Hoje eu estava visitando o Brainstorm 9 e vi um vídeo divulgando a webserie Lado Nix. Achei MUITO LEGAL mesmo finalmente termos algum trabalho do genero feito com bastante qualidade. É bem difícil encontrar conteúdo bem editado do genero em português que não seja um rip-off descarado de alguma coisa gringa. Uma iniciativa e tanto que eu estou torcendo pra dar bastante certo.
Só tem um probleminha: o tema da série. O tema, olhando com pouco senso crítico, é sensacional: a vida de uma garota de quadrinhos que ilustra e está aí batalhando pra ter sua série publicada. Porran, isso é muito legal. O único problema é o excesso de esteriotipos que já deu pra notar no trailer que vão ser MUITOS. Claro que a gente torce para que o trailer seja um grande exagero para promover a série, e realmente espero que tudo isso seja usado com muita leveza.
Fora isso ainda há o fato de ser uma onda proveitosa com muitos adeptos hoje em dia. Talvez se essa série fosse produzida uns anos atrás faria pouco sucesso ou nenhum. Mas mesmo eu sendo essa pessimista e questionadora chata ainda enxergo algo muito favorável pra realidade de quem gosta de quadrinhos. A popularização só tem coisas a agregar e por isso eu dou o maior apoio do mundo. Então, GO NIX!
O post do Brainstorm fala mais sobre os detalhes de elenco, produção, etc. Clique aqui e confira.
Neste novo episódio a tramóia continua solta, e começa a ser desenhado um cenário tenso entre quase todos os clãs dos Sete Reinos. Só os deuses sabem o que vai acontecer.
Enquanto observamos a aflição dos Stark em ter que se separar justamente quando Bran está em coma por uma queda nem tão acidental de uma das torres do castelo. Jon Snow seguirá finalmente para a Muralha para começar o seu treinamento para a Patrulha da Noite, enquanto Ned e suas filhas seguiram junto com a corte do Rei para Porto Real, onde ele assumirá o cargo de A Mão do Rei, ocupado anteriormente por Jon Arryn. A última Mão do Rei foi morreu misteriosamente e isso tem um peso gigantesco na trama desde o início sobre a ação dos personagens.
Paralelamente vemos o núcleo da nova família Dothraki de Viserys e Daenerys e a evolução da nova rainha do povo bárbaro em sua adaptação a um mundo não muito comum. Adaptação essa que se refere principalmente ao marido e a mudança de comportamento em relação a ele, que inclusive resulta em um filho.
Mais uma vez: a HBO surpreende com a fidelidade das cenas, até mesmo as de violência e sexo. A série não poupa nada nem ninguém na hora de retratar as muito bem escritas ideias de George R. R. Martin. Algumas adaptções e mudanças de ordem da história não fazem o roteiro perder o timing nem a astúcia. A maioria dos diálogos na série são extremamente envolventes, e devemos isso com toda a certeza a direção e os atores, que estão se saindo muito bem. Realmente Game of Thrones é uma das melhores séries do momento.
No próximo post, além do review do 3º episódio, vamos analisar os personagens e as disparidades entre a série e o livro. Continue acompanhando ;)
Recentemente um amiga minha aqui do trabalho me deixou um livro pra ler quando saiu de férias. Eu tinha lhe pergunta algo como “WTF, que livro gigante, amei a capa, qual é?” e ela fez a delicadeza de emprestar o primeiro volume da série As Crônicas de Gelo e Fogo, do escritor George R. R. Martin, A Guerra dos Tronos. Obrigada Fê! Você fez a melhor indicação literária do ano pra mim até o momento!
Mas como eu acabei de passar da página 200, dá pra imaginar que não é bem o livro que vou resenhar, certo? Hoje eu estou aqui pra falar da série da HBO que foi baseada no livro, Game of Thrones.
São raras as oportunidades que a gente tem de acompanhar as séries lendo a obra original ao mesmo tempo. Aconteceu comigo a mesma coisa em The Walking Dead, que eu até comecei a falar sobre por aqui. Até o momento, a HBO lançou somente três episódios de uma série de dez, hoje a noite é a estréia do quarto. Uma série recente e que pouco acompanhei a pré produção, mas já dá pra saber que é um sucesso enorme por ter garantido já uma 2ª temporada logo após a exibição do piloto. Ontem no Brasil passou o primeiro episódio, então é uma ótima hora pra falar da série.
A série retrata com uma fidelidade absurda a vida do clã dos Starks, uma das famílias mais poderosas do Norte dos Sete Reinos. Acompanhamops de perto como Ned, o senhor de Winterfell é convidado pelo rei para ser a Mão, ou seja, o braço direito em seu reinado e de todos os percalços que a família terá de enfrentar, principalmente pela família da Rainha, os temíveis Lannisters. Além disso, acompanhamos paralelamente a saga de sobrevivência dos irmãos Viserys e Daenerys, que tiveram o reino roubado pelo rei quando ainda eram crianças, e o dia a dia da Patrulha da Noite que protege A Muralha do Norte.
