3
mai
2011
Recentemente ando numa musical trip muito forte. Devo muito ao novo emprego, que é maravilhoso até mesmo com suas 1h30 de distancia da minha casa e todas as conduções que tenho que pegar. Quem vive essa vida de São Paulo e transporte público sabe que é uma merda. A graça é que o trem vira um outro planeta quando eu estou com meus fones de ouvindo, me levando para outro lugar e me fazendo esquecer do caos de São Paulo por um momento. Quem me ajuda são as bandas que sempre estão no meio da minha playlist de favoritinhos de todo o sempre. Deftones, Nine Inch Nails, A Perfect Circle, Linkin Park, etc. Mas essa semana eis que fomos surpreendidos e um feito inédito aconteceu: tem cd novo do Foo Fighters.

Foo Fighters nunca foi uma das minhas bandas favoritas. E olha que eu sei reconhecer o poder que Everlong e Times Like These são capazes de exercer sobre a maioria das pessoas. São usadas até como música de vídeos publicitários e tudo mais. Mas não sei. A fanfarronice da banda inicialmente me causava uma estranheza que até hoje não consigo engolir. Tanto que eu não entendia o porque quase todos os meus amigos gostavam. Pra mim Foo Fighters era aquela banda que ainda faltava algo pra me conquistar. Apesar de tudo, All My Life é uma das minhas músicas favoritas, e isso faz muito sentido quando falamos o porque fui conquistada pelo Wasting Light.

Foo Fighters - Wasting Light

Depois de todos esses anos eles conseguiram. Tô até fazendo um comeback aqui no blog só pra falar do CD, tamanho impacto! Aliás, eu ando muito afim de escrever sobre música, vamos ver se vai rolar mais vezes.

Lançado há algumas, Wasting Light é o 7º CD da banda e acabou de arrancar a promissora cantora Adele do topo das paradas depois de 3 semanas consecutivas (feito sensacional para uma novata, diga-se de passagem). Dave Grohl e sua trupe vieram sem pedir licença com um cd absolutamente arrebatador. Quando digo arrebatador é quase uma forma literal. Os caras conseguiram conquistar muita gente que sequer deu atenção a banda até agora, e não digo isso só por mim. Então se você não gosta de Foo Fighters é hora de dar uma chance.

Sou o tipo de garota que quando quer ouvir uma banda de rock quer se assustar com o poder dos riffs e se arrepiar com a cadência do baixo. Serious Business. E finalmente o Wasting Light incorporou em si algo que eu sentia muita falta no trabalho todo do Foo Fighters: paulada, peso, impacto sem frescura. Dave Grohl fez boas amizades que o influênciaram de maneira definitiva na hora de compor e tocar. Só você escutar um pouquinho de Probot ou do Them Crooked Vultures pra saber que a inspiração dele estava sedenta por algo mais agressivo.

Logo de cara, Wasting Light surpreende com a força de Bridge Burning, que mesmo com vocais melodiosos mostra uma força incrível e é uma perfeita faixa de introdução. Mas mesmo assim é dificil não se surpreender com as faixas matadoras que seguem. Rope, viciante, com guitarras incríveis e com muita personalidade daquele velho Foo Fighters que todo mundo já conhece. White Limo, uma paulada e gritaria sem precedentes na história da banda, e mesmo assim com temática absurdamente divertida. Alandria vem como hit romântico e fofo, mas mesmo assim é muito intensa. These Days talvez seja a que eu menos goste, apesar do refrão candidato a hino. Vale falar também de I Should Know, que é uma daquelas baladas arrebatadoras típicas de fim de filme e Walk, que tive o prazer de ver tocar no novo filme da Marvel: Thor.

Mas a minha menção honrosa certamente vai pra melhor música de todas. Dear Rosemary. Olha a montruosidade dessa banda tocando essa música ao vivo no webcast do David Letterman Late Show.

Mas eu tenho que fazer uma menção especial a Dear Rosemary, que veio em hora tão oportuna na minha vida. QUE MÚSICA INCRÍVEL. Não me canso de ouvir. É uma música extremamente sexy, e dá vontade de dançar. Quer coisa melhor do que ter vontade de dançar com guitarras? Apesar de tudo a letra é suficientemente forte pra analogias ao Nirvana (que maldição hein?) e tem passagens marcantes e grudentas. É AMOR DEMAIS BRASIL.

*Yaaay será que o Gatos e Cérebros vai voltar assim, sempre? Desculpem o post meio ruim, to enferrujada pra escrever ;)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Escrito por:
Larissa Palmieri
Publicitária, senso de humor apocalíptico, nerd feelings, estrupício musical, mulherzinha de blush na cara.
  • 5 de maio de 2011 às 0:17
    Mendel disse:

    Acho que foi justamente a fanfarronice deles que me fez curtir muito o som e virar fã extremo! Todos os clipes eram engraçados, todas as músicas tinham um ou outro detalhe que fazia eu pensar “não pode ser a mesma banda, esse som é muito diferente daquele outro”. Comecei com uns 10 anos de idade, ouvindo Everlong estrear na (RIP) Brasil 2000, mas eu era muito burro pra entender o que os locutores falavam ao anunciar as músicas tocadas, então só fui descobrir que banda foda era em 2000, não lembro se com My Hero, Generator ou Breakout. hahuahuhahuehua

    Hoje eu tento largar o “só curto (old) Foo Fighters”, porque eu realmente gosto dos 3 primeiros e quando o One By One foi lançado, estava num surto de radicalismo adolescente. Acabei não valorizando porque era moda, porque estava estourando pra todo mundo e ficava puto porque até amigos que falavam que FF era lixo e Nirvana era o melhor estavam curtindo o álbum. (crise que eu expliquei aqui >> http://pvrehaavok.wordpress.com/2011/03/11/its-evolution-babe/ ). Depois eu parei pra ouvir black metal e intercalava muito raramente com os outros álbuns. Mas esse novo álbum me revigorou como fã precoce de Foo Fighters por ele ser um absurdo de enérgico, viciante e inteligente. Walk me fez ter os mesmos calafrios de 14 anos atrás que eu tive com Everlong!

    =*

  • 8 de maio de 2011 às 22:09
    @RafaelLevi disse:

    Caraca, concordo com tudo!
    Principalmente com Deat Rosemary! Muito boM!
    Eu tb nunca dava tanta atenção para eles, mas viciei depois de ver o vídeo deles tocando o cd inteiro! XD
    http://www.youtube.com/watch?v=Xnmzins2Uow

    Viva o grunge! XD

  • 27 de maio de 2011 às 17:09
    Vinícius disse:

    eu sempre simpatizei com a banda, porque eles estavam sempre ali tocando como quem não se levava a sério.gostava das musicas, mas não era uma banda que eu era fã. mas desse disco gostei muito, já tá há dias no mp3! viciei em rope!
    bj

  • 13 de julho de 2011 às 8:16
    Currículo Musical, Jimi Hendrix e Feliz dia do Rock | Gatos e Cérebros disse:

    [...] é desses que realmente são dignos de trilha sonora pra acompanhar momentos assim. Como eu disse no post do Foo Fighters uns dias atrás aqui no blog, minha orelha anda me surpreendendo e eu ando quebrando a cara sozinha com meus tristes [...]

Deixe seu comentário




(*)campos obrigatórios.

eXTReMe Tracker