7
out
2010

Um tempo atrás o blog divulgou o projeto Necrópolis, do querido amigo Douglas MCT. Trata-se de um livro de fantasia que será lançado em Novembro pela Editora Draco e aqui você teve até um pedacinho exclusivo da trilha sonora divulgada.

Agora que a produção do livro está nos passos finais temos o dia da festa de lançamento, que infelizmente não será no Halloween como previsto. Além de ser feriado é o dia da votação do 2º turno das eleições, e esse tipo de obrigação cívica não pode ser deixado para trás. Por isso foi transferido para o outro final de semana. Veja os detalhes.

“O lançamento será dia 07 de Novembro deste ano, um domingo, das 15h30 às 18h30, na livraria Martins Fontes, que fica bem localizada na Avenida Paulista/SP. Tem uma estação do metrô Brigadeiro bem ao lado. De fácil acesso para quem for de carro, a pé ou ônibus.”

Se você quiser saber mais sobre o projeto do Douglas e participar de promoções é só acessar o blog dedicado somente ao livro.

Eu estarei lá pra prestigiar, e você?

12
ago
2010

*Texto Publicado no Ambrosia dia 10/08/2010 – veja no link

O Caçador de Apóstolos, da Jambô Editora, é escrito pelo brasileiríssimo Leonel Caldela, e este já é o seu quarto livro. Anteriormente, o rapaz escreveu uma trilogia relacionada ao universo do RPG Tormenta, o que eu acho que deve ser bem complexo de fazer. Não li os livros anteriores e esse é meu primeiro contato com a sua obra.

Confesso que não tinha muitas esperanças ao receber um título de fantasia nacional. Afinal, a grande maioria das minhas leituras não são nacionais – e devo me envergonhar disso -, e assim como o cinema eu não acreditava que fosse ter algo bacana em mãos. Me sinto ridícula e extremamente feliz em constatar que paguei a língua.

O Caçador de Apóstolos é uma aventura sobre o fanatismo, as diferenças sociais, ideológicas e religiosas de um povo que vive oprimido pela Igreja na Idade Média. O narrador, um dramaturgo chamado Iago e personagem ativo e essencial para a história, mostra o seu ponto de vista bem teatral sobre toda aquela época, tudo o que os seus olhos viram e seus ouvidos tiveram a oportunidade de ouvir, sempre deixando claro que aquilo que ele conta é uma narração às vezes tendenciosa ou até mesmo uma mentira.

Iago retrata uma sociedade em pedaços: uma grande disparidade social. De um lado a Igreja e seus cardeais dominando toda a riqueza através do medo e da impunidade em nome de Deus. Totalmente do lado oposto, o povo em geral faminto, vivendo no meio da miséria e dominado pelo fanatismo a Urag (entidade que podemos talvez trocar com Jesus Cristo). Mas existem pessoas que fazem a diferença nessa história, e em função do mito criado pela própria Igreja iniciam uma rebelde revolução.

Capa Caçador de Apóstolos por Greg TocchiniArte da capa por Greg Tocchini

Aqui temos Atreu, guerreiro culto, mas com espírito selvagem e que não acredita em Deus; Jocasta, garota pobre que convive com manifestações sobrenaturais e lida com isso durante toda a sua vida; Ganimedes, guerreiro respeitado pelo povo e que adora a Deus; Benedict, imagem do perfeito representante da igreja em combate; Oberon, guerreiro troll, folgado e sedento por sangue, mas não muito inteligente; Penélope, guerreira selvagem que foi dominada pela Igreja; D’Agostini, um marinheiro rebelde e experiente, caçador de piratas; Desdêmona, garota criada pela Igreja como a Voz de Urag, representante santíssima da divindade e quase tratada como santa; e o próprio Iago, descrevendo suas trajetórias de vida que acabam sendo ligadas e manipuladas pelas mãos de cardeais.

O livro é visceral na hora de colocar as palavras e não economiza no vocabulário chocante, nem nas ações bizarras. Passagens como a falsa Voz de Urag na vila de Jocasta, que acabou promovendo uma verdadeira loucura coletiva, a vida de Atreu em um colégio de educação libertária e como isso foi tirado dele, e toda a trajetória de Iago com a sua trupe teatral descrevem bem esses aspectos. É complicado se apegar aos personagens desse livro sem sofrer com eles.

Mas devo dizer que além da narração da história ser deveras interessante, a linha do tempo completamente irregular é um atrativo a mais. É realmente como se fossemos nós descobrindo fatos e contando em uma linha de raciocínio temporal. E claro, é uma crítica pesada ao movimento religioso daquela época e com diversos momentos de fanatismo que me lembram coisas que eu mesma já vi na vida real.