O episódio The Winter is Coming foi uma surpresa de deixar os olhos estatelados. Que já leu ou está lendo o livro sabe que os Sete Reinos são de uma grandiosidade próxima de Senhor dos Anéis. Claro que a percepção disso é completamente diferente nas duas obras, já que Guerra dos Tronos é menos detalhista em cenários e coisas físicas, mas é mais próxima do aspecto emocional de seus personagens. Além de todo o cenário e da ótima escolha dos atores, temos um roteiro tão fiel que até mesmo as falas dos livros são iguais. Claro que existem certas modificações porquê é impossível adaptar perfeitamente um livro, mas é realmente de cair o queixo.
A grande beleza da série é encontrar numa história medieval e até com elementos fantásticos uma ligação perfeita com o público adulto. Pelo que pude notar, as cenas de sexo e violência não foram poupada com o pudor que geralmente esse tipo de adaptação sofre. Só isso é maravilhoso para termos uma adaptação fiel e que deixará todos os leitores da série bem satisfeitos. Apesar de tudo, essa liberdade fez com que os atores ficassem realmente distantes da idade real dos personagens. Daenerys, que é uma das personagens mais exploradas nesse lado não censurado tem 13 anos no livro, mas nas telas da TV nota-se que a forma física da moça e suas feições estão bem distantes disso. Outra coisa que me deixou meio triste foi a aparição rápida dos lobos gigantes que pertencem aos irmão da família Stark, que ainda são lindos lobinhos filhotes. Tinham que ter aparecido mais em nome da fofura <3
Quero saber como será a divisão do livro nos dez capitulos da série, pois eles sintetizaram muitas coisas bem do comecinho do livro no episódio piloto. O livro tem quase 600 páginas. Tô realmente curiosa pra acompanhar.
Então sejam bem vindos as resenhas semanais de A Guerra dos Tronos ;) Você pode ver a série na TV mesmo. Todo sábado, as 21h na HBO.
Eu nunca vou cansar de ver essa fofura, por mais last week que seja. Esse comercial da Volkswagen será exibido no intervalo da final do Super Bowl esse ano. A prova de que conceito foda de propaganda não precisa sequer ter uma palavra pra explicar. As vezes.
Detalhe para o momento a partir do segundo 0:50. VOU APERTAR ESSE DARTH VADER PRA SEMPRE. *Felícia*
Eu nunca achei que um dia nós seriamos contemplados por uma série de TV que traria zumbis como seu tema principal. ZUMBIS. Eles estão no Top 5 de criaturas mais legais da cultura pop e é impossível não se divertir com o os monstrengos devoradores de cérebros. E foi por causa de The Walking Dead que os zumbis vão alcançaram livremente os cérebros suculentos de todos os americanos, e até de nós, brasileiros.
Antes de explicar melhor essa história acho que devo começar pelo capitulo anterior dela: os quadrinhos de The Walking Dead. Publicada pela Image Comics desde 2003, a série conquistou seu espaço aos poucos. O roteirista Robert Kirkman conseguiu implacar a série com sucesso, e atualmente The Walking Dead está em sua 79ª revista. Foi premiada este ano com o Eisner de Melhor Mini-série ou Arco e ganhou na última semana a estréia de sua série de TV no canal americano AMC. Eu mesma sofri uma overdose: li os scans uns tempos atrás em modo berserk num feriado. Foram quase 25 números em dois dias. Atualmente até temos uma editora publicando os quadrinhos aqui no Brasil, a HQM, mas o ritmo está lento demais. Houve a promessa de lançarem a revistinha mensalmente aqui, e sinceramente espero que isso se torne verdade rápido. Vai ser bom pra todo mundo.
Na última semana aqui no Brasil, a Fox conseguiu um feito raro: tivemos a chance de contemplar a estréia da série quase ao mesmo tempo que os gringos. Um alívio pra quem costuma recorrer aos downloads. Apesar de ter vazado anteriormente, o episódio ainda não estava finalizado em termos de edição. Prometi pra mim mesma que não ia baixar a série. E foi mais ou menos isso o que aconteceu.
A história do policial Rick Grimes, que é baleado gravemente em uma operação e acorda no hospital somente após o holocausto zumbi, mostra uma jornada desesperadora pela sobrevivência em um mundo em que os vivos saudáveis se tornaram intrusos. Quem imaginou que uma série em quadrinhos com um plot tão violento como esse teria uma chance na Tv? Pois é, a série realmente tem muito sangue e violência na TV também, sem mascarar a realidade do que foi publicada nos quadrinhos.
