7
nov
2010

Eu nunca achei que um dia nós seriamos contemplados por uma série de TV que traria zumbis como seu tema principal. ZUMBIS. Eles estão no Top 5 de criaturas mais legais da cultura pop e é impossível não se divertir com o os monstrengos devoradores de cérebros. E foi por causa de The Walking Dead que os zumbis vão alcançaram livremente os cérebros suculentos de todos os americanos, e até de nós, brasileiros.

Antes de explicar melhor essa história acho que devo começar pelo capitulo anterior dela: os quadrinhos de The Walking Dead. Publicada pela Image Comics desde 2003, a série conquistou seu espaço aos poucos. O roteirista Robert Kirkman conseguiu implacar a série com sucesso, e atualmente The Walking Dead está em sua 79ª revista. Foi premiada este ano com o Eisner de Melhor Mini-série ou Arco e ganhou na última semana a estréia de sua série de TV no canal americano AMC. Eu mesma sofri uma overdose: li os scans uns tempos atrás em modo berserk num feriado. Foram quase 25 números em dois dias. Atualmente até temos uma editora publicando os quadrinhos aqui no Brasil, a HQM, mas o ritmo está lento demais. Houve a promessa de lançarem a revistinha mensalmente aqui, e sinceramente espero que isso se torne verdade rápido. Vai ser bom pra todo mundo.

Na última semana aqui no Brasil, a Fox conseguiu um feito raro: tivemos a chance de contemplar a estréia da série quase ao mesmo tempo que os gringos. Um alívio pra quem costuma recorrer aos downloads. Apesar de ter vazado anteriormente, o episódio ainda não estava finalizado em termos de edição. Prometi pra mim mesma que não ia baixar a série. E foi mais ou menos isso o que aconteceu.

the walking dead garotinha

A história do policial Rick Grimes, que é baleado gravemente em uma operação e acorda no hospital somente após o holocausto zumbi, mostra uma jornada desesperadora pela sobrevivência em um mundo em que os vivos saudáveis se tornaram intrusos. Quem imaginou que uma série em quadrinhos com um plot tão violento como esse teria uma chance na Tv? Pois é, a série realmente tem muito sangue e violência na TV também, sem mascarar a realidade do que foi publicada nos quadrinhos.

Dirigida, escrita e produzida por Frank Darabont (A Espera de Um Milagre, Um Sonho de Liberdade ) a série televisa conquistou audiência recorde nos EUA, atingindo a marca de 5,3 milhões de espectadores. Já aqui no Brasikl fomos contemplados por uma linda presepada da FOX: cortaram simplesmente 22 minutos do episódio, cenas de sangue e violência principalmente. Apesar de assistir primeiro na Fox fiz questão de baixar a o original pra ver.

The Walking Dead

O episódio Days Gone By nos apresenta ao mundo caótico e apocaliptico de The Walking Dead Logo de cara. Rick tem que se proteger de uma menininha zumbi logo de cara, e não pooderia ser menos impactante. Durante o episódio nós acompanhamos as descobertas do policial e sua recuperação do tiro que tomou. Assim que consegue ter forças ele vai até sua casa e constata que seu filho e mulher desapareceram. Eles encontram pessoas residindo e se protegendo na casa ao lado da sua. Morgan e Duane, pai e filho, conseguem sobreviver e tem que lidar com o fato de que a esposa e mãe virou zumbi e ronda da casa em que eles estão. Após muita desconfiança, Rick é acolhido por eles e decide que vai para Atlanta tentar encontrar a sua família que desapareceu. Temos flashes de um acampamento de sobreviventes onde Shane, policial e melhor amigo de Rick, Lori, esposa de Rick e Carl, seu filho, estão.

Uma das coisas que mais gosto em The Walking Dead não é o sangue e os zumbis. Robert Kirkman conseguiu explorar um lado que dificilmente é abordado – as relações entre as pessoas e zumbis num mundo que agora não tem leis, não tem moral e que grande parte das pessoas se tornaram semi-mortos. Tudo é feito com tanto cuidado, dedicação e detalhes que até mesmo a cena mais violenta e as coisas mais absurdas que acontecem com os personagens se tornam poemas. A série tem essa vantagem por podemos acompanhar de perto o que acontece com o emocional de todos a longo prazo, divertindo e envolvendo sua acbeça cada vez mais na história.

