12
mai
2011

Sempre quis falar dessa louca de forma mais detalhada aqui no blog. Tive mil oportunidades desde o início do blog em Setembro de 2009 – o sucesso meteórico dela foi todo nesse período – mas não o fiz. Me lembro de ficar com os dedos coçando quando vi Telephone e suas milhares de referências ao cinema, mas achei que talvez não fosse atender as expectativas de quem lê esse punhado de pixels pretos no fundo branco. Tenho que ter o mínimo de noção na hora de falar de algo e postar aqui, e acho que hoje em dia já posso me considerar gabaritada pra falar da Mother Monster, mesmo que seja só na média.

Lady Gaga - 2008

Gaguita começou nos dando um golfada de ar fresco na mesmice da música pop. Ela apareceu numa geração onde os antigos reis e rainhas da indústria da música começaram a se perder. Uns morreram, outros se afundavam em problemas pessoais. Os que conseguiram passar a barreira da vida privada misturada a pública pouco tinham a acrescentar em novidade. Mesmo as carnes frescas do pop só conseguiam trazer mais do mesmo, com pouco talento musical e muito showbusiness performance e carão nos sites de fofoca.

Foi dos bastidores desse marasmo que a loira oxigenada e de maquiagem mais do que carregada apareceu com seu cd próprio The Fame. Um CD monstruoso, com singles que conquistaram todas as pistas do mundo. Minha preferida é Beautiful, Dirty, Rich, que junto com Just Dance e Poker Face ilustram muito bem o que era a Gaga no começo de sua carreira: uma menina divertida, over e cafona no melhor sentido na palavra. Nessa época eu achava que a música de Gaga não seria nada se não fosse essa personalidade maluca e provocativa. Só mais uma mesmo, que reciclava música dos anos 80. Não que eu tenha mudado esse conceito em relação ao talento de composição dela, mas tudo isso foi meio irrelevante até ver essa mulher no piano tocando essa música aqui:

Eu acho que nem tem muito o que dizer. Gaga é uma artista de verdade que se blinda todos os dias quando sobe nos saltos gigantescos e veste o seu vestido de carne e sua cafonice dos anos 80. E, apesar de pendurar melancias no pescoço, a mulher conseguiu um respeito mosntruoso pelo talento inegável, e principalmente por performar muito bem suas músicas no palco. Gaga consegue cantar de verdade num mundo onde até minha queridinha Britney (isso não é uma irônia, super adoro a menina) não consegue nem mais dançar.

Mas a era do The Fame chegou ao fim amigos. E agora Gaga quer viver a fase preto, branco e profana de Born This Way.

Não preciso nem dizer como é estranha essa fase nova da Lady Gaga. E olha que eu gosto MUITO de coisas estranhas. Mas aquele estranhamento bom é igual aquele que a gente sentiu quando ela sangrou no palco do VMA, sabe. Me refiro a estranheza porque ela mudou muito. Quando eu vi o remix de umas das músicas usadas na campanha do Thierry Mugler, o Anatomy of Change, fiquei muito empolgada. Mas poxa vida, o resto não aconteceu muito bem como o previsto, sabe.

Se a cantora era odiada por muita gente antes, desde que começou a mexer com religião escancaradamente ela ganhou mais haters ainda. Não porquê de fato ela está blasfemando, mas sim por estar tentando demais ser polêmica. Eu particularmente gosto de temáticas mais pesadas e uma vibe mais errada mas o grande público prefere a parte da Lady Gaga que diz we’re plastic but we still have fun. Deve ser difícil demais ser over sem se cansar. Tanto que Gaga descambou pro lado dark (que eu gosto bastante), mas sua música só ficou ainda mais cafona e anos 80. Falta inovação nos singles que a cantora escolheu para o novo cd. Born This Way, Judas e The Edge of Glory mostram que Gaga está mais homenageando as suas próprias origens e suas influências (Madonna, David Bowie) do que criando algo novo, sem assumir extamente isso.