Dirigida, escrita e produzida por Frank Darabont (A Espera de Um Milagre, Um Sonho de Liberdade ) a série televisa conquistou audiência recorde nos EUA, atingindo a marca de 5,3 milhões de espectadores. Já aqui no Brasikl fomos contemplados por uma linda presepada da FOX: cortaram simplesmente 22 minutos do episódio, cenas de sangue e violência principalmente. Apesar de assistir primeiro na Fox fiz questão de baixar a o original pra ver.
O episódio Days Gone By nos apresenta ao mundo caótico e apocaliptico de The Walking Dead Logo de cara. Rick tem que se proteger de uma menininha zumbi logo de cara, e não pooderia ser menos impactante. Durante o episódio nós acompanhamos as descobertas do policial e sua recuperação do tiro que tomou. Assim que consegue ter forças ele vai até sua casa e constata que seu filho e mulher desapareceram. Eles encontram pessoas residindo e se protegendo na casa ao lado da sua. Morgan e Duane, pai e filho, conseguem sobreviver e tem que lidar com o fato de que a esposa e mãe virou zumbi e ronda da casa em que eles estão. Após muita desconfiança, Rick é acolhido por eles e decide que vai para Atlanta tentar encontrar a sua família que desapareceu. Temos flashes de um acampamento de sobreviventes onde Shane, policial e melhor amigo de Rick, Lori, esposa de Rick e Carl, seu filho, estão.
Uma das coisas que mais gosto em The Walking Dead não é o sangue e os zumbis. Robert Kirkman conseguiu explorar um lado que dificilmente é abordado – as relações entre as pessoas e zumbis num mundo que agora não tem leis, não tem moral e que grande parte das pessoas se tornaram semi-mortos. Tudo é feito com tanto cuidado, dedicação e detalhes que até mesmo a cena mais violenta e as coisas mais absurdas que acontecem com os personagens se tornam poemas. A série tem essa vantagem por podemos acompanhar de perto o que acontece com o emocional de todos a longo prazo, divertindo e envolvendo sua acbeça cada vez mais na história.
Na TV isso se mantém, mesmo com alterações da série original e coisas adaptadas para que as belas imagens cinematográficas fiquem coerentes. Tudo o que é feito tem o aval de Robert Kirkman, que deve chorar de alegria todos os dias ao ver sua obra em carne, osso e muito sangue. Cenas lindas como a de Morgan com uma arma na janela de sua casa, ou mesmo a cena de Rick chegando a Atlanta e sendo acuado por zumbis, além de emocionantes são históricas pra um episódio de estréia. Deve ser muito legal fazer figuração pra essa série. Muitos reclamaram do ritmo da série, acharam bem lenta. Mas acredite: está tudo só esquentando ainda. A série mesmo é muito densa e cada vez mais absurda. O início tem esse clima lento mesmo porque Rick está sozinho descobrindo um novo mundo.
Terça agora tem novo episódio, este chamado Guts (que significa tripas no literal e ter estômago pra aguentar no abstrato). Veja um vídeo preview.
Dá pra perceber que aqui muda bastante com o que acontece nos quadrinhos. Vamos esperar.
The Walking Dead passa na Fox todas as terças feiras as 22:00h
Acabamos de falar da Mulher Gato aqui no blog, mas essa eu não posso deixar escapar para o Halloween. Eu, que gosto muito mais de coisas da cultura pop voltadas para o universo masculino, tenho meus momentos MUITO mulherzinha. Uma dessas horas trata-se com certeza do meu passa-tempo favorito: maquiagem. Foi uma das coisas que eu sempre fui retardada e viciada. Meus amigos e família que bem sabem como eu adoro fazer um olhão com deliniador.
E abrindo uma exceção pra esse meu momento mulherzinha, vou compartilhar com vocês hoje essa make linda ensinada pela vlogger e maquiadora Michele Phan. Ela é uma das meninas mais famosas do YouTube pelos tutoriais incríveis de maquiagem que ela desenvolve. Aqui ela ensina passo a passo e ainda veste a fantasia no final pra gente ver como fica.
Além de tudo Michelle explica no vídeo com suas palavras a origem do visual dark dessa Mulher Gato concebida por Tim Burton. Olha só:
“O Batman de Tim Burton sempre foi um dos meus favoritos! Eu amo a trilha sonora e os personagens. Sim, eu sei que Batman não foi criado por Tim Burton. Se você quiser que eu conte a história toda, ative o modo “lição”: Bob Kane criou a Mulher Gato, e Frank Miller foi o único que fez Batman ser mais sombrio (O Cavaleiro das Trevas), o qual Tim Burton usou de inspiração para esse filme.
Eu quis recriar o look da Mulher Gato. Ele funciona com outros looks também, como policial sexy, pirata, etc. Aproveite bastante o tutorial!
