23
out
2010

Ben Templesmith é conhecido do pessoal que gosta de quadrinhos. Se tornou popular depois de trabalhar com Warren Ellis em uma publicação da Image chamada Fell e seu trabalho mais renomado é o de 30 dias de Noite, história que também foi contada no cinema em 2007. O ilustrador australiano foi indicado a vários prêmios Eisner, mas ainda não ganhou nenhum. Atualmente está trabalhando sozinho em Wormwood, com roteiro e ilustrações.

Seu estilo é muito único, dá pra reconhecer de longe. Suas ilustrações são bem goth, como ele mesmo costuma descrever, e tem um tom violento, agressivo. Seus traços são limpos, mas as ilustrações ficam perturbadoras mesmo com a escolha das cores fortes que ele usa nas aquarelas. Um trabalho agressivo e as vezes até meio desesperador.

Artista da Semana - Ben Templesmith

Veja o site do moço aqui.

29
ago
2010

Acho que, apesar de ter sido fã de mangás durante boa parte da minha vida, eu falei poucas vezes sobre o assunto aqui. E entre essas poucas vezes está o review do Abara #1.

Eu, que não tinha entendido lhufas da história do mangá, não fui muito atrás pra conhecer detalhes a fundo do autor ou a opinião de outras pessoas. Mas um comentário me fez querer saber mais sobre a o autor, Tsutomu Nihei.

Ele é um escritor e ilustrador japonês que prioriza