nov
2010
Ano passado, nos primórdios deste blog, lembro-me como se fosse hoje como foi escrever sobre Atividade Paranormal. Você pode ler a resenha aqui. (é engraçado me ler no começo de tudo heheh). O filme teve um grande impacto na sala de cinema pra mim, mesmo depois de um ano entender melhor ainda que a importância e a qualidade desse filme não são tão altas assim. Talvez isso seja um tanto prejudicial: quando você vai ao cinema só por entretenimento não entende que as coisas vão além disso. E no fim das contas diversão é diversão. Se um filme consegue cumprir esse papel de forma efetiva acho que já é um grande critério pra avaliar se a coisa é bacana ou não.

Então fazendo um revival de como eu mesma era antigamente vamos a um relato do que é a Larissa Palmieri dentro de uma sala de cinema assistindo um filme de terror. Só pra matar as saudades um pouquinho.
Cheguei atrasada na sessão, como da outra vez em que assisti o primeiro filme. Só que dessa vez eu e o Gu nos lascamos de forma sem precedentes nesses quatro anos de namoro. A sala estava ABARROTADA, uma coisa que eu e ele nunca tivemos que lidar antes. Véspera de feriado, o que a gente poderia esperar né? Nós tinhamos duas escolhas: ou sentar na primeira fileira ou sentar separados em um lugar bom. Aqui rolou um breve conflito na minha cabeça, afinal de contas eu nunca havia sentado no cinema separada do Gustavo e foi muito bizarro que justamente em Atividade Paranormal 2 isso tivesse que acontecer. Pois aconteceu. É simplesmente impossível assistir um filme com tranquilidade em uma sala que não é stadium na primeira fileira. E quando se trata de um filme de demônios malvados?
Nem vou me alongar na questão do inferno particular que se tornou ver filmes em cinemas populares no final de semana de estréia. O problema não é o cinema estar lotado, muito pelo contrário: as pessoas estão cada vez mais curtindo ir ao cinema, independente do filme. A questão é que a galera NÃO SABE CALAR A BOCA. Todo mundo tem que fazer comentários, narrar as cenas de tensão com “ai meu deus, tá girando o negócio, TÁ GIRANDO O NEGÓCIO” e piadinhas entre as cenas, se levantar, gritar no meio da sala. Mas que MERDA. Fico revoltada. Um filme com a atmosfera de Atividade Paranormal 2 perde totalmente a qualidade na hora de passar a mensagem. Chego a cogitar em tornar real aquele hoax das seringas de AIDS nessa hora. (brinks)
Enfim, apesar de todas as pedreiragens, existe um negócio positivo nisso: é muito legal ver as pessoas interagindo e se desesperando com a película. O segundo filme da franquia vem com uma pegada um pouco diferente, mas seguindo a mesma linha de efeitos visuais e de impacto.

Desta vez nós acompanhamos a história da irmã de Katie (Katie Featherston), protagonista do primeiro filme. Grande parte dos eventos acontecem antes dos ocorridos do primeiro filme na casa em que Kristi (Sprague Grayden) mora com sua família: seu marido, Dan (Brian Boland), o fruto do relacionamento dos dois, o bebê Hunter (Jackson Xenia Prieto e William Juan Prieto), sua enteada Ali (Molly Ephraim), a empregada doméstica com crenças exóticas (Crystal Cartwright) e uma cadela chamada Abby. É um lar feliz, cheio de vida pela chegada do novo bebê. Todos se reunem sempre e aparentemente é uma família normal, até que diversos fatos estranhos começam a acontecer.
Após uma suposta invasão domiciliar, evento em que a casa da família foi revirada de ponta cabeça mas nada de valor foi roubado, coisas estranhas começam a acontecer. Por causa disso a família resolve instalar um sistema de monitoramento com câmeras de vigilância. E é aí que a trama se desenrola sem muita piedade.
O filme, como entretenimento, é bem sucedido. O público mais abrangente se diverte um bocado e com certeza muita gente não dorme. Mas claro: a maioria das pessoas que vão assistir esse tipo de filme no cinema não se importa com contexto, com a história e as vezes nem com a franquia. Mas um filme mesmo só consegue ser medido se olharmos os mínimos detalhes.
O roteiro em si continua a mesma coisa babaca do primeiro filme. Não evolui em nada. A única coisa que realmente merece destaque é o espírito invesstigativo de Ali, que desdobra as possíbilidades do que está acontecendo. Apesar do pai da família, Dan, seguir a linha igualmente descrente de Micah no primeiro filme, é muito mais turrão e ignorante. Não é nada surpreendente esperar que nos filmes dessa série o homem seja o contestador que atrasa a possível solução. O fato de ter um bebê envolvido com certeza angústia a todo mundo na platéia. Vale ressaltar que os efeitos especiais não são nada demais, e nem precisam: as cameras de vigilância não tem uma qualidade alta. A handcam usada pelos personagens no filme cumpre funções básicas, como em REC também – enxergar no escuro.
Mas, pra não dar spoilers pra vocês, posso adiantar que, por causa de diversos elementos deixados em aberto e pelas ligações com o primeiro, certamente haverá uma continuação e talvez seja isso que instigue a curiosidade de quem presta atenção no que realmente importa.
No fim de tudo, Atividade Paranormal 2, que é dirigido por Tod Williams nos estúdios da Paramount e conta com roteiro de Michael R. Perry, produção de Oren Peli e Jason Blum, é um terror pipoca com cenas fortes pra impactar aqueles que acreditam, assustar os distraídos e não impressionar os que prestam atenção em tudo o que vai além dos impactos visuais e sonoros.


Agridoce
Borboletando
Culture Freak
GeekCloud
http://justlia.com.br
http://www.ambrosia.com.br
http://www.antifrase.com.br/
Mediocridade Radioativa
Melhores do Mundo
Não Salvo
NerDevils
Nivel Épico
O Protagonista
Poltrona Mobius
Simbologia Maldita
Uarévaa















