3
nov
2010

Ano passado, nos primórdios deste blog, lembro-me como se fosse hoje como foi escrever sobre Atividade Paranormal. Você pode ler a resenha aqui. (é engraçado me ler no começo de tudo heheh). O filme teve um grande impacto na sala de cinema pra mim, mesmo depois de um ano entender melhor ainda que a importância e a qualidade desse filme não são tão altas assim. Talvez isso seja um tanto prejudicial: quando você vai ao cinema só por entretenimento não entende que as coisas vão além disso. E no fim das contas diversão é diversão. Se um filme consegue cumprir esse papel de forma efetiva acho que já é um grande critério pra avaliar se a coisa é bacana ou não.

Atividade Paranormal 2

Então fazendo um revival de como eu mesma era antigamente vamos a um relato do que é a Larissa Palmieri dentro de uma sala de cinema assistindo um filme de terror. Só pra matar as saudades um pouquinho.

Cheguei atrasada na sessão, como da outra vez em que assisti o primeiro filme. Só que dessa vez eu e o Gu nos lascamos de forma sem precedentes nesses quatro anos de namoro. A sala estava ABARROTADA, uma coisa que eu e ele nunca tivemos que lidar antes. Véspera de feriado, o que a gente poderia esperar né? Nós tinhamos duas escolhas: ou sentar na primeira fileira ou sentar separados em um lugar bom. Aqui rolou um breve conflito na minha cabeça, afinal de contas eu nunca havia sentado no cinema separada do Gustavo e foi muito bizarro que justamente em Atividade Paranormal 2 isso tivesse que acontecer. Pois aconteceu. É simplesmente impossível assistir um filme com tranquilidade em uma sala que não é stadium na primeira fileira. E quando se trata de um filme de demônios malvados?

Nem vou me alongar na questão do inferno particular que se tornou ver filmes em cinemas populares no final de semana de estréia. O problema não é o cinema estar lotado, muito pelo contrário: as pessoas estão cada vez mais curtindo ir ao cinema, independente do filme. A questão é que a galera NÃO SABE CALAR A BOCA. Todo mundo tem que fazer comentários, narrar as cenas de tensão com “ai meu deus, tá girando o negócio, TÁ GIRANDO O NEGÓCIO” e piadinhas entre as cenas, se levantar, gritar no meio da sala. Mas que MERDA. Fico revoltada. Um filme com a atmosfera de Atividade Paranormal 2 perde totalmente a qualidade na hora de passar a mensagem. Chego a cogitar em tornar real aquele hoax das seringas de AIDS nessa hora. (brinks)

Enfim, apesar de todas as pedreiragens, existe um negócio positivo nisso: é muito legal ver as pessoas interagindo e se desesperando com a película. O segundo filme da franquia vem com uma pegada um pouco diferente, mas seguindo a mesma linha de efeitos visuais e de impacto.

Atividade Paranormal 2

Desta vez nós acompanhamos a história da irmã de Katie (Katie Featherston), protagonista do primeiro filme. Grande parte dos eventos acontecem antes dos ocorridos do primeiro filme na casa em que Kristi (Sprague Grayden) mora com sua família: seu marido, Dan (Brian Boland), o fruto do relacionamento dos dois, o bebê Hunter (Jackson Xenia Prieto e William Juan Prieto), sua enteada Ali (Molly Ephraim), a empregada doméstica com crenças exóticas (Crystal Cartwright) e uma cadela chamada Abby. É um lar feliz, cheio de vida pela chegada do novo bebê. Todos se reunem sempre e aparentemente é uma família normal, até que diversos fatos estranhos começam a acontecer.

Após uma suposta invasão domiciliar, evento em que a casa da família foi revirada de ponta cabeça mas nada de valor foi roubado, coisas estranhas começam a acontecer. Por causa disso a família resolve instalar um sistema de monitoramento com câmeras de vigilância. E é aí que a trama se desenrola sem muita piedade.

O filme, como entretenimento, é bem sucedido. O público mais abrangente se diverte um bocado e com certeza muita gente não dorme. Mas claro: a maioria das pessoas que vão assistir esse tipo de filme no cinema não se importa com contexto, com a história e as vezes nem com a franquia. Mas um filme mesmo só consegue ser medido se olharmos os mínimos detalhes.