Alguns elementos da história, porém, são exageradamente fantasiosos, e as explicações racionais não converncem muito. No final, fica bem claro que a linha do ceticismo está aberta e você pode interpretar da forma que quiser. Mas isso não tira a emoção do livro, e devorar as páginas foi o mínimo que eu consegui. Simplesmente uma delícia de ler, principalmente se você não se ofender muito com questionamentos a Deus.

Título: O Caçador de Apóstolos
Autor: Leonel Caldela
Formato: 15,5 x 23 cm, 416 páginas, brochura
Preço: R$ 55,00
ISBN: 978858913447-7

Veja mais sobre o livro no site da Jambô Editora

5
ago
2010

*Este texto foi publicado no Ambrosia no dia 02/08/2010

Hoje estou aqui pra falar de um dos meus autores favoritos e sua obra mais recente. Neil Gaiman, o inglês criador de diversas histórias cultuadas no mundo de contos fantásticos voltou as prateleiras brasileiras esse ano com o Livro do Cemitério. Em parceria mais uma vez com Dave McKean, que criou as ilustrações do livro, Gaiman apresenta ao público uma história cheia de bravura e sem medo do desconhecido.

The Graveyard Book

Inspirado pela história original de Mogli, O Livro da Selva de Rudyard Kipling, e por seu próprio filho, Gaiman começou a conceber a idéia 20 anos atrás sobre Ninguém Owens. Ele sempre teve o hábito de passear entre os assuntos de ordem sobrenatural, e em O Livro do Cemitério não é diferente.

A narrativa começa pesada: A família de Nin é assassinada por um misterioso homem chamado Jack. O garoto, que é um bebê ainda, é hiperativo e esperto, e por uma conhecidência consegue escapar das mão do assassino, evitando um trágico final a sua vida. Ele escapa de sua casa e acaba parando em um cemitéiro abandonado da cidadezinha, e lá é acolhido por uma família de fantasmas. Claro que isso não corre de uma meneira simples, mas é decidido por forças maiores. A partir deste ponto vemos toda a vida de Nin dentro o cemitério até a adolescência, como é a experiência de ser criado por pessoas que viveram em outras épocas, como é lidar com criaturas fantásticas e o que ele deve fazer quando finalmente tentar viver no mundo a que pertence: o mundo das pessoas vivas, que é pior que o mundo dos mortos para ele.

Apesar de aparentemente estar tudo bem, o homem que matou a sua família continua a espreita aguardando notrícias e uma chance de iniciar o que começou, e Nin tem que encarar o medo real pela primeira vez.

Neil Gaiman acerta em quase tudo criando uma história leve, mesmo sendo em um ambiente sombrio e que provavelmente deixaria qualquer humano com os cabelos brancos. O mais legal é como o psicológico do garoto é realmente atípico por estar em condições “selvagens” e como a percepção das coisas que não conhecemos pra ele é muito mais simples. Um outro fato de que me lembrei é o como o aspecto alegre dos mortos me lembrou Tim Burton: é extremamente divertido e longe do que todos nós pensamos ser caso existisse.

A única coisa que me irritou mesmo foi o desfecho: é tão óbvio que é aquilo que vai acontecer. Fica evidente. Talvez seja a minha implicância recente com a preguiça de Neil Gaiman não mudar de assunto na hora de escrever. Mas acho que pra maioria das pessoas deve ser muito legal, mas quem conhece o estilo dele sabe qual vai ser o desfecho. Acho que é cisma pessoal não achar esse livro tão genial assim, afinal The Graveyard Book foi um dos livros mais premiados na carreira do Gaiman e não li nenhuma crítica pesada sobre.

Dave McKean em O Livro do Cemitério

Mas devo dizer que as ilustrações do Dave McKean são maravilhosas e conversam com o momento da história e o texto. Um trabalho de sombra e luz tão bonito e traços cheios de personalidade. Tava com saudade de ver ilustrações assim do McKean, que sempre trabalhou muito bem com manipulação de imagem.

Então, se você está na dúvida, leia. É sim uma aventura gostosa de ler, apesar de eu achar que existem momentos previsíveis. Mas o universo é rico, e o perfil psicológico do protagonista é deveras interessante.

7
jul
2010

Se você gosta de literatura fantástica, horror, joga RPG, cria histórias ou é ilustrador está aí uma referência básica e em português sobre vampiros pra ter em casa.

Os jornalistas Mauricío Muniz (que cedeu gentilmente o material deste post e o release do livro) e Manoel de Souza, ao lado de alguns colaboradores, se juntaram e pesquisaram exaustivamente a presença dos seres noturnos mais amados do mundo do horror na cultura pop. Seja no cinema, nos quadrinhos, na literatura e em todo tipo mídia, essas criaturas são um ícone do imaginário humano, e são retratadas com detalhes em cada página.