Lady Gaga - 2011

Essa é a traição da real artista que Gaga é. Talvez seja a própria indústria da música cobrando resultados, ou a artista que é uma workaholic irremediável buscando por scores nos charts do mundo todo com sua música, mas Gaga usou fórmulas mais do que prontas e batidas nas músicas de Born This Way que vieram a público até agora. Acho que foi a pressa (?!). Mesmo Government Hooker, que teve um pedaço executado no desfile do Thierry Mugler e que eu adorei, é altamente viciante, é claramente uma música com influência do dark electro de 20 anos atrás somado com elementos de Bad Romance.

Enfim, eu espero mesmo que a Gaguita só esteja passando pela maldição do segundo CD. (Posso considerar segundo cd? The Fame Monster parece parte integrante do The Fame). E todo mundo sabe que ela pode quebrar todas as barreiras do Born This Way. Só estou dizendo.

3
mai
2011

Recentemente ando numa musical trip muito forte. Devo muito ao novo emprego, que é maravilhoso até mesmo com suas 1h30 de distancia da minha casa e todas as conduções que tenho que pegar. Quem vive essa vida de São Paulo e transporte público sabe que é uma merda. A graça é que o trem vira um outro planeta quando eu estou com meus fones de ouvindo, me levando para outro lugar e me fazendo esquecer do caos de São Paulo por um momento. Quem me ajuda são as bandas que sempre estão no meio da minha playlist de favoritinhos de todo o sempre. Deftones, Nine Inch Nails, A Perfect Circle, Linkin Park, etc. Mas essa semana eis que fomos surpreendidos e um feito inédito aconteceu: tem cd novo do Foo Fighters.

Foo Fighters nunca foi uma das minhas bandas favoritas. E olha que eu sei reconhecer o poder que Everlong e Times Like These são capazes de exercer sobre a maioria das pessoas. São usadas até como música de vídeos publicitários e tudo mais. Mas não sei. A fanfarronice da banda inicialmente me causava uma estranheza que até hoje não consigo engolir. Tanto que eu não entendia o porque quase todos os meus amigos gostavam. Pra mim Foo Fighters era aquela banda que ainda faltava algo pra me conquistar. Apesar de tudo, All My Life é uma das minhas músicas favoritas, e isso faz muito sentido quando falamos o porque fui conquistada pelo Wasting Light.

Foo Fighters - Wasting Light

Depois de todos esses anos eles conseguiram. Tô até fazendo um comeback aqui no blog só pra falar do CD, tamanho impacto! Aliás, eu ando muito afim de escrever sobre música, vamos ver se vai rolar mais vezes.

Lançado há algumas, Wasting Light é o 7º CD da banda e acabou de arrancar a promissora cantora Adele do topo das paradas depois de 3 semanas consecutivas (feito sensacional para uma novata, diga-se de passagem). Dave Grohl e sua trupe vieram sem pedir licença com um cd absolutamente arrebatador. Quando digo arrebatador é quase uma forma literal. Os caras conseguiram conquistar muita gente que sequer deu atenção a banda até agora, e não digo isso só por mim. Então se você não gosta de Foo Fighters é hora de dar uma chance.

Sou o tipo de garota que quando quer ouvir uma banda de rock quer se assustar com o poder dos riffs e se arrepiar com a cadência do baixo. Serious Business. E finalmente o Wasting Light incorporou em si algo que eu sentia muita falta no trabalho todo do Foo Fighters: paulada, peso, impacto sem frescura. Dave Grohl fez boas amizades que o influênciaram de maneira definitiva na hora de compor e tocar. Só você escutar um pouquinho de Probot ou do Them Crooked Vultures pra saber que a inspiração dele estava sedenta por algo mais agressivo.

Logo de cara, Wasting Light surpreende com a força de Bridge Burning, que mesmo com vocais melodiosos mostra uma força incrível e é uma perfeita faixa de introdução. Mas mesmo assim é dificil não se surpreender com as faixas matadoras que seguem. Rope, viciante, com guitarras incríveis e com muita personalidade daquele velho Foo Fighters que todo mundo já conhece. White Limo, uma paulada e gritaria sem precedentes na história da banda, e mesmo assim com temática absurdamente divertida. Alandria vem como hit romântico e fofo, mas mesmo assim é muito intensa. These Days talvez seja a que eu menos goste, apesar do refrão candidato a hino. Vale falar também de I Should Know, que é uma daquelas baladas arrebatadoras típicas de fim de filme e Walk, que tive o prazer de ver tocar no novo filme da Marvel: Thor.