O roteiro em si continua a mesma coisa babaca do primeiro filme. Não evolui em nada. A única coisa que realmente merece destaque é o espírito invesstigativo de Ali, que desdobra as possíbilidades do que está acontecendo. Apesar do pai da família, Dan, seguir a linha igualmente descrente de Micah no primeiro filme, é muito mais turrão e ignorante. Não é nada surpreendente esperar que nos filmes dessa série o homem seja o contestador que atrasa a possível solução. O fato de ter um bebê envolvido com certeza angústia a todo mundo na platéia. Vale ressaltar que os efeitos especiais não são nada demais, e nem precisam: as cameras de vigilância não tem uma qualidade alta. A handcam usada pelos personagens no filme cumpre funções básicas, como em REC também – enxergar no escuro.

Mas, pra não dar spoilers pra vocês, posso adiantar que, por causa de diversos elementos deixados em aberto e pelas ligações com o primeiro, certamente haverá uma continuação e talvez seja isso que instigue a curiosidade de quem presta atenção no que realmente importa.

No fim de tudo, Atividade Paranormal 2, que é dirigido por Tod Williams nos estúdios da Paramount e conta com roteiro de Michael R. Perry, produção de Oren Peli e Jason Blum, é um terror pipoca com cenas fortes pra impactar aqueles que acreditam, assustar os distraídos e não impressionar os que prestam atenção em tudo o que vai além dos impactos visuais e sonoros.

18
out
2010

Recentemente, seguindo a linha de terror caseiro, muitos filmes foram lançados com baixo orçamento sem deixar de lado a tentantiva ousar e impressionar o público. Logo de cara posso me lembrar de filmes recentes que usaram essa técnica: a franquia [REC], Cloverfield, Atividade Paranormal (que terá seu segundo filme lançado ainda este ano aqui no Brasil). O Último Exorcismo entra pro time de filmes que pretendem arrebatar os públicos no cinema com terror feito a mão.

O nome por trás do longa que realmente chama a atenção é Eli Roth. O Albergue I e II, Death Proof – A prova de Morte (da coletânea Grindhouse de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez) e Bastardos Inglórios são alguns dos filmes em que ele atuou, dirigiu, produziu e colocou toda sua produtividade polivalente nas câmeras. No caso deste projeto, seu papel ficou somente como produtor. A direção fica por conta de Daniel Stamm e roteiro por Huck Botko e Andrew Gurland.

O Último Exorcismo - Nell Sweetzer

O clássico plot provavelmente não surpreende quem lê a sinopse do filme, já que se trata de mais uma história de exorcismo com tudo o que tem direito: um pastor protestante vai visitar uma família no interior dos EUA que está com problemas estranhos envolvendo uma moça da família. Aliando isso a uma comunicação visual muito semelhante a de O Exorcísmo de Emily Rose, você realmente acha que se trata de um filme qualquer do segmento. Apesar disso, existem diversos detalhes que podem ser considerados diferenciais, como o uso de handcam simulando a gravação de um documentário sobre exorcismos e diversas ações virais produzidas no YouTube e no Chatroulette pela equipe para divulgar o longa. Mas será que pequenos detalhes podem salvar a produção do clichê?

Reverend Cotton Marcus (Patrick Fabian) é um pastor fundamentalista que busca mostrar a farsa do mercado de exorcismos da comunidade protestante em que vive. Criado no meio cristão desde criança, ele sempre se viu condicionado a ser pastor e por isso chegou a um ponto onde começa a questionar as próprias ações. Depois de alguns eventos catastróficos envolvendo mortes acidentais em rituais exorcistas, ele decide convocar uma pequena equipe de cineastas para documentar como é o seu trabalho e desmascarar a rentável maneira de aliviar a vida das pessoas que, segundo ele, sofrem somente disturbios mentais e emocionais. Finalmente ele faria o último procedimento de exorcismo de sua carreira.

