9
out
2011

Pra quem gosta de Doom Metal isso aqui nem é novidade. Mas pra quem gosta de qualquer tipo de música Antimatter pode ser uma ótima surpresa.

banda antimatter

A banda britânica, formada pelos músicos Duncan Patterson e Mick Moss, oriundos de bandas bem alternativas, formaram o Antimatter em 1997 buscando um outro tipo de panorama pras suas carreiras. A banda em si é rotulada como Melancholic Rock, o que eu acho uma idiotice sem igual, porque Antimatter é muito mais do que isso.

Hoje em dia Antimatter tem 5 CDs, mas os três que escutei são os primeiros: Saviour (2001), Lights Out (2003), Planetary Confinement (2005). Todos eles me lembram muito a praia. Eu escutei muito em uma época de Carnaval já faz alguns anos, então dá pra imaginar que a associação é imediata com esse momento da minha vida.

Tem coisa mais perfeita do que escutar Over Your Shoulder sentado na beira da praia?

Quer mais? Então escute The Weight of the World. Essa música é cantada com tanta alma que é possível até se emocionar acompanhando as letras.

Valeu @dotzero por me fazer lembrar dessa banda, faz tempo que eu não escutava ;)

1
out
2011

Olá, ando sumida mas não menos inspirada pra fazer uma bela mixtape pra vocês. Eu queria fazer algo um pouco mais complexo dessa vez mas, como eu teria que falar e eu acabei de arrancar meus sisos, não rolou. Eu tenho também a mixtape do mês de Agosto montada, mas como eu achei que passou bastante da validade pra postar resolvi deixar pra lá e pular logo pra desse mês.

Dessa vez a playlist é menos boazinha, aliás eu ando bem empolgada com algumas bandas, e tem mais Faith No More que o normal. Espero que vocês gostem ;)

01. Evanescence - The Change<br />
02. ††† - †his is A †rick<br />
03. Stone Temple Pilots - Sex Type Thing<br />
04. Faith No More - Kindergarten<br />
05. Smashing Pumpkins - The Beginning Is The End Is The Beginning (watchmen version)<br />
06. Sepultura Feat. Mike Patton - Roots Bloody Roots @ Rock in Rio 2011<br />
07. Alice In Chains - Them Bones<br />
08 Marilyn Manson - Coma White<br />
09 Deftones - Beauty School<br />
10. iamamiwhoami - o (live in concert - To Whom it May Concern)<br />
11. Faith No More - Everythings Ruined

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Faça o download clicando com o botão direito aqui e selecionando a opção “Salvar como…”!

10
ago
2011

Hoje em dia os jogos sociais estão cada vez mais complexos e atendendo mais as necessidades de diversos públicos. Muitas empresas gringas e nacionais estão apostando cada vez mais em um target que fica tempo o suficiente na internet para interagir com diversas pessoas, que desenvolvem conteúdo, e principalmente passam o tempo envolvidos com entretenimento intimamente integrado a nossa vida real. O Facebook juntou todas essas coisas em um lugar só, atraindo cada vez mais usuários de outras redes sociais e decretando quase a morte do Orkut e do Myspace, por exemplo. Até eu mesma já me rendi a alguns jogos, principalmente no fim de 2009, quando entrei no Facebook, mas muitos deles me tomavam tempo demais.

É por isso que hoje eu vou dar uma dica de jogo que se adequa muito bem ao meu lifestyle. Além de super fofo, esse social game integra a música aos objetivos. Hoje apresento a vocês o fofíssimo Music City, recém lançado pela produtora de games Gazeus, que é nacional e tem outros projetos já lançados e em andamento.

Pra quem é meio retardado por música assim como eu, o jogo pode ser a solução ideal pra passar o tempo se você sonha em ser um rockstar, se projetar e fazer uma carreira. Tudo é possível nele e além de tudo você pode compartilhar com os amigos os grandes momentos que você vai ter no palco. É tudo muito simples e intuitivo, e eu vou mostrar pra vocês como funciona.

Antes de qualquer coisa você precisa decidir qual será o foco da sua carreira. É aqui que todos os objetivos do jogo serão definidos, então trata-se de uma escolha definitiva.

Music City

Logo em seguida uma outra parte divertidíssima: a customização do seu character. Eu só acho que haviam poucas opções de cabelo, mas com certeza isso será melhorado com o tempo.