Mas a minha menção honrosa certamente vai pra melhor música de todas. Dear Rosemary. Olha a montruosidade dessa banda tocando essa música ao vivo no webcast do David Letterman Late Show.

Mas eu tenho que fazer uma menção especial a Dear Rosemary, que veio em hora tão oportuna na minha vida. QUE MÚSICA INCRÍVEL. Não me canso de ouvir. É uma música extremamente sexy, e dá vontade de dançar. Quer coisa melhor do que ter vontade de dançar com guitarras? Apesar de tudo a letra é suficientemente forte pra analogias ao Nirvana (que maldição hein?) e tem passagens marcantes e grudentas. É AMOR DEMAIS BRASIL.

*Yaaay será que o Gatos e Cérebros vai voltar assim, sempre? Desculpem o post meio ruim, to enferrujada pra escrever ;)

10
fev
2011

Eu não conheço o trabalho dessa cantora muito bem. Só sei que ela vem dessa vibe DORGAS da Suécia, que trouxe coisas maravilhosas nos últimos dois anos pra música. Fever Ray, Iamamiwhoami, Robyn, enfim. Essa doida aí é a Lykke Li, que segue essa linha mais mística e dark, que sinceramente eu acho que só começou depois das suposições dela ser a iamamiwhoami. Ela deu uma reinventada nela mesma pra não ficar para trás.

Mas apesar de ter ganhado a minha antipatia e uma birra digna de Lady Gaga vs Britney Spears em escalas menores por causa da iamamiwhoami, não dá pra negar que os últimos vídeos dela são bem bonitos. Pra começar vamos de I Follow Rivers, lançado a pouco tempo, e Get Some.

I Follow Rivers

Get Some

Os próximos, Untitled e Solarium , são mais conceituais e tem uma beleza bem característica dessa fase da cantora.

Untitled

SOLARIUM

3
jan
2011

Nas minhas andanças por novas bandas que matem essa sede que eu tenho por ouvir coisas experimentais, encontrei algo inusitado mas que realmente chamou minha atenção. Talvez por estar ouvindo mais música eletrônica do que rock, mas sem deixar as trevosidades atmosféricas de lado, ampliar os horizontes não é difícil.

No last.fm encontrei, mais uma vez, nos artistas relacionados de iamamiwhoami o projeto †‡†. Esses símbolos esquisitos são o nome do projeto misterioso mesmo, não estranhe. Quando é buscado no Google nada aparece, e por isso a banda teve que se denominar de uma forma mais simples, sendo então conhecida como Rrritualzzz. (nick de adolescente revoltz da vida no msn, eu sei.) Ninguém sabe ao certo quem está por trás das estranhas músicas, poucas entrevistas e dados foram divulgados. Sabe-se somente que se trata de uma pessoa só de San Marino.

Rrritualzzz - †‡†

A banda pertence a um novo movimento de artistas chamado Witch House, as vezes chamado de Drone Ghost. Bem que esses símbolos estranhos e a geometria que vários grupos usam em sua identidade visual me lembraram bandas de drone doom, como Sunn O))), Earth e outras coisas igualmente surreais. Estilos de música, rótulos músicais e etiquetar novos movimentos são trends que apareceram depois que uma vastidão de novos artistas começou a pipocar na web querendo seu espaço, mesmo reinventando algo que já existia a 20 anos atrás. Não é diferente com o Witch House, na maioria dos casos. São batidas de música eletrônica com uma atmosfera sombria.

A grande diferença de †‡† em relação a outras bandas que ouvi é o resultado final. A soma incrível de remixes de bandas alternativas, vozes femininas e suaves e synths sombrios é muito bem feita e é perfeita pra acompanhar uma noite de trabalho. Digo isso pois minhas noites de trabalho tem sido acompanhadas por eles em looping. A mistura de diversos elementos, que vão do shoegaze ao hip hop valem a pena pra quem gosta de experimentações musicais. A similaridade visual e músical em alguns momentos também lembra Fever Ray, mas não adianta comparar, o resultado final é bem diferente e um pouco mais amador e despretencioso.