Pra sua informação, Batman é o meu personagens de quadrinhos preferido entre todos. Eu me lembro voltando da escola pra assistir o desenho do Batman na Warner e na Toonami. Ah… Aqueles dias…
Eu sei que no filme a Mulher Gato tem olhos azuis, mas sempre quis os olhos dela azuis. Parece mais felino na minha opinião.De qualquer jeito, olhos castanhos ficam lindos do mesmo jeio com esse look =)”
Essa sugestão é imperdível pras meninas fazerem nas festinnhas de Halloween que irão acontecer nesse feriado, hein? Fica aí a minha dica.
Quem aqui nunca se divertiu horrores com os filmes da Elvira? Me lembro de fazer uma apresentação tosquíssima de Dia das Bruxas na escola com algumas amigas certa vez, e no dia anterior nós estavamos ensaiando e assistindo o filme da Rainha das Trevas, que passava na Sessão da Tarde. Claro que hoje em dia eu acho muito engraçado que esse filme passe na Sessão da Tarde com tanto boobs or gotf, mas o fato é simples: Elvira marcou algumas gerações com seu personagem mítico, sexy, engraçado e dark. Era uma personagem que chamava a atenção de todo mundo pelos mais diversos motivos. Taí uma das minhas influências durante a vida.
O fato é que uma das figuras mais icônicas do Halloween americano já fazia parte do passado de muita gente. Dando uma fuçada por aí dava até pra notar que a atriz mesmo já havia a intenção de passar seu papel para uma outra representante, promovendo até um reallity show para tal. Mas como a Elvira é praticamente o alter-ego da atriz Cassandra Peterson não havia pessoa melhor para interpreta-la mesmo. Não que Cassandra seja uma atriz de grande talento, mas a excentricidade da personagem parece mesmo fazer parte dela já. Enfim.
O fato é que neste ano, no mês de Setembro, o seu programa voltou a televisão americana no formato de sempre: são pequenos episódios onde Elvira apresenta aos espectadores filmes clássicos de terror. O Elvira’s Movie Macabre.
E ela tem um canal no youtube cheio de features divertidas, coisas toscas e vídeos pronunciamentos. Ela definitivamente é minha personagem favorita dos anos 80 e também uma inspiração. Ela fez 59 anos no dia 17/09, que por sinal é o mesmo dia do meu aniversário hehe.
Sempre soube que Neil Gaiman é meio resistente pra ideia de adaptar Sandman pra cinema. Empresários não conseguem acreditar no sucesso de uma história que não tem vilões escancarados. O universo Sandman é rico e perfeito por causa da livre interpretação que você pode ter de tudo. Não há culpados e heróis. Existem somente fatos. O que consegui constatar em Watchmen foi a mesma coisa: se o desfecho fosse igual ao original talvez ficasse ridículo no cinema. Não porque ficaria ruim, mas as grandes massas não gostam de pensar, e quem manda nisso tudo é o retorno que o filme vai dar nas bilheterias. Temos um ponto complicado aqui.
Agora que as séries estão em alta mais do que nunca, e os quadrinhos nas séries servem de inspiração tanto no sentido série – quadrinhos (Supernatural virou mangá) quanto no sentido quadrinhos – série (The Walking Dead vai ser uma adaptação de quadrinhos pra TV), sempre lemos rumores surreais de adaptações pra TV de ótimas HQs, e é o caso de Sandman.
Ai fica o ponto de interrogação: será que vai dar merda?
O criador de Supernatural, Eric Kripke, está chamando a responsabilidade pra si. É um cara muito corajoso, já que milhares de tentativas de adaptação pra cinema não deram certo e sequer tiveram sinal verde para acontecer. Não assisti Supernatural, assim como não sou ligada a videogame eu não sou ligada a séries, então não conheço o trabalho do cara. Mas algumas coisas óbvias a gente pode deduzir.
Dificilmente uma adaptação pra TV terá um orçamento que honre toda a loucura visual e conceitual da consagrada história criada por Gaiman. Apesar disso, uma série de TV faria as honras de detalhar um pouco mais a trama do que o cinema enlatado poderia fazer. Mas acho que o maior problema realmente é a aceitação do público familiar americano a uma história tão alternativa. TV é outro papo, né? Enfim.
São esses detalhes que me deixam preocupada. Ver uma obra genial como Sandman maculada por um baixo orçamento ou por uma possível rejeição do grande publico é complicado. Agora é só esperar pra ver se vai dar certo.
Quem me conhece sabe que sou tiete do Neil e completamente apaixonada pelos projetos dele. E não é que ele resolveu se aventurar no mundo da direção? Statuesque é um curta desenvolvido pro fim de ano de uma TV britânica que conta a história de um senhor solitário que observa estátuas. Tem uma sensibilidade típica do Neil, apesar da direção ter ficado fraquinha.