Na TV isso se mantém, mesmo com alterações da série original e coisas adaptadas para que as belas imagens cinematográficas fiquem coerentes. Tudo o que é feito tem o aval de Robert Kirkman, que deve chorar de alegria todos os dias ao ver sua obra em carne, osso e muito sangue. Cenas lindas como a de Morgan com uma arma na janela de sua casa, ou mesmo a cena de Rick chegando a Atlanta e sendo acuado por zumbis, além de emocionantes são históricas pra um episódio de estréia. Deve ser muito legal fazer figuração pra essa série. Muitos reclamaram do ritmo da série, acharam bem lenta. Mas acredite: está tudo só esquentando ainda. A série mesmo é muito densa e cada vez mais absurda. O início tem esse clima lento mesmo porque Rick está sozinho descobrindo um novo mundo.

Terça agora tem novo episódio, este chamado Guts (que significa tripas no literal e ter estômago pra aguentar no abstrato). Veja um vídeo preview.

Dá pra perceber que aqui muda bastante com o que acontece nos quadrinhos. Vamos esperar.

The Walking Dead passa na Fox todas as terças feiras as 22:00h

4
nov
2010

Nas últimas semanas, um dos maiores eventos de quadrinhos dos EUA, a New York Comic Con, trouxe à luz para os reles mortais o documentário de um dos escritores mais excêntricos da atualidade: Grant Morrison. Eu poderia me alongar ao dizer quem é Grant Morrison e sua importância para a fase atual que estamos vivendo nos quadrinhos, mas acho que o trabalho dele diz por si só. Invisibles, Arkham Asylum, All Star: Superman, Crise Final… O escritor e desenhista escocês, que hoje escreve exclusivamente para a DC Comics e está marcando época, permitiu que a sua vida fosse dissecada perante as câmeras.

Aqui no Brasil, quem compareceu a 17a Fest Comix teve a oportunidade de apreciar o documentário somente uma semana após o lançamento. O site Goma de Mascar conseguiu trazer com exclusividade, e apesar de alguns problemas técnicos – a sala cedida para o local não ser muito boa e a divulgação quase nula por parte da própria equipe do evento no dia – nada fez o material perder o brilho. Só acho realmente uma sacanagem não terem divulgado mais, já que o evento tinha toneladas de fãs de Grant Morrison, dava para ver nas prateleiras com quadrinhos da DC e os números escassos de Crise Final.

Grant Morrison - Talking With Gods

O documentário, produzido pela Sequart TV (que também está produzindo documentarios sobre Warren Ellis e a história editorial de X-Men) e pela Respect Films, mostra a vida de Grant Morrison desde criança, muito pelo ponto de vista do próprio escritor, mas também com comentários de pessoas que acompanharam a sua carreira e parceiros de trabalho. Além de conhecer de perto quem são seus amigos, quem é a sua mulher e como ele a conheceu, vemos fotos dele de quando ainda tinha cabelo e o escritório particular em seu castelo na Escócia. O ritmo frenético de pensamento, quase hiperativo, domina suas falas. Ele tem uma linha de raciocínio muito rápida sobre tudo, e é um pouco demorado para assimilar.

Se há um comentário que eu não cansei de fazer a mim mesma durante a sessão é: “Isso explica muita coisa.” A figura emblemática de Morrison é inevitavelmente desconstruída. Entre passagens de um infância otimista e os anos mais loucos de sua vida, os anos 90, viajamos por uma montanha russa emocional que construiu a genialidade do escritor. Temos a oportunidade de entender o porquê de ele se envolver com magia e quais foram as drogas e inspirações que ele teve para fazer Invisibles, esta parte que especialmente eu acho a mais interessante. Ao mesmo tempo, vemos que ele vive coisas de forma muito intensa e que essas experiências são diretamente refletidas em seus roteiros, sem filtro nenhum. The Filth é um ótimo exemplo: todas as coisas que ele estava sentindo e vivenciando foram inseridas na HQ de forma quase literal.

Pra quem é da área e gosta de escrever roteiros e/ou desenhar é um momento especial e divertido: Grant conta como faz os seus roteiros e seus companheiros de trabalho mostram suas reações variadas ao ter que materializar tantos detalhes. Artistas, roteiristas e outros profissionais diversos dão seus depoimentos: Geoff Johns, Warren Ellis, Mark Waid, Matt Fraction, Jill Thompson, Camila Delrrico, Frank Quitely, Cameron Stewart, Phil Jimenez, Chris Weston, JH Williams III, Jason Aaron, Dan Didio, Karen Berger, entre outros. Só gente conceituada. Ele também fala sobre as suas influências (entre estas, Alan Moore) e como entrou na DC e não saiu mais.