Por isso eu deixo vocês com a minha música preferida deles, com samples da música USA Boys, da banda Health. O nome não é nada fácil: >>>>▲<<<< (sim, é isso mesmo).

30
nov
2010

Gente, que difícil ficar longe daqui. Essa estiagem de postagens é horrível.

Não foi lá uma decisão muito fácil priorizar outras coisas na vida. Aliás, só faço isso pra tornar sonhos realidade a longo prazo. Mas isso não quer dizer que eu vou me afastar assim, como quem faz de conta que está tudo bem. Não não, isso aqui é importante demais pra fazer de conta que nunca existiu. Lide com isso, alligator.

Apesar de estar afogada em trabalho, ando dedicando as minhas horas livres a muitas coisas legais. Decidi fazer um recap escrito mesmo, já que o tempo e a impossíbilidade de gravar um vídeo em paz não me deixam seguir em frente com a promessa do post passado.

Aliás, queria deixar bem claro uma coisa que foi até contestada no vídeo de esclarecimentos. Eu JAMAIS vou parar de escrever, e muito menos virar vloggeira. Eu sou muito melhor com as palavras escritas do que faladas, vocês devem ter notado. Mas ninguém faz o hipócrita aqui, e eu não vou fazer: os vídeos sim são pra atrair mais a atenção pra cá enquanto estamos nessa estiagem bem complicada na minha vida. Lidar com a minha cara falando não é muito fácil hehe, não vai ser pra sempre assim.

Também gostaria de agradecer os emails do pessoal que acompanha o blog. Eu não tive tempo nenhum de responder com calma, mas li todos e ainda vou retornar todas as respostas.

Enfim, deixando o bla bla bla pra lá vamos ao que realmente interessa. Aqui vai um recap de coisas lindas que fiz essas últimas semanas.

1º – Lançamento de Necrópolis – A Fronteira das Almas do Douglas MCT

Um dos meus bróders de twitter lançou o livro dele, e é lógico que isso não passaria despercebido por aqui. Tive o prazer de lançar uma das músicas da trilha sonora em um post de divulgação e sempre dei o maior apoio pras publicações de escritores nacionais do segmento fantástico. Quem se lembra da resenha que fiz sobre o livro do Leonel Caldela – O Caçador de Apóstolos? Ele inclusive escreveu a introdução de Necrópolis.

O lançamento foi muito bacana. Aconteceu na livraria Martins Fontes, na Av Paulista e teve um clima bem legal. O local aconchegante deu um toque especial. Quando cheguei já estava rolando um bate papo com o Douglas, os editores da Draco e todos presentes na sala. Todo mundo comprando o livro, que já teve a sua primeira tiragem esgotada. Sucesso puro. Olhem só algumas fotos do dia do lançamento.

Lançamento Necrópolis - A Fronteira das Almas

Lançamento Necrópolis - A Fronteira das Almas

Tem mais fotos no site do livro, olhem lá.

Eu já terminei de ler o livro e… vou fazer suspense. Acho que cada obra merece um post individual pra dar minha opinião, mas já adianto: não seja idiota e compre LOGO. Aqui um bom post pra você saber aonde comprar o seu.

2º – Lançamento Donkey Kong Country Returns no Zoológico de São Paulo

Pra começar: vídeozinho do evento gravado por mim.

Lembra que eu disse que eu não jogo videogame pra manter a sanidade mental? Então. Não é muito bem o que anda acontecendo. Eu e o boyfriend ficamos sabendo desse lançamento épico que marcou nossas infâncias no Zoológico de São Paulo e foi muito óbvio querer ir. Donkey Kong marcou época na casa dos meus primos, quando todos ficavamos na sala com o Super Nintendo fritando por horas. E tem lugar mais adequado pra isso do que o Zoológico? O estande estava do lado de macaquinhos *_*

Apesar de tudo conspirar pra ser perfeito, o evento foi uma merda grande bagunça. Além de esperarmos duas horas na fila (afinal vários espertinhos estavam entrando pela saída que não havia segurança nenhuma, um contraste puro com a entrada do estande que mais parecia o Complexo do Alemão em dias de retomada), ao chegarmos lá tivemos somente uns 3 minutos pra jogar e apreciar o game. Mesmo com palhaços entretendo a fila não há como aguentar todo esse tempo pra ganhar umas migalhas.