Ao selecionar uma família de Lousiana, Rev. Marcus não imaginava que as coisas sairiam do script. Toda a atmosfera estranha da família Sweetzer já dá a entender que a coisa não é tão simples quanto deveria ser na frente das câmeras. A partir daqui começamos a acompanhar o desespero e o descontrole que toma conta de todos ao constatarem que o problema de Nell Sweetzer (Ashley Bell), a doce garotinha protegida da família, é bem mais sério do que se imaginava.

O filme começa bem diferente do esperado, com um pouco de humor sarcástico, mas depois do meio do thriller vemos ao que ele veio de fato. E ele sinceramente não vem tão forte. Apesar de ser um filme tenso, fica aquela sensação de “eu estava esperando mais”. Não que falte sangue, dúvidas e coisas que dão errado, mas acho que a direção e a forma que as coisas são apresentadas pra platéia pecam de uma forma lamentável. Todo mundo poderia ter saboreado mais as cenas, pois a trama se desenrola de forma bem interessante, nem sempre previsível como na maioria das vezes. Mas o pior de tudo fica por conta do fina. Fazia tempo que nada me deixava decepcionada assim por ser tão mal resolvido.

Apesar de tudo, o filme me impactou de certa forma. As cenas pesadas voltavam na minha cabeça durante a noite e eu não dormi direito. Já vi filmes bem mais assustadores e não tive esse tipo de problema. Acho que muito disso se deve a boa atuação da maioria do elenco no contexto das cenas – ou eu que não sou muito corajosa. Achei que os papéis foram bem escolhidos. Os atores não são conhecidos na indústria cinematográfica ainda, mas acho que esse filme será uma boa chance para eles mostrarem seu potêncial.

Infelizmente não foi dessa vez que fizeram um bom filme de terror. Estou aguardando um novo fôlego nesse segmento cinematográfico. Faltam filmes de qualidade para o grande público nesse sentido.

15
out
2010

Um dos lançamentos que mais aguardo nesse ano, além de Tron Legacy, é o filme do diretor Darren Aronofsky, Black Swan. Já falei sobre o filme nesse post aqui. Hoje caiu na internet uma série de posters artísticos bem conceituas e geométricos. Coisa linda de ver.

O filme conta com Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel, Winona Ryder no elenco e conta a história de uma bailarina surtando no competitivo mundo do ballet em Nova York. Ela está com problemas para interpretar as duas versões do Cisne, personagem principal de O Lago dos Cisnes, e tem que lidar com uma concorrente a altura. O filme será lançado em Dezembro deste ano ainda, mas sem data de estréia por aqui.

Cartazes Artísticos de Black Swan

Vi os cartazes no Empire

13
out
2010

Durante minhas indas e vindas no mundo do rock, que foram mais teóricas do que práticas, houveram algumas coisas bem exóticas no meio do caminho. Bandas de metal que falavam de samurais, trens e que usavam um pentagrama invertido com um smlie como simbolo da banda. Pois é. Cada dia que passa a gente vê coisas alcançando uma criatividade inimaginável, e provavelmente essa é a primeira impressão que você vai ter ao ler este post.

Ao entrar no Terra hoje me deparei com uma chamada para um trailer que eu realmente não estava preparada (ando numa vibe tranquila demais pra querer me afogar em coisas extremas). E veja se você consegue entender isso junto comigo:

Sim meus amigos, isso é real e é genial. The Taqwacores é um filme sobre a cena punk islâmica que cresceu em Buffalo, NY, nos mostrando uma faceta absolutamente diferente do que nós imaginavamos que pudesse existir. Um estudante de engenharia mulçumano se muda de república e acaba caindo na casa em que moram diversos punks que compartilham da mesma fé que ele: a fé mulçumana. A partir daí vemos o garoto, inocente, descobrindo um movimento cultural totalmente contrastante com a sua fé e ele tem que aprender a lidar com isso. O mais incrível é que existe um personagem para cada estereótipo de punk, destaque para a Riot Grrl coberta totalmente pela burka.