Um verdadeiro dossiê sobre uma vida entrelaçada com os quadrinhos, ótimo para conhecer com mais detalhes as obras do roteirista e apresentar o trabalho para o público que não o conhece ainda. Diria que esse é o grande feito do documentário: conseguir conversar com todo mundo.

Grant Morrison: Talking With Gods tem por volta de 1h20min. As vendas começam de fato dia 22/11 e o DVD está em pré venda na Amazon. Se você quer ver os outros projetos da Sequart, é só entrar no site da produtora. O filme também tem um hotsite com informações mais detalhadas.

30
out
2010

Acabamos de falar da Mulher Gato aqui no blog, mas essa eu não posso deixar escapar para o Halloween. Eu, que gosto muito mais de coisas da cultura pop voltadas para o universo masculino, tenho meus momentos MUITO mulherzinha. Uma dessas horas trata-se com certeza do meu passa-tempo favorito: maquiagem. Foi uma das coisas que eu sempre fui retardada e viciada. Meus amigos e família que bem sabem como eu adoro fazer um olhão com deliniador.

E abrindo uma exceção pra esse meu momento mulherzinha, vou compartilhar com vocês hoje essa make linda ensinada pela vlogger e maquiadora Michele Phan. Ela é uma das meninas mais famosas do YouTube pelos tutoriais incríveis de maquiagem que ela desenvolve. Aqui ela ensina passo a passo e ainda veste a fantasia no final pra gente ver como fica.

Além de tudo Michelle explica no vídeo com suas palavras a origem do visual dark dessa Mulher Gato concebida por Tim Burton. Olha só:

O Batman de Tim Burton sempre foi um dos meus favoritos! Eu amo a trilha sonora e os personagens. Sim, eu sei que Batman não foi criado por Tim Burton. Se você quiser que eu conte a história toda, ative o modo “lição”: Bob Kane criou a Mulher Gato, e Frank Miller foi o único que fez Batman ser mais sombrio (O Cavaleiro das Trevas), o qual Tim Burton usou de inspiração para esse filme.

Eu quis recriar o look da Mulher Gato. Ele funciona com outros looks também, como policial sexy, pirata, etc. Aproveite bastante o tutorial!

Pra sua informação, Batman é o meu personagens de quadrinhos preferido entre todos. Eu me lembro voltando da escola pra assistir o desenho do Batman na Warner e na Toonami. Ah… Aqueles dias…

Eu sei que no filme a Mulher Gato tem olhos azuis, mas sempre quis os olhos dela azuis. Parece mais felino na minha opinião.De qualquer jeito, olhos castanhos ficam lindos do mesmo jeio com esse look =)”

Essa sugestão é imperdível pras meninas fazerem nas festinnhas de Halloween que irão acontecer nesse feriado, hein? Fica aí a minha dica.

Pra ver mais vídeos da Michelle Phan no youtube, basta acessar o canal dela no Youtube

29
out
2010

*nota da Larissa – esse post é o post de estréia do Jack no Gatos e Cérebros. Seja bem vindo :D

Frank Miller já é uma personalidade deveras conhecida no cenário dos quadrinhos, mas também já se aventurou por alguns espaços da sétima arte. Dirigiu o filme Sin City e produziu o filme de um dos personagens criados por Will Eisner, The Spirit. Ótimo que uma personalidade como Frank Miller já tenha se aventurado por essas áreas, mas e se contrário? E se alguma personalidade participasse do desenvolvimento de um comics, ou uma série de televisão fizesse parte do mundo de lápis e tintas? E assim, podemos apresentar os dois novos envolvidos nesse mundo colorido (nada relacionado a música): Wesley Snipes e Thomas Janes.

Recentemente na ComicCon em São Diego, evento de quadrinhos/cultura pop e seus derivados , muito se ouviu sobre possíveis anúncios de lançamentos  e pouco se viu sobre sobre aquilo que estava em segundo plano, novos envolvidos e novas frentes dos quadrinhos. Mas alguns destaques valem a pena serem citados, principalmente pela coragem e determinação na produção dessas novas obras.

