, então não conheço o trabalho do cara. Mas algumas coisas óbvias a gente pode deduzir.

Dificilmente uma adaptação pra TV terá um orçamento que honre toda a loucura visual e conceitual da consagrada história criada por Gaiman. Apesar disso, uma série de TV faria as honras de detalhar um pouco mais a trama do que o cinema enlatado poderia fazer. Mas acho que o maior problema realmente é a aceitação do público familiar americano a uma história tão alternativa. TV é outro papo, né? Enfim.

São esses detalhes que me deixam preocupada. Ver uma obra genial como Sandman maculada por um baixo orçamento ou por uma possível rejeição do grande publico é complicado. Agora é só esperar pra ver se vai dar certo.

Vi a notícia no Omelete

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