Music City

E daí pra frente seguimos em um tutorial com direito a passo a passo, tudo extremamente fofo e muito claro. Pra não deixar dúvida nenhuma e ambientar o jogador rapidamente é uma ótima solução. Eu sinceramente achei tão intuitivo que fui fazendo cada passo sem sequer olhar o tutorial ahahah.

Music City

Music City

Começamos comprando os itens básicos: figurino, roadie stuff (retorno, amplificadores, etc), instrumentos, aluguel do local para o show e até passinhos de dança para arrasar nas performances. Claro que tudo isso custa seu rico dinheiro, então não é possível viajar muito no início. Tem que ralar, querido, tá achando que a vida é fácil?

Music City

Music City

E a partir daí o jogo começa de verdade. Pra conquistar a sua grana você tem que ensaiar as canções de seu gosto para apresenta-las ao vivo e assim ganhar um cachê para poder sobreviver.

Music City

O ensaio é composto por um mini game aos moldes do Guitar Hero: quanto maior sua pontuação, maior o XP. Não tem muitas músicas no banco do jogo, mas com certeza isso vai melhorar com o tempo e com a divulgação e interese pelo mesmo.

Depois, para montar sua apresentação tem passinhos de dança! \o/ /o/ \o\ Esses você também aprende em uma escola que tem no mapinha.

Music City

Music City

Uma das coisas mais bacanas do jogo com certeza é a loja da Camiseteria. São camisetas exclusivas com as estampas reais da marca. Um inserção ÓTIMA e que é impossível não querer todas.

Music City

Pra quem gosta de música como eu e também trabalha muito, é uma ótima opção para o tempo livre, ainda mais porque você tem como escolher o tempo das suas apresentações para coletar a bilheteria depois, e pelo o que vi até agora esse prazo pra coletar a grana não expira. Não é como no Farmville em que as suas lindas uvinhas apodreciam e seu trabalho era todo em vão.

Sem falar no meu avatar que ficou MUITO engraçado com esse cabeção ahahaha.

O jogo ainda precisa de muitas melhorias, evidentemente, como mais opções de música, figurino, outras lojas e quem sabe mesmo até outro tipo de game além do ensaio, mas para isso realmente é necessário que existam mais jogadores que deem seus pitacos.

Se você quiser se juntar a essa classe artística é só acessar esse link e começar. Boa diversão.

10
ago
2011

Claro que há uma grande porção de idolatria neste post, mas é claro que eu tenho que compartilhar com vocês tudo isso.

Se você tiver a oportunidade de ler The Invisibles do Grant Morrison, Watchmen e V de Vingança do Alan MooreSandman de Neil Gaiman, vai entender como todas essas histórias, e muitas outras, foram desenvolvidas em uma cenário cultural extremamente específico e complexo. É claro que nisso estão trilhas sonoras e músicas extremamente marcantes. Os gênios também são apaixonados por música e evidentemente deixaram isso bem claro em suas obras.

Grant-Morrison tocando violão

O que pode supreeender você é que eles não apreciam somente a música. Eles também tocam, cantam, enfim. Pelo menos tentam. Preparado pra uma explosão mental? Muito bem.

Grant Morrison cantando e tocando violão na Meltdown Comics (28/7/11)

Esse post é culpa dele. Sério, essa apresentação recente do Grant Morrison cantando uma música que ele mesmo recebeu do John Lennon num ritual de magia (segundo ele) só pode ser um grande mindfuck. Tudo aconteceu num encontro do escritor com os fãs no fim do mês passado e, segundo a descrição do vídeo, provavelmente não vai acontecer de novo. De alguma maneira bizarra a voz dele nessa música me parece uma soma de Smashing Pumpkins e Oasis. LOL Detalhe para a presença do vocalista do My Chemical Romance, Gerard Way, que está lá e é um incrível escritor com direito a Eisner e tudo mais. Não duvide disso, leia The Umbrella Academy e me conte o que você achou depois.

Alan Moore, Downtown Joe Brown & The Retro Spankees – You Are My Asylum

Um combo de gente se juntou pra tocar e Alan Moore cantar. Óbvio, se eu soubesse tocar qualquer instrumento eu faria a mesma coisa. O encontrão aconteceu em alguma festa por aí e, poxa vida, ele não seria aprovado no American Idol mas com certeza ele já tem uma fanbase suficiente pra sustentar uma carreira até o fim da vida. Se você quiser ouvir a versão de estúdio, fique a vontade e clique aqui.