O lançamento da aclamada série True Blood (é possível dar uma espiada clicando aqui) virou história em quadrinhos, Wesley Snipes lançou o After Dark (quadrinhos onde teve a participação do diretor Antoine Fuqua) e Thomas Jane (o melhor Frank Castle que já vi nos filmes) lançou o Bad Planet junto com a RAW Entertainment.

Entre eles, o mais provável que possa se ter um sucesso digno, é o de Thomas Jane, já que ele classificou esse projeto de comics como sendo algo muito especial, que ‘seria uma forma de retribuir o que os quadrinhos reprentaram a ele na infância’. Interessante como nasce o desejo de fazer algo criativo e bacana. E outra coisa que chama muito a atenção é o roteirista, Steve Niles. Roteirista de Fell, Aberrações e outras graphic novels muito bacanas, Steve Niles tem como marca o suspense e o desenrolar de suas estórias (ou histórias, se preferir) .

Já After Dark possui uma temática um pouco ambiciosa e relativamente comum, onde o mundo (que se encontra futuro) está em um caos e usa alguns elementos militares para abordar a evolução da estória (se não fosse pelo fator futurista, iria dizer que lembra mundo o mundo real).

Diferentemente dessas novas empreitadas, alguns anos atrás tivemos algumas tentativas frustradas, como Buffy e Star Wars, pelo menos em território tupiniquim não deram muito certo (Quem teve a coragem de ler Buffy levanta a mão!).

Outra comics que chamou muito a atenção por se retratar de uma história bem famosa é a série Torre Negra de Stephen King, que infelizmente também não deu muito certo nos cenários envolvidos por tintas e quadros.

E ai, o que acham dessas envestidas? Caso tenha alguma que não foi citada, favor cite-as, afinal de contas o post nada mais é do que o inicio de um assunto, não o término ;)

31
out
2010

Apesar de ser uma das minhas personagens favoritas desde criança, eu nunca tinha lido nenhuma HQ da Mulher Gato. Sempre assisti os desenhos do Batman e vi os filmes na Globo quando era uma pirralinha. Eu notei que no segmento editorial ela nunca esteve muito em evidência com qualquer tipo de série própria. Pouco se ouve falar em projetos em que vilões em geral são os protagonistas, e com ela não é um caso diferente. Qualquer hora dessas faço uma lista de HQs de vilões , aproveite e deixe sua sugestão nos comentários.

Achei um pack lá na Fest Comix desse arco completo da Mulher Gato chamado Cidade Eterna. Escrito por Jeph Loeb e ilustrado por Tim Sale, foi publicado pela Panini no ano de 2005 aqui. Trata-se de do desfecho de uma espécie de spin off iniciado na série O Longo Dia das Bruxas, passando pelo arco Vitória Sombria e finalmente terminando neste sobre o qual iremos falar hoje.

Mulher Gato - Cidade Eterna

Selina Kyle, a eterna Mulher Gato, vai a Roma para descobrir detalhes do seu passado famíliar. Ela viaja acompanhada do Charada a capital da Itália, que recebe um descrição interessante de Selina: “Roma tem uma peculiaridade… Ela é tão antiga que quase tudo está coberto de poeira. Não que a cidade seja suja. Essa ‘honra’ continua pertencendo a Gotham.” – lá, entre seus sonhos românticos e surreais com Batman, Selina deseja cavocar a história da família Falcone e achar o elo perdido de seu passado ali. Mas as coisas não começam nada bem: em uma arapuca a gata é acusada de matar o Capo di Capi – o chefão de todos os chefes da máfia italiana. Então Selina divide a sua vida em dois e tem que administrar a vida de socialite em férias com a vida aventureira de sua vilã noturna buscando a verdade sobre si mesma.

Cidade eterna é uma saga delíciosa de ler, não só por ser um bom suspense com pontas bem amarradinhas, mas por ser muito divertido e sensual. O apelo da personagem, extremamente esperta e bonita, é o que inspira toda a atmosfera do roteiro. Muitos vilões de Batman aparecem ali de forma direta e indireta, transformando a saga em uma reunião internacional de mascarados. Além de tudo temos uma catfight poderosa com a Mulher Leopardo. Não deixa de ter romance, principalmente porque a Mulher Gato solta faíscas quando encosta em qualquer homem. E não se trata do Batman, o que é o mais legal.