The Taqwacores

Você deve estar achando que provavelmente é uma obra ficcional, mas este filme é baseado na cena real lá fora. O engraçado mesmo foi a ordem diferente dos fatos: um escritor chamado Michael Muhammad Knight criou um livro homonimo que inspirou diversos jovens a criarem suas próprias bandas e fortalecerem o movimento nos EUA. Já existe de verdade e tem diversas bandas representando o Taqwacore: The Kominas, 8-bit, Vote Hezbollah, Diacritical, Secret Trial Five. Estas bandas estão na trilha sonora do filme, inclusive. Apesar disso, lá no Oriente Médio já existem várias bandas de rock extremo já tem um bom tempo. Você pode ver aqui: Paquistão, Irã, Jordania, entre outros.

O filme tem estréia em 22/10/2010 lá fora e foi destaque do festival de Sundance desse ano.

25
set
2010

Sempre fui fã dessa menininha trevosa que é a Emily The Strange. Podem me chamar de emo-goth, ou que quiser, mas acho essa personagem sensacional. Eu não sabia que estava rolando uma adaptação pra cinema, alguém sabia? Mas sexta feira (24/09) as notícias pipocaram e finalmente apareceu: Chloe Moretz será Emily The Strange.

Chloe Moretz é novinha, mas já fez vários papéis intensos pra sua idade. Uma vampira em Deixa Ela Entrar, a Hit-Girl de Kick Ass, que com certeza exigiu habilidades físicas de Chloe que muitos marmanjos não tem, entre outros filmes bem mais adultos do que se imaginaria pra uma criança entrando na pré-adolescência. Sou fã dela e acredito que é a escolha perfeita pro mal-humor e sarcasmo da Emily. Espero que ela não seja alérgica a gatinhos.

Vi a notícia aqui e aqui

Visite o site oficial da Emily The Strange, onde confirmaram a notícia.

16
out
2010

*Texto publicado no site Ambrosia dia 22/09/2010 – veja no link

Acompanho a franquia Resident Evil à distância no quesito game, mas mais de perto no que concerne aos filmes. Mas sei o suficiente para dizer que desde o início a série do cinema é uma grande pataquada para os fãs do enredo criado por Shinji Mikami. Com todo contexto alterado da real história e somente incorporando alguns elementos, o diretor Paul W. S. Anderson transformou o universo em torno da Umbrella Corporation em uma enorme caixa de areia para que ele pudesse construir o que quiser.

O problema é que o diretor pecou miseravelmente em diversos aspectos nos três primeiros filmes da franquia (Resident Evil, Resident Evil: Extinção, Resident Evil: Apocalypse), que, apesar de impressionarem um pouco pela ação, teve em sua maioria roteiros fracos, atuações rasas e muitos buracos.

Rersident Evil - Recomeço

A primeira impressão que tive ao ver Resident Evil: Recomeço foi definitivamente uma tentativa de reiniciar alguns pontos que fugiram do controle, incorporar mais elementos visuais e personagens dos games e estabilizar fatos patéticos como os clones de Alice (Milla Jovovich) deixados no fim do último filme. Isso não adianta muita coisa. A ex-funcionária da Umbrella vai em busca de um refúgio de sobreviventes em uma jornada solitária, o que torna o filme um tanto instável por alternar momentos de ação pura com uma melancolia e solidão que fazem o espectador perder o ritmo.

Quando finalmente o filme deixa de ter um clima melancólico e partimos para a ação em definitivo, vemos um novo núcleo de personagens com os mesmos esteriótipos de sempre, nada  muito surpreende. Um dos atrativos da ideia original de Resident Evil são as resoluções de missões, a busca por explicações e um aspecto predominantemente investigativo, além da trama ser bem elaborada. Nós não vemos nada disso acontecendo na tela do cinema. Tudo é muito simples e não traz grandes emoções a quem assiste. Apesar de você levar alguns sustos – é o mínimo que um filme de zumbis poderia ter – não há nada no roteiro que te deixe de boca aberta.

O ponto alto do filme com certeza são as cenas de ação, que devem ser bilhões de vezes melhores em 3D. Provavelmente é o grande atrativo do filme, já que foi rodado na mesma qualidade e com a mesma tecnologia de Avatar, e eu infelizmente não pude apreciar essa parte.