Vampiros na Cultura Pop

O livro tem uma diagramação que me lembrou revistas bem sofisticadas, tem uma identidade visual muito refinada e cheia de imagens bem explicativas e com um conteúdo riquíssimo, cheio de detalhes. Exatamente por estar bem ilustrado aparentemente é fácil de encontrar o conteúdo logo de cara. Gosto também da forma como o conteúdo foi dividido, começando pelo básico da história dos vampiros e dissecando o assunto de várias formas possíveis (nos cinemas, nos games, nas séries), mantendo a linearidade. Bom trabalho meninos :)

Além de tudo no fim do livro há um especial com os 20 melhores filmes de vampiros e 120 cartazes de filmes sobre o tema, lançados entre 1920 e 2010. Um mar de referências pra quem gosta do assunto.

O livro foi lançado pela Editora Europa, tem 148 páginas (generoso) e o valor de compra é R$39,90. Se quiser você pode comprar no site da Editora Europa ou na Saraiva.

4
jul
2010

É com muita alegria que eu venho aqui divulgar esse trabalho do meu amigo Douglas MCT, escritor brasileiro que hoje em dia atua como roteirista de games, quadrinhos, animações, filmes e seriados. Na sua carreira ele já desenvolveu quadrinhos da Turma da Mônica e teve contos publicados nas coletâneas Anno Domini (2008), Território V (2009) e Imaginários 3 (2010). Suas primeiras histórias foram premiadas com o Mapa Cultural Paulista em 2001 e 2003. Além disso é criador e roteirista do mangá Hansel&Gretel;.

capa de Necrópolis - A Fronteira das Almas

Mas hoje estamos falando de um intenso processo criativo do Douglas: são anos construindo cada pedacinho do universo de Necrópolis e esse ano, no dia 31 de Outubro (dia das bruxas :D), o seu primeiro livro será lançado. Então vamos saber do que se trata esse mundo de fantasia.

A saga Necrópolis, bem, a sinopse da obra pode explicar melhor do que eu.

No que você acredita?
“Verne Vipero em nada fora do normal. Um rapaz cético que confronta sua descrença ao descobrir que pode salvar a alma do irmão morto da inexistência, que segue em direção ao Abismo em outro mundo.

Abalado pela perda e descobrindo uma possibilidade, ele parte para o Reino dos Mortos com um objetivo, quase uma obsessão: trazer Victor, o caçula, de volta a vida.

NECRÓPOLIS é uma das regiões de Moabite, o Sétimo de oito Círculos do Universo. Um lugar habitado por criaturas fantásticas e sobrenaturais, onde há planos e subplanos que levam a mundos Etéreos, de Pesadelos e Magia. Há duas forças opostas: o Ouroboros, o ciclo que permite a renovação da vida; e o Niyanvoyo, onde as almas dão seus passos rumo ao fim.

Aliado a um Monge renegado, um ladrão velocista, uma Mercenária deslumbrante e um assassino que veio dos céus, Verne Vipero parte em uma jornada tenebrosa, do deserto mórbido, uma cidade de pedra, até os confins do mundo, em busca da alma do irmão. Custe o que custar. Em Necrópolis nada nem ninguém é o que parece ser e a Fronteira das Almas é o fim da travessia.”

Fiquei impressionada pela riqueza de detalhes de personagens, de lugares, o que deixa a história com tudo pra ser bem coesa e com as pontas amarradas. Repito: estou muito feliz em divulgar o trabalho de um escritor brasileiro que tem tudo pra ser um grande representante da literatura fantástica do nosso país.

O Gatos e Cérebros teve a honra e a exclusividade de receber uma das faixas da trilha sonora de Necrópolis, criada desde 2007 pela profissional da área Isis Fernandes: ela leu cada capítulo do livro enquanto ele era desenvolvido e criou uma faixa exclusiva pra cada um. Além disso teremos também uma faixa tema de toda a saga da Fronteira das Almas. Chique demais :D Aqui você pode ouvir a música linda, sinistra e atmosférica “A Passagem“.

O livro será lançado pela Editora Draco, em breve mais novidades :)
Se você quiser saber mais sobre o livro com as palavras do próprio autor, é só acessar o blog da saga

Larissa Palmieri
10
set
2010

É muito amor!

Afinal de contas sou uma mocinha que gosta de pinups, burlesco, fetish-art e coisas de menininha também, CLARO. Se pudesse ter um dia de Dita Von Teese de fato eu teria.