Amanda Palmer and Neil Gaiman – Jump

AHAHAHA, me identifiquei tanto, fico tão aterrorizada quanto o Neil Gaiman pra cantar em público. Pra quem não sabe ele é casado com a Amanda Palmer, vocalista do The Dresden Dolls e que agora segue fazendo shows solo por aí. Ele escreve diversas letras para ela, e com certeza ele faz isso muito melhor do que cantar.

Termino este post rindo muito. HAHAHAHAH. É muito amor no coração por esses caras.

31
jul
2011

Seguindo a saga iamamiwhoami, acompanhada com fidelidade pela autora deste blog, hoje temos novidades fresquinhas da bolha deste universo. De ontem pra hoje saiu a nova música da mandragora loira no iTunes, chamada Clump. Pela primeira vez isso acontece antes do vídeo. Com uma atmosfera sexy e uma letra no mínimo provocante, com direito a aquela batida típica de músicas perfeitas para poledance, todo mundo já estava esperando algo no mínimo ousado, ainda mais dentro do contexto do vídeo de ;john.

E então, o vídeo acabou de sair.

De longe, esse é o vídeo mais simples do projeto. Não em termos de produção, mas de execução. poucos takes, cenários, elementos diferentes. Claro que, como vocês devem ter notado, o que ela está fazendo não é exatamente a coisa mais recatada do mundo. Mas é aí que está o porém: a cada piscar de olhos, uma projeção de uma vontade.

Clump - Screenshot - iamamiwhoami
Clump - Screenshot - iamamiwhoami

É muito difícil falar desse vídeo. Ele é tão simples, mas tão enigmático ao mesmo tempo que me lembrou os velhos tempos, lá do começo do projeto. Ela, que está em pleno ato, nos mostra de forma clara que está sonhando e pensando em outra coisa. Sua cara de desprezo, o olhar perdido e o sorriso que só aparece quando ela fecha os olhos. Ela está sonhando em (re)encontrar alguém. Há quem diga que é o Chewbacca ou o primo Itt, mas evidentemente é uma criança cabeluda que muitos podem dizer que é seu filho ou algo parecido com isso. No final ela sai correndo, o que dá a entender que é uma coisa proíbida e não deveria acontecer. Mas só nos sonhos dela…

Iamamiwhoami - way out west

Tudo isso pode ter muito a ver com o próximo show que irá acontecer. Dessa vez o iamamiwhoami vai se apresentar ao vivo em um festival da Suécia chamado Way Out West, que tem um lineup assustadoramente incrível. O dia da apresentação deles é 12/08, uma sexta feira, as 14h00 no horário de Brasília. Até o momento não estamos sabendo de nenhum streaming ao vivo, mas com certeza alguém vai gravar e teremos acesso a esse show de alguma forma.

Esperamos mais do que ansiosos ;D

31
jul
2011

Você é da época que pra escutar as músicas preferidas que tocavam no seu rádio era necessário gravar as músicas em fita K7? Então vai ficar feliz em saber que as Mixtapes são um trending na interwebs agora e que é muito válido fazer uma playlist com as musicas que você quiser \o/ Estou copiando descaradamente o Borboletando e o Antífrase e resolvi criar a minha Mixtape também. A única diferença é que essa Mixtape é absolutamente pessoal e nada temática. Linearidade passou longe dos mus ouvidos.

Nesse mês eu ouvi muita coisa distinta. Fui do Metal até o Dubstep, passando por piano e voz e nos anos 70. É daí que meu apelido de estrupício músical apareceu. E com muito orgulho. E com vocês, minha playlist:
Mixtape - Julho 2011 - Gatos e Cérebros

Se você quiser baixar a lista de músicas é só dar uma chegada nesse link aqui e ser feliz ;)

Larissa Palmieri
20
jul
2011

Diretamente da California, a banda de noise rock HEALTH é um dos suspiros de psicodelia que começaram a surgir no final da primeira década deste século. Desde 2007, o conjunto de garotos esquisitos já lançou dois CDs de inéditas, Disco (2007) e Get Color (2009) e diversas compilações de remixes. Mesmo com tão pouco tempo de estrada, os garotos já conseguiram um feito grande. Em 2008 os meninos abriram um show do finado Nine Inch Nails.

HEALTH - BAND
Tudo Hipster mesmo, mas o batera usa camiseta do Hendrix, então tudo bem.