Eu não estou acostumada com o Wii ainda e por isso perdi vidas muito fácil e logo meu tempo acabou. Como disse muilhares de vezes, ser gamer assídua nunca foi meu lifestyle. Achei uma droga não fazerem a experiência ser de fato uma experiência, algo como um tour virtual pelas fases, enfim, algo menos previsível. Só a apresentação do moço no início não satizfez a vontade de saber como era o jogo. Parecia mais uma degustação de torrada no supermercado, sem cream cheese e sem suquinho pra descer pela guela. Apesar disso ganhamos um chapéu bonitinho. Tinha a opção de uma gravata, mas achei tosquinha. Com certeza a coisa mais legal foi o protetor de carro do Donkey Kong que estavam dando logo na entrada do estacionamento do parque.

3º – Resident Evil 5 no XBox FUCK THE WORLD

Então, eu tava falando sobre videogame né? O Gu finalmente me viciou em Resident Evil 5, e sim, eu estou amando. Apesar da minha mira ser a coisa mais tosca do mundo, Resident Evil 5 é lindo. Aliás, Resident Evil fez muito parte desse ano, não tanto pelo filme, mas sim pela trilha sonora criada pela dupla Tomandandy e pela música tema do A Perfect Circle, Outsider, que foi remixada para o filme.

Eu já joguei um pouco de outros jogos da série no Play 2 e fiquei impressionada com a riqueza de detalhes do quinto jogo da franquia. Todo o cenário é muito interativo e os personagens estão cada vez mais elaborados, e eu chego a me perguntar se não rolam exageros nisso. Além de tudo, as tramas são bem complexas e humilham a série de filmes. Estou me saindo bem até, morri só duas vezes ahahah. Trailer do game pra quem ainda não conhece:

4º – Iamamiwhoami – O show

No dia que eu publiquei o vídeo de Esclarecimento, iamamiwhoami liberou em no site http://towhomitmayconcern.cc 6 horas de streaming de um “show” que estava mais pra DVD conceitual e todas músicas executadas ao vivo, além das duas canções novas no final. Épico é uma boa palavra pra definir.

Não preciso dizer o quanto sou fã de iamamiwhoami. Vocês sabem quanto eu sou ensandecida e sabem que eles haviam marcado um show. Se não sabem é só ver os posts na tag iamamiwhoami. Claro que em poucas palavras nunca vou conseguir dissecar o que tudo aquilo significou pra mim. É necessário uma parte só especial pra isso. Então deixo uma das minhas partes preferidas no show pra vocês assistirem, por enquanto.

Ainda tem mais algumas coisas sensacionais, mas fica pra uma segunda parte. Eu infelizmente não li quadrinhos esse mês (sim tá super tenso isso) mas estamos aí né? Em breve tem mais post diretamente do Saara.

4
nov
2010

Aqui no blog vocês devem ter acompanhado a minha busca incessante com respostas em relação ao viral mais legal de 2010 – iamamiwhoami. Claro que, depois de praticamente um ano inteiro sofrendo com esperas de novos vídeos, novas informações, novos remixes e nenhuma resposta clara dita, muita gente desistiu de acompanhar o projeto. Que pena, pessoa buscam respostas imediatistas na internet e esquecem de apreciar os detalhes.

O desinteresse surgiu principalmente quando o nome da moça loira dos vídeos foi desevendado: Jonna Lee. Suspeita-se que o moço apelidado de Captain Underpaints seja o Claes Björklund, que já trabalhou com Jonna. A moça, que não é muito conhecida fora de seu país natal, a Suécia, cortou pela raíz as expectativas dos fãs de Christina Aguilera. Mas muitos foram tomados pelo mistério cheio de simbologia do projeto.

Depois da publicação do último vídeo que forma a palavra bounty, Y, nada foi esclarecido e ninguém sabia de fato o que iria acontecer. Logo algumas novidades apareceram, e mais vídeos também.