O que pude concluir é que Resident Evil nos cinemas é uma franquia caça-níquel, já que ainda haverá mais um filme depois deste lançamento de 2010, pelo menos é essa a deixa que temos. Não foi anunciado nada oficialmente, mas é essa a impressão final do filme. Só resta aguardar.

15
set
2010

Muito antes de Watchmen ano passado no cinema, outros diretores e produtoras tentaram assumir o projeto. Um deles foi o Paul Greengrass pela Paramount, o último antes de Zack Snyder. O projeto estava praticamente pronto, prestes a construir cenários, e então foi cancelado. Por isso, o designer de produção Dominic Watkins mostrou ao site CBR a sua pasta com várias artes interessantes do conceito visual criado, que se passaria num ambiente totalmente diferente da história original.

No filme de Paul Greengrass, toda a história se passaria no ano de 2006 mesmo, com o contexto da Guerra Fria adaptada para o fim do governo Bush e todo aquele momento de tensão. Sei lá, não acho que seria uma boa idéia, mas talvez agradasse o público mais do que o filme do Snyder.


Versão moderninha da nave do Coruja

Outra perspectiva da nave do Coruja.


Um visual das ruas e da banca aonde acontecem algumas cenas.


Uma das cenas mais bonitas da trama, o Dr. Manhattan em Marte

Apesar de tudo, são concept arts muito interessantes :) Mas se o Alan Moore visse ele teria um surto LOL.

Vi no Omelete e no Io9

6
set
2010

O título é uma cortesia da banda Papa Roach e sua música Between Angels and Insects. Pena que no caso de REC anjinhos não existem. (nossa, que coisa mais fail, enfim).

Quando o primeiro REC estreiou no Brasil eu ainda não havia criado o Gatos e Cérebros. Em Abril do ano passado houve uma grande expectativa entre as pessoas que gostam de cinema de horror, zumbis, pragas, sangue e violência em geral na tela do cinema. O que deixou o filme bem mais interessante foi o uso de handcam e o fato de que o filme foi concebido fora do circuíto Hollywoodiano.

Os filmes REC e REC² foram totalmente produzidos na Espanha, dirigidos por Jaume Balagueró e Paco Plaza, e tem como escola o cinema de horror handcam. Bruxa de Blair, que foi o pioneiro, tem feito muita escola por aí e REC não fica pra trás. O legal é quem ambos os filmes temos pontos de vista diferenciados: uma câmera de reportagem, um sistema de vigilância e monitoramento entre agentes especiais e a clássica camera comandada por jovens irresponsáveis atrás de algum furo pra ganhar uma grana.

Em REC² vemos a continuação no mesmo prédio onde todos os eventos acontecem. Desta vez uma equipe de agentes treinados entra com um misterioso homem que ordena o que deve ser feito e que define uma missão para a equipe. Aos poucos descobrimos que o objetivo é coletar o sangue da garota que iniciou o contágio e descobrir todos os tipos de experimentos feitos no apartamento da cobertura do prédio.

E no desenrolar nós vemos um explicação inusitada para tudo aquilo o que está acontecendo. Eu achei incrível misturar vários elementos do cinema de terror num filme só e mesmo assim acabar bem amarradinho, uma perfeita continuação. Eles conseguem explicar muito bem a infecção, dentro do possível.

Cena do filme REC 2

Posso definir as minhas reações durante o filme como as mais variadas possíveis: muita tensão, medo, gargalhadas. Não esperava me divertir tanto, e acho que nesse quesito é muito melhor do que o primeiro. É uma delícia conseguir dar risada de diversas cenas num filme tão tenso, não porque são cenas toscas e sim porque são cenas realmente engraçadas. Achei que a harmonia entre cenas tensas e cenas comicas faz você não ter um infarto durante a sessão.

Apesar dos dois filmes serem bem legais, fiquei um pouco preocupada em sabe que a franquia terá mais dois filmes: [REC]³ : Genesis, que contará como começou a infecção, e [REC]4 : Apocalypse, que mostrará o mundo devastado pela infecção. A tendência é ficar tenso com essas previsões, afinal de contas é bem possível que não saia uma boa continuação. É muito comum vermos boas franquias de terror acabarem no limbo como Jogos Mortais, por exemplo.