Mulher Gato - Cidade Eterna #1

É uma narrativa que traz muitos elementos investigativos as avessas: temos aquele suspense polícial nas mãos de uma vilã, o que tem menos ética e mais doença da cabeça. A arte é a cereja do bolo: influências existem em diversos lugares. Nas capas é possível notar influência direta de Sin City. Dentro existem flashbacks pintados em popart, separando exatamente o que deve ser ressaltado nesse aspecto. O estilo do Tim Sale é muito particular e facilmente reconhecível.

A deixa que tive realmente foi que eu preciso comprar o resto de toda série, que foi feita pela mesma a equipe e deve ser muito bacana.

Você pode comprar as três revistas na Comix.

Mulher Gato – Cidade Eterna
Editora: Panini Comics
Autor: JEPH LOEB & TIM SALE
Ano: 2005
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

30
out
2010

No último domingo, dia 17/10, eu estive em um dos mais tradicionais eventos de quadrinhos em São Paulo, a Fest Comix. Relizado pela Comix Book Store, uma das maiores feiras de quadrinhos da América Latina chega a 17ª edição no ano de 2010. Mesmo sendo um eventro tradicionalíssimo, foi a primeira vez que fui. Apesar de ser uma frequentadora constante de outros eventos sobre o tema eu não sabia exatamente onde estava o diferencial deste especificamente. Alguns amigos contaram suas experiências em edições passadas, mas nada disso é o suficiente, é o tipo de coisa que você tem que ir ver com os próprios olhos. Então vamos as impressões de como foi a experiência por lá.

17a Fest Comix

Localização

O evento foi realizado no Colégio São Luiz, que fica próximo ao Metrô Consolação na rua Haddock Lobo. É um ponto mais do que positivo, pois, além de estar perto do coração da cidade, não deixa ninguém na mão em termos de transporte público. Quem foi de metrô precisou andar somente uma quadra para chegar até o local, muito fácil de achar. Já pra quem foi de carro (como no meu caso), não foi tão simples assim. Não há muitos locais de estacionamento perto, a não ser aquele ao lado do colégio que custava 18R$. É bom lembrar que você está do lado da Paulista nessa hora. A dica é deixar o carro estacionado perto de alguma estação do metrô que seja distante da Paulista e pegar a Linha Verde para chegar ao local.

Organização

Organização - Fest Comix

Em termos de organização não tenho do que reclamar. Tinham muitos staffs a disposição em todos os setores dos eventos e não vi nenhuma tipo de confusão acontecendo. Um dos únicos problemas da organização foram as atrações, assunto que vou comentar mais embaixo.

Alimentação

Um dos pontos baixos do evento por dois motivos: além de ter poucas opções eram coisas bem caras. Ouvi muitos otakus reclamando do preço do Mupy. Já em alimentação havia somente uma barraquinha na área externa e não era permitido sair do evento para comer em algum lugar próximo e retornar depois.

Atrações

Atrações - 17o Fest Comix

Aqui está um dos grandes problemas da feira, não pelas atrações em si, mas pela falta de informação. Era muito difícil mesmo saber o que estava acontecendo na sala de palestras, nas mesas de autografos e na sala de vídeo. Acho que o maior exemplo foi ter o David Lloyd do meu lado e não ter me preparado pra falar com ele – eu não sabia que ele estaria ali no Domingo. Acho que muito se deve a falta de um hotsite do evento dando orientações e fazendo o processo ser mais simples. O blog deles, onde anunciaram a maior parte das atrações do evento, é muito confuso e infelizmente não resolve essa questão.

Apesar disso a qualidade das atrações foi interessante: nos três dias houveram lançamentos de diversos comics com seus autores presentes para autografar, o concurso de cosplay, a exposição de colecionáveis e a exibição do documentário do Grant Morrison e algumas outras palestras.

Estandes

Estandes - Fest Comix

A maioria dos estandes focava no que a feira não oferecia em abundância: camisetas, toy arts, action figures, games e outras coisas que não são a especialidade da Comix Book Shop. Lá eu vi estandes das lojas Meu Cartão, Limited Edition e de alguns sebos, por exemplo. Também havia muito mais cosias pro pessoal que gosta de mangás e animes do que coisas pra quem gosta de quadrinhos tradicionais, por exemplo. Sem dúvida é o maior público de quase todas as feiras daqui de São Paulo.