Em primeiro lugar foi descoberto um site: www.towhomitmayconcern.cc – neste domínio não há nada além da seguinte foto:

iamamiwhoami in concert

Ninguém sabia dizer se era mais uma travessura feita por fã ou se era algo oficial. Mas só a possibilidade de acontecer um show em qualquer lugar desse mundo deixou todo mundo em choque. Mas aí fomos surpreendidos mais uma vez no dia 1º de Outubro no canal do Youtube, único lugar realmente oficial:

Na descrição desse vídeo consta o link do site citado acima, e assim prova-se oficialmente que iamamiwhoami fará um show. Já o vídeo é mais intrigante ainda – pela primeira vez a equipe do iamamiwhoami é clara e se comunica em texto, além de tudo da a entender que se trata realmente de mais uma pessoa por usar o pronome “We”, que significa Nós. Eles estão a procura de um voluntário eleito pelo próprio público para representa-los. Este voluntário deveria ser anunciado nos próprios comentários no dia 8 de Outubro em local determinado. Pra qual finalidade, ninguém sabe ainda, mas a votação unanime ao usuário Tehills, que na verdade é uma moça muito esperta que tem ótimas teorias e está sempre comentando na caixa de mensagens da home do canal. Entretanto, até agora a moça se manifesta nas caixas de mensagens e comentários dizendo que ninguém entrou em contato. Pode ser que ela já tenha sido contactada mas não pode comunicar nada a pedido dos artistas.

E hoje, novamente fomos surpreendidos, e é por isso que chamo de migalha de ouro este post: iamamiwhoami demora absurdos pra se comunicar, mas quando faz é de forma rápida e sublime. Esse vídeo foi publicado hoje pela manhã (aqui no horário do Brasil).

Quer dizer.

Estamos a pouco mais de uma semana para o show acontecer, e esse vídeo parece ser mais próximo do que eles querem dizer. Como eu havia dito anteriormente, acredito que muito do que se diz nos vídeos é sobre sacrificar a criatividade condicionado ao show business e ao sucesso para criar a partir do nada algo novo e independente.

A ideia de suicídio e assassinato na cena deixou isso muito claro pra mim, ainda mais aliado ao nascimento da mandragora-mulher saindo do potinho. Outra coisa que me deixou intrigada é a questão das alianças, do casamento, etc serem abordadas de forma tão clara agora. Estou quase entendendo que iamamiwhoami é uma dupla! Você poe notar no vídeo que existem dois pares de sapatos próximos a porta no fim do vídeo: um feminino e um masculino. Vale acrescentar que o sentido dos cães e dos gatos também começa a ser esclarecido aqui: o feminino e o masculino mais uma vez misturado ao que pode talvez definir a personalidade dos dois integrantes. Aliás, é a porimeira vez que o gato mia, todas as outras foram barulhos de outros animais. A casa branca, como foi dito no ForsakenOrder, é quase uma representação do novo e do limpo, já que tudo começa em uma folha branca.

iamamiwhoami 20101104

Somente no final fica uma incógnita realmente empolgante: o que vai acontecer assim que aquela porta for aberta? Seria o jantar naquela mesa que aparece no final de Y? Ou será que vamos direto parar no show? Mais uma vez vamos ter que esperar pra saber.

3
nov
2010

Ah, a adolescência. Dá uma saudade de ter esse espírito causador da Taylor Momsen. Claro que eu não tenho vontade de sair mostrando os peitos como ela anda fazendo nos shows, mas acho que ela é uma das poucas adolescentes que vieram pra incomodar a galera.

Just Tonight - The Pretty Reckless

Taylor Momsen deu as caras pela primeira vez em O Grinch como uma criancinha inocente. Hoje, depois de alguns filmes e de finalmente ter estourado como a Little Jenny em Gossip Girl, a moça deu uma revirvolta na própria vida, largando a imagem doce que ela tinha aos 14 anos, quando apareceu ao lado de outras atrizes e atores que prometem trilhar os futuros caminhos de Hollywood.