E pra matar a vontade de ter um pouquinho da Dita, finalmente chega ao Brasil o Dita Stripteese. Essa coletânia é um item especial pra colecionadores, que na verdade inclui três livrinhos dentro da capa especial, com fotos detalhadas das três apresentações mais conhecidas de Dita: o Martini Glass Show, o Bird of Paradise e o Classic Striptease.

As fotos foram todas tiradas pela fotógrafa Sheryl Nields, que fez diversos trabalhos pra revista Esquire.

Pra comprar é meio salgado: R$210 e você só encontra na loja Revelateurs (que já vou avisando, é voltada pro publico adulto) em São Paulo.

Veja o site da loja aqui

Vi no site da revista Marie Claire

10
set
2010

Depois do Natal eu sempre leio muito. Adoro ganhar livros de presente. O livro Memórias de Uma Gueixa, escrito por Arthur Golden, estava no meio do combo que ganhei e terminei de ler ele na semana passada. Quanto ao filme, assisti faz bastante tempo, mas eu dei um jeito e vi de novo essa semana só pra fazer esse post.

Quando nós ocidentais costumamos falar sobre a cultura dos orientais (e isso inclui desde o Oriente Médio até o Japão), a tendência é sempre distorcer um pouco da verdade sobre aqueles povos. Com Memórias de uma Gueixa não seria diferente, e é nesse ponto que eu posso desenvolver minha opinião.

Memórias de Uma Gueixa

Memórias de Uma Gueixa conta a história da Sayuri, uma menina pobre que foi vendida por sua família para um Okiya em Gion. Okiya são as casas de gueixas, que geralmente ficam em distritos voltados somente para a atividade que elas exercem. Ao contrário do que eu imaginava, a história e a personagens não são reais. Desde que vi o filme achei que aquilo havia sido transcrito realmente das palavras de uma gueixa idosa que morava em Nova York, mas foi somente baseado na trajetoria e na sabedoria de uma das gueixas mais famosas do Japão, já aposentada, Mineko Iwasaki.

O livro é uma delícia de ler, ainda mais se você é mulher. O universo onde o escritor transita é simplesmente a realidade da literal natureza feminina na maioria dos casos: paixão, beleza, competição, vaidade e a busca pela própria independência e pelos próprios sonhos. (não vamos negar né meninas?). É uma Cinderela oriental, com direito a momentos de duvida, de desesperança, mas também de pura ascenção e glamour.

No filme não é diferente: apesar de algumas adaptações necessárias pra essa mídia, o contexto é mantido e não se perde nada das sensações. E devo dizer que é um filme maravilhooooso, com uma fotografia impecável, figurino mais impecável ainda. Não é a toa que levou 3 Oscars em 2006.

Dança de Memórias de Uma Gueixa

Porém, durante algumas pesquisas sobre o filme, descobri que Arthur Golden foi processado por distorcer e até criar hábitos na história que foram considerados ofensivos pelas gueixas, além de divulgar o nome de Mineko Iwasaki que lhe contou tudo, sendo que ela solicitou segredo. É nesse ponto em que eu queria chegar.

Eu não sei qté que ponto é válida a licensa poética. No caso de Memórias muitas coisas só ocorrem porque foram absolutamente modificadas da realidade, mas esse não é o maior problema. O problema é denegrir uma arte que já não era bem vista. Memórias sutilmente reforça a idéia de que uma gueixa não deixa de ser uma prostituta, o que está longe de ser verdade. Então fica a pergunta: quão justo é ferir uma cultura por causa de um filme? Cabe aqui o bom senso de cada um, além da vontade de conhecer a verdade. Foi isso que Mineko tentou fazer publicando seu próprio livro contando como o mundo das gueixas realmente funciona, clique aqui e veja o livro.

14
dez
2009

Você que é aficcionado por leitura vai AMAR essa promoção.

o Skoob é uma rede social voltada aos amantes da leitura, lá você pode criar uma estante completa de livros, listando os que você já leu, os que você já tem e muito mais.

Pra dar um gás nesse fim de ano, e presentear todo mundo que participa do Skoob, está rolando uma promoção incrível: a “Renove a sua Estante”.

Clique na imagem para participar

É muito simples participar: basta entrar neste link, se cadastrar e escolher 10 livros de uma lista PERFEITA de opções. Depois é só divulgar o link da promoção, você ganha cupons e participa do sorteio desses livros.

Fico MUITO orgulhosa de estar no Skoob desde o comecinho, e ver que está crescendo muito, com apoio de várias editoras ótimas. Uma idéia que deu certo.

Se você já tem Skoob me adiciona lá ;)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Larissa Palmieri
eXTReMe Tracker