O som da banda é interessante por ser extremamente agressivo e psicodélico, praticamente passando as emoções através das distorções da guitarra, que berra loucamente o tempo todo. Ao mesmo tempo que a psicodelia impera, não há nada de muito moderno. Os meninos prederem gravações analógicas, voltando as raízes para descobrir novas possibilidades nos sintetizadores e instrumentos. O vocal, propositalmente, é extremamente suave e dá uma certa impressão de alienação e falsa tranquilidade, quase como se fosse um transe provocado por drogas ou alguma situação traumática. As letras seguem e mesma linha dos vocais. Tudo ganha uma força absurda quando aliada a música, e se possível, a um vídeo ou até mesmo em uma apresentação ao vivo.

Eu estou ouvindo demais o Get Color, que tem os maravilhosos singles Die Slow e We Are Water. Acho que eles ilustram bem que a psicodelia desses meninos vai pra um lado bem diferente daquela que se tornou popular nos anos 60/70.

O clipe de We Are Water foi dirigido pelo mesmo cara que fez aquele clipe retardado do Major Lazer, Pon de Floor, o Eric Wareheim.

A música mais conhecida dos garotos é USA Boys, que é a única inédita em uma coletânea de remixes e foi usada como sample por aquele projeto retardado que postei aqui certa vez, o Rrritualzzz.

Enjoy seus pesadelos a noite com pessoas correndo e se matando. Beijinhos :****

10
ago
2011

Engraçado estar aqui no blog hoje falando sobre isso. Vivi uns dias dia bem esquisitos e eu acho que meu gosto musical é desses que realmente são dignos de trilha sonora pra acompanhar momentos assim. Como eu disse no post do Foo Fighters uns dias atrás aqui no blog, minha orelha anda me surpreendendo e eu ando quebrando a cara sozinha com meus tristes preconceitos e antigas birras.

Headphone_Girl__01_by_Ototsuki

Em algum momento desses quase dois anos aqui do Gatos e Cérebros eu devo ter dito sobre como o bom e velho Rock teve um papel fundamental na hora de moldar a minha personalidade. Mas acho que principalmente o Rock me deu uma coisa muito importante: a liberdade de escolha de fazer das minhas orelhas o que eu quisesse.

Desde pequeninha eu tive uma ligação ridícula com as fitas cassete e os discos do meu pai, que é outro grande fã compulsivo de música e até programa de rádio com a sua voz de trovão já fez. Claro que a coisa mais próxima do barulho mundialmente famoso graças a Elvis e Beatles que tinha por lá era Raul Seixas e Os Mutantes. O véio é fã de Tim Maia, tinha muito disco de soul, blues e trios americanos dos anos 60 que eu nunca vou me lembrar o nome, discos cafonas dos anos 80, além de muita MPB com edições luxuosas que estão escondidinhas na estante da sala hoje.

Engraçado mesmo é que eu lembrei agora de uma fita cassete do Cartola que eu enrosquei no mega aparelho de som que ele tinha: tocador de disco de vinil, fita cassete, rádio e entrada pra microfone. Tomara que ele nunca leia esse post pra não ficar puto comigo. Eu estraguei justo uma fita do Cartola, que até eu que sou mais idiota no assunto sei que o cara era MESTRE de compor coisas liricamente fabulosas.

Como vocês puderam notar, não puxei o gosto músical do meu pai. Nem o da minha mãe, que também vai pra um lado beeem diferente e que na verdade não se importa muito com isso.

Depois de passar aquele período babaca do fim da infância de ser fã de Spice Girls, Backstreet Boys, Sandy e Junior, dançar axé na escola ao som de É O Tchan e Gera Samba (minha geração foi muito pior do que a de hoje em dia tenho certeza), eu achei algo no meio do caminho – o senso de ridículo resolveu dar um sinal de vida. Não me culpo em nada, ainda mais porque eu não tinha a menor ideia do que é ter noção e estava bem longe da minha obrigação de ter. Foi aí, amigos, que um dos meus piores defeitos e maiores trunfos resolveu dar as caras como nunca nessa vida: eu comecei a gostar de rock do capeta.

deftones_by_lokelany-d2zlcmv

Eu comecei no New Metal, sabe. Poucas bandas tem a acrescentar em qualidade músical, já que hoje deu pra perceber que é uma grande fatia bagunçada da música alternativa feita pra grandes massas. Mas sou uma fã eterna daquela atitude estúpida querendo misturar o hip hop, o eletrônico e o metal em uma coisa só, com letras chorando sua revolta adolescente sem causa. O visual dessa galera era igualmente confuso. Como eu me identifiquei com o Linkin Park, Korn, Kittie, Three Days Grace, Staind, e com o Evanescence. Ah o Evanescence. Eu queria ser a Amy Lee (assim como eu queria ser a Sandy quando tinha 10 anos) e pagava mico na escola querendo ser cantora do rock deprê. Mas esse foi só um pequeno capítulo do que veio depois.