Eu falei um pouco sobre o The Pretty Reckless uns tempos atrás, mas a coisa ainda está mudando de figura, se transformando. A Little J. está realmente abusada, e nem 18 anos ela tem. Dessa vez, em um vestidinho de latex vermelho, ela consegue ser mais romântica do que em seus dois outros clipes – Make me Wanna Die e Miss Nothing. Veja abaixo o perigo da moça.

Eu acho que a gente precisa de mais pessoas provocando. A banda é muito boa, e a Taylor não consegue passar indiferente com a sua revolta adolescente, totalmente exagerada (principalmente na sombra que ela passa nos olhos): os sentimentos vão do mais puro fanatísmo até o ódio completo de tanta petulância. Há gente que acha que ela está tentando demais ser o que não é. E aí? Você escolhe o quê?

13
out
2010

Durante minhas indas e vindas no mundo do rock, que foram mais teóricas do que práticas, houveram algumas coisas bem exóticas no meio do caminho. Bandas de metal que falavam de samurais, trens e que usavam um pentagrama invertido com um smlie como simbolo da banda. Pois é. Cada dia que passa a gente vê coisas alcançando uma criatividade inimaginável, e provavelmente essa é a primeira impressão que você vai ter ao ler este post.

Ao entrar no Terra hoje me deparei com uma chamada para um trailer que eu realmente não estava preparada (ando numa vibe tranquila demais pra querer me afogar em coisas extremas). E veja se você consegue entender isso junto comigo:

Sim meus amigos, isso é real e é genial. The Taqwacores é um filme sobre a cena punk islâmica que cresceu em Buffalo, NY, nos mostrando uma faceta absolutamente diferente do que nós imaginavamos que pudesse existir. Um estudante de engenharia mulçumano se muda de república e acaba caindo na casa em que moram diversos punks que compartilham da mesma fé que ele: a fé mulçumana. A partir daí vemos o garoto, inocente, descobrindo um movimento cultural totalmente contrastante com a sua fé e ele tem que aprender a lidar com isso. O mais incrível é que existe um personagem para cada estereótipo de punk, destaque para a Riot Grrl coberta totalmente pela burka.

The Taqwacores

Você deve estar achando que provavelmente é uma obra ficcional, mas este filme é baseado na cena real lá fora. O engraçado mesmo foi a ordem diferente dos fatos: um escritor chamado Michael Muhammad Knight criou um livro homonimo que inspirou diversos jovens a criarem suas próprias bandas e fortalecerem o movimento nos EUA. Já existe de verdade e tem diversas bandas representando o Taqwacore: The Kominas, 8-bit, Vote Hezbollah, Diacritical, Secret Trial Five. Estas bandas estão na trilha sonora do filme, inclusive. Apesar disso, lá no Oriente Médio já existem várias bandas de rock extremo já tem um bom tempo. Você pode ver aqui: Paquistão, Irã, Jordania, entre outros.

O filme tem estréia em 22/10/2010 lá fora e foi destaque do festival de Sundance desse ano.

20
set
2010

Eu era da época em que My Chemical Romance era emo demais. Agora eles tiveram que se adaptar a tendência colorida, e por isso estão lançando um novo cd. A coisa boa nisso tudo é que o Grant Morrison vai fazer as vezes de vilão no vídeo novo da banda, da música Art Is The Weapon, e a coisa tá no mínimo engraçada.

Quem imaginaria um dos melhores roteiristas ever atirando em pessoas ultra coloridas?

11
set
2010

Hoje vou mostrar pra vocês um trio que promete fazer bastante sucesso entre o pessoal que gosta de música alternativa. Esben and The Witch é um trio inglês composto por Daniel Copeman, Rachel Davies e Thomas Fischer e foi a primeira banda inglesa a assinar um contrato com a Matador Records, gravadora do Sonic Youth.

Esben and the Witch

O trio em uma proposta interessante: contar histórias em suas músicas de uma forma diferente. Contos infantis se misturam com as experiências pessoais. Musicalmente existem várias influências que se misturam, desde o típico som indie inglês até o goth/post punk dos anos 80, mas a diferença mesmo está nos sons épicos, lembrando as vezes até trilha sonora de filmes do gênero.

Você pode visitar o site oficial, que por enquanto só tem o clipe, e o Myspace deles para ouvir mais músicas.

A dica é do Portal FFW.

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