Mas, se você quer se divertir bastante, assista os dois primeiros filmes.

Larissa Palmieri
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6
set
2010

Sábados atrás eu vi Donnie Darko e minhas reações no twitter foram imediatas (me sinto meio idiota falando isso, qualquer dia deleto o twitter e ninguém mais fala comigo ou com o meu anjo). Não porque eu preciso me expressar, e sim porque eu precisava perguntar pra todo mundo tudo o que todo mundo se perguntou quando viu esse filme.

Donnie Darko estava na minha lista de básicos pra ver e nunca vistos por mim. É um filme do ano 2001, dirigido por Richard Kelly e que tem no elenco o jovem Jake Gyllenhaal interpretando o próprio Donnie Darko,  Maggie Gyllenhaal (irmã de Jake) fazendo a irmã mais velha de Donnie (!!), Holmes Osbourne, Patrick Swayze, Drew Barrymore, Noah Wayle, Jena Malone e a Ashley Tisdale.

Tudo começa quando Donnie escapa de um acidente: uma turbina de avião cai em seu quarto, mas devido o seu sonambulismo e constantes visões de um coelho macabro lhe dizendo o que fazer e diversas coisas nonsense do genero, ele escapa. A partir daí vemos como a vida de Donnie é afetada por suas alucinações.

Numa jornada louca para tentar entender o que realmente está acontecendo com ele, recorrendo a professores da escola, psicóloga e até mesmo a uma velha estranha, acompanhamos o desenrolar de todas as coisas na vida de Donnie. A força das suas palavras e atitudes podem mudar tudo, mas nada o afeta mais do que as suas próprias escolhas. Será que é tudo verdade mesmo?

Donnie Darko

É um filme difícil de assimilar e aceitar. A cena de Donnie fazendo aquela cara bizarra e sádica encostando no espelho, e o espelho se movendo como se fosse uma água gelatinosa eletrificada vive reaparecendo na minha cabeça nos momentos mais aleatórios. É fácil ficar pertubado com a questão do medo, sempre colocado como uma via de mão dupla, com as contradições e com a hipocrisia, e principalmente com a inconsequência derivada de problemas profundos. Contradições, coisas sem explicação esclarecidas somente no fim se que você espere por aquilo.

O fim é realmente a parte mindfuck do filme. Eu ainda vou assisitr outra vez pra ter certeza do que eu vi, e pode ter certeza no momento que você assistir vai começar a se questionar e até mesmo meses depois se pegar pensando no que esse filme significa. É uma paulada no estômago.

Mas o que realmente importa e a verdadeira lição de Donnie Darko é saber até aonde nossas ações são mero acaso ou são controladas por nós. E até onde a hipocrisia consegue abater o medo. A teia entre os personagens deste filme é tão complexa que realmente não ficaria difícil romper e ver tudo destruído, caindo aos pedaços, depois de simplesmente derrubar uma pequena peça no tabuleiro de xadrez.

They made me do it - Donnie Darko

Ah, não posso esquecer de falar da maravilhosa trilha sonora, que tem uma das minhas músicas preferidas de toda a minha vida: The Killing Moon – Echo and The Bunnymen (o filme tem uma relação bem macabra até com o nome da banda).

Parece que existe um filme chamado S. Darko, provavelmente com a mesma motivação do filme original e com a irmã mais nova de Donnie. Não deve ser lá grande coisa, além de não ter o elenco brilhante de Donnie Darko, nunca ouvi falar muitas coisas boas a respeito. Deve ser mais um caça níquel pegando carona no sucesso deste clássico do cinema mindfuck da nossa década.

Enfim, assista. Um dia desses ainda faço um post só com filmes absurdamente geniais e fortes dos anos 2000, característica da nossa década. Sugestões?

1
set
2010

Old but Gold. Esse é o tipo de vídeo motivacional mais do que necessário pra gente assistir em plena Quarta Feira. Aprenda com os mestres do cinema a xingar com vontade, estilo e com seus atores preferidos. Há uma lista de filmes incríveis, grandes clássico. Dez minutos de puro relaxamento pra você.

Veja a lista de filmes completa nesse site

Vi no Brainstorm 9

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Larissa Palmieri
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