Evanescence

O Evanescence teve um elemento chave pros próximos 7 anos. Sério. Virei trevosa. Nem falo gótica porque né, gótico não curtia metal, na minha doce ignorância era assim. Foi uma ladeira direta pras lagoas de fogo músicais. Das bandas mais ou menos similares ao Evanescence, como o Within Temptation e Lacuna Coil, eu fui para no Mayhem, Celtic Frost, Dissection e essas coisas bem tranquilas, como você pode imaginar. Claro que meu amor de verdade é o Doom Metal, mas essas bandas são tão boas e evoluídas que inevitavelmente acabaram mudando de estilo ou se entregando a experimentações bem loucas mesmo. Katatonia, Mar De Grises, Anathema, enfim.

black_metal_barbie2_by_Ego93

Mas a coisa estava meio difícil e influênciando demais minha vida pessoal. Eu tava afundando junto com o esse tipo de som na depressão. Foi aí então que eu decidi parar com essa merda de levar a sério demais. E então foi assim que eu cresci e parei de ser completamente imbecil. Agora sou só um pouquinho.

Como é incrível relar os dedos na maturidade. Foi bom finalmente me dedicar a liberdade de ouvir o que eu quiser. Mandei tudo as favas e decidi por na mesma playlist Lady Gaga e Britney Spears com os pais de todas aquelas coisas que eu sempre gostei: Black Sabbath, Faith No More, Nine Inch Nails, The Cure, entre outras. A grande delícia disso tudo é realmente não se importar. Eu me importava demais.

Faith No More

Apesar de começar a ter um gosto músical mais esdrúxulo e variado do que nunca, eu ainda tenho as minhas eternas birras com o final dos anos 60. Toda essa coisa Woodstokiana me deixava enjoada, assim como Beatles, Coldplay, Oasis e U2. Um monte de banda chata e enfadonha que nada me interessa. Só que aí eu conheci de verdade o Jimi Hendrix.

Ah, Jimi. Você me fez ter a certeza de que o meu amadurecimento músical foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido. Apesar de você ter morrido a 40 anos, sua música e sua genialidade certamente rasgam qualquer barreira que a minha cabeça põe sobre gente que usa drogas como um retardado e não tem limites (é essa coisa que mais me irrita no Woodstock feelings). A forma como a guitarra virou parte do seu corpo e da sua mente, da sua Fender Stratocaster queimando e você sequer se importar com as queimaduras nas mãos e com a cara de WTF do público que teve a honra de ver essa cena. Obrigada por existir e fazer meu ano de 2011 musicalmente fazer mais sentido.

Obrigada. E claro, Feliz dia do Rock pra você também.

26
mai
2011

Olha eu de novo com essas bandas / projetos experimentais bizarros.

Tava passeando no Vestiario.org, onde bem sei que a galera gosta de iamamiwhoami, e dou de cara com esse projetinho que ainda está em fase embrionária chamado just a number 05272011. Nome bizarro e que conhecidentemente tem números que casam com o dia de amanhã, 27/05/2011. O projeto, que ninguém sabe quem fez e de onde veio efetivamente, lançou algumas poucas músicas e alguns remixes muito bons de outras pessoas que não são lá conhecidas também.

just a number 05272011

O som, que vaga entre o eletrônico e o experimental, ganhou alguns vocais deveras interessantes. O vocal feminino e masculino, somados, fazem com que a gente ache que deve ter alguma coisa a ver com a banda The Knife. Pra quem não sabe, The Knife é um dos projetos da Karin do Fever Ray, junto com seu irmão Olof. Realmente é um bom chute, e parece que amanhã é o dia perfeito para descobrir isso.

A minha música preferida, das três divulgadas até agora, é a He Didn’t Want A Love Song, que ganhou um enigmatico vídeo com um moleque sem camisa olhando pra câmera durante todo o vídeo.

Só sei que a música dos caras é incrível! Vamos acompanhando no Vimeo deles a evolução do projeto, quem sabe rola um update nesse post amanhã?