Produtos e ofertas

Produtos e Ofertas - Fest Comix

Chega a ser assustador o tamanho do estoque e da variedade de produtos que existem na loja. A feira tinha bastante espaço e estava bem dividida, sendo fácil localizar o que era desejado. Entretanto as ofertas não eram tão generosas quanto eu imaginei que seriam. Encadernados com desconto de no máximo 10 reais e revistas regulares com desconto de no máximo 2 reais. Uma coisa bacana eram os combos de arcos completos separados pela própria Comix, comprei um da Mulher Gato e um do Batman e nesses sim acho que valeu a pena.

Outro detalhe que me chamou bastante a atenção foi a organização dos caixas. Além de numerosos, tinham várias opções de pagamento e havia orientação para em que caixa deveriamos seguir. Um cuidado bacana e que fez toda a diferença.

Acho que o que fica no final é que o Fest Comix é um evento tradicional e não decepciona ninguém na maioria dos seus aspectos. Sempre que houver um Fest Comix vale passear, mesmo que seja só pra dar uma olhadinha nesse paraíso de quadrinhos.

13
out
2010

Aqui no Brasil a gente sabe como é complicado achar um lugar bacana pra comprar quadrinhos. Se já é difícil assim, imagina achar uma loja que reuna todo tipo de material relacionado a esse universo: quadrinhos, livros, revistas, posters, games, action figures, toy arts e muito mais. Pensando nisso e inspirando você, fã da cultura pop, hoje vou mostrar esse pedaço de maravilha que existe em uma esquina em Nova York: a Forbidden Planet.

A entrevistadora Ella Morton faz um tour pelo local e entrevista o proprietário da Forbidden Planet. Mesmo se você não entender uma palavra em inglês já é possível entender o tamanho do lugar e como deve ser uma delícia dedicar algumas horas da sua vida lá dentro. Eles comentam sobre como focar a diversidade de produtos da loja, como ele lida com os downloads de quadrinhos e se é como funciona a venda de quadrinhos independentes e amadores.

Se você quiser saber mais detalhes do local é só visitar o site da loja.

O vídeo foi produzido pela Rocketboom. Veja mais detalhes aqui.

10
out
2010

São Paulo é uma cidade mágica. Além de termos acesso sempre a filmes, shows e coisas culturais de toda a sorte, também recebemos eventos maravilhosos relacionados a quadrinhos. Isso inclui desde Anime Friends até o Fest Comix, evento que será o assunto deste post.

17º Fest Comix

O Fest Comix é um dos eventos mais tradicionais dos quadrinhos e chega a sua 17ª edição aqui em São Paulo. A feira, que é uma das maiores da América Latina, é essencialmente um mercado de quadrinhos com milhares de títulos disponíveis para compra idealizada pela Comix Book Shop, uma loja igualmente tradicional no ramo de quadrinhos da capital paulista.

Este ano o evento, além de sua tradicional feira, trará alguns painéis, exibições de documentários, sessões de autógrafos, entre outras coisas. Ontem, no blog da Comix foi divulgada boa parte da programação, e na lista conta a equipe da Casa Hope, participação do Joe Bennett e do Luke Ross, além dos lançamentos dos livros Tex – O Grande Heróis do Faroeste, Pequenos Heróis, Jambocks!, O Astronauta e Bando de Dois.

Além de todas essas atrações, o evento exibirá em parceria com o site Goma de Mascar o documentário do Grant Morrisson – Talking With Gods. Então, será a primeira exibição em terras brasileiras, praticamente uma semana depois da estréia lá fora. Simplesmente imperdível.

O Gatos e Cérebros estará presente fazendo a cobertura do evento. Eu, Larissa, estarei lá representando o blog e o Ambrosia.com.br. A 17ª edição da Fest Comix será realizada nos dias 15, 16 e 17 de outubro, no Centro de Eventos São Luís (Colégio São Luís – Rua Luís Coelho, 323 – Estação Consolação do Metrô – São Paulo/SP).

Saiba mais sobre o evento no blog da Comix

5
out
2010

Se você gosta de quadrinhos e terror vai gostar dessa notícia. A Panini, responsável pelo selo Marvel aqui no Brasil, decidiu inovar nas publicações e lançar um material diferente da editora, conhecida no mundo todo pelos seus Super Heróis como Homem de Ferro, Homem Aranha, Capitão América, entre outros.

Marvel Terror Panini

Esta arte maravilhosa acima é do artista Rafael Grampá, brasileiro, que colaborou com a capa da 4ª revista do Lobisomem.