16
mai
2011

Depois de 6 meses as escuras, os fãs de Iamamiwhoami estavam perdendo as esperanças, mesmo depois da vitória do grupo no Grammis (uma espécie de Grammy da Suécia) e de concorrer ao lado de Lady Gaga e Kanye West para o Artista Inovador de 2011 no MTV O Music. Depois do show exibido em streaming pelo grupo, nenhuma movimentação de Jonna Lee e sua trupe foi detectada.

Mas ontem eles resolveram dar as caras e lançaram o fabuloso vídeo ;john.

Abaixo a letra da música, não confirmada.

Used to be clean
Now I’m filthy as can be
Scrubbing out
Every spot used to be mean
Now I’m as good as can be
Raise me up
I’m your slut

May the god of me protect my soul
As I stay a little while longer in this dusty rabbit hole
To sing my song (she’ll know the open)

Used to be told
My silence is gold
Coughing up
Every drop used to kiss small
Now I’m granting you all
Stepping up
I’m your slut

iamamiwhoami - ;john

O vídeo, que continua seguindo a altíssima qualidade de direção e pós produção, só ilustra uma música que é tão incrível como o vídeo. Como sempre, aliás. Isso não é novidade nenhuma. As novidades são mais sutis, e são encontradas nas entrelinhas, em cada verso e em cada imagem do vídeo.

Em ;john nós nos deparamos com um ambiente totalmente diferente dos outros vídeos. Fica até difícil acreditar que os virais cheios de natureza, lama, árvores e seiva de árvore foram as origens do projeto. Desde o último vídeo publicado antes do show o iamamiwhoami está vivendo num ambiente esterelizado, branco, limpo e industrializado. É como se uma gigante máquina artificial estivesse sendo preparada desde que nossa mandragora heroína foi presa dentro da cabine no viral Welcome Home.

iamamiwhoami - ; john

Nesse capitulo tudo começa nos campos ensolarados, sempre presentes nos vídeos. Mais um homem de cueca correndo, mas aparentemente não é o mesmo Captain Underpants de sempre, já que ele morreu no último vídeo antes do show. Ele tem uma sacola com algo dentro na mão, o que me faz pensar que são roupas sujas. Parece que ele se libertou de algo, ou então está fugindo em pleno campo aberto. Correndo.

Em seguida vemos nossa loira em um ambiente totalmente branco, com uma cama feita com rorlos de papel toalha, vestida de uma roupa de algodão com recortes fetichistas com direito a máscara e abertudas em locais estratégicos. Dá pra falar que lembra uma roupa de bebê as vezes. O que é completamente contraditório. Roupas de fetiche são de latex e materiais menos “absorventes”. Parece que a ideia é absorver toda sujeira possível. Muita performance intencional e enfase em pequenos detalhes de seu corpo e roupa. Um bom jeito de mostrar que ela já não é tão limpinha assim nas ações, como a letra diz. Aliás, vale ressaltar que John é uma gíria usada para referir-se a pessoas que usam garotas de programa. Quer dizer…
iamamiwhoami - ;john

Outra relação engraçada é que o ambiente fora desse quarto branco é similar com laboratórios de coletas de exames, e cada uma das pessoas que aparecem em suas roupas intimas tem um potinho com líquido branco. É a primeira vez que outras mulheres aparecem nos vídeos. Além disso o cenário as vezes lembra uma espécie de lavanderia, ou seja: se somando tudo dá pra entender que se trata de algum tipo de serviço sexual prestado com alguma relação ao vício de ter um pouco da substância branca nas nossas mãos. Ao fim parece que o garoto que foi escolhido para acompanhar o show aparece novamente atendendo o telefone. Ou algo similar a isso.

Na real, eu acho que a cada dia que passa o projeto fica mais e mais dependente da reação e da aceitação dos fãs e dos espectadores do youtube. Pra mim é muito claro que ela descreve cada vez mais como lida com as necessidades de quem acompanha o projeto. Dessa vez, depois de uma abstinencia de 6 meses ficou bem claro pra mim. Também acho que é uma forma de lidar com o processo criativo e com o que a mídia espera de todo o time Iamamiwhoami.

Então continue o seu trabalho Jonna Lee, e faça o favor de não enlouquecer nessa toca de coelho. Por favor.

Veja mais dessa loucura no canal do Youtube do projeto mais legal de toda a internet.

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Larissa Palmieri
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