Neste mês, Outubro, chegará nas bancas um especial com contos clássicos de terror criados na Casa de Ideias que foi lançado lá fora pelo selo MAX (que pertence a Marvel). O encadernado de 148 páginas contará com os contos dos personagens Lobisomem (Jack Russell), escrita por Duane Swierczynski, de Cable, e desenhada por Mico Suayan (Cavaleiro da Lua). O valor ainda não foi anunciado, e em breve será lançado. Eu vou comprar, com toda a certeza do mundo. Viva as histórias de horror e terror. A surpresa de saber que a Marvel tem um selo dedicado somente a essa fatia saborosa da cultura pop fez meu dia ficar mais legal.

Vi no SOC! TUM! POW!

16
out
2010

*Texto publicado no Ambrosia dia 27/09/10 – veja o link

Grandes poderes trazem grandes responsabilidades. A célebre frase é o combustível que move o quadrinho inglês O que será que aconteceu com o homem mais rápido do mundo?, recém lançado pela Editora Gal aqui no Brasil. Escrito por Dave West e ilustrado por Marleen Lowe, nós viajamos no tempo da vida de Bobby Doyle, um rapaz que tem um dom inexplicável.

Antes de começarmos a falar sobre a história e a arte acho que vale ressaltar os comentários exclusivos que o autor, Dave West, fez sobre a edição brasileira. Ele ficou muito feliz pelo fato de que em nenhum outro lugar do mundo onde “O que aconteceu com o homem mais rápido do mundo?” foi publicado a edição reuniu todos os materiais relacionados a obra num mesmo caderno. Aqui no Brasil foi a primeira vez que as duas histórias sobre o nosso herói foram publicadas juntas, além de todos os extras que são bem legais pra passar um tempinho admirando: os pinups feitos tanto para a edição inglesa quanto para a edição brasileira e os textos extras.

Já é possível ser absorvido pela intrigante vida de Bobby Doyle logo na capa, que é uma materia de jornal. Um milagre aconteceu em um acidente de trem grave: alguém retirou todas as pessoas de dentro do trem antes que ele saísse dos trilhos. Algumas pessoas dizem ter visto o vulto de um homem extremamente rápido, mas ainda sim ninguém sabe explicar oque aconteceu.

E é nessa aura misteriosa nós somos colocados em outra situação absurda. Um grande prédio no centro de uma cidade inglesa está em alerta. Uma bomba gigantesca e com alto poder de destruição foi instalada no subsolo. O autor nos mostra o desespero da equipe tentando desarmar a bomba, sem sucesso, e do publico tomando conhecimento da situação e a grande massa entrando em pânico. Finalmente aí somos apresentados ao poder de Bobby Doyle.

Bobby Doyle é um rapaz normal, acima de qualquer suspeita e de qualquer expectativa. Ninguém imagina que ele tem o dom de parar o tempo e continuar vivendo enquanto o resto do mundo está congelado. E esse é o ponto crucial de sua história: mesmo parando o tempo seu corpo continua vivendo normalmente, envelhecendo.

Então nós acompanhamos sua saga para salvar milhares de pessoas que estão nos arredores desse prédio e como é uma tarefa árdua para ser feita por uma pessoa só. Ele sacrifica seu tempo de vida para salvar uma multidão que vive e trabalha em torno do grande prédio, e nós somos absorvidos pela sua luta diária para salvar as pessoas e seu sofrimento por se abster de uma vida normal em prol da humanidade.

É uma história surpreendentemente boa, mesmo com um plot tão simples. Pra arrematar com chave de ouro todos esses fatos, a arte não serve somente como ilustração, mas ajuda a apoiar o roteiro e a separar os momentos em que o tempo está congelado e em andamento.

Ao final nós temos um outra história que nos mostra como Bobby descobriu o seu dom na infância, e mesmo sendo o mesmo personagem tem um tom mais doce e inocente por causa da sua idade. É uma descoberta a tanto na vida do rapazinho que vive a sua vida para salvar as pessoas em momentos de grande tensão.

O que aconteceu ao homem mais rápido do mundo é uma surpresa agradabilíssima vinda do Reino Unido.

Você pode ver o trailer criado pela Gal Editora para o gibi.

O que Aconteceu ao Homem mais Rápido do Mundo?
Roteiro: Dave West
Arte: Marleen Lowe
Formato: 16,5 x 24,0 cm
64 páginas
ISBN: 978-85-61780-08-1
Preço para o consumidor: R$ 22,00
Pedidos: gal.editora@gmail.com ou pelo fone/fax (11) 4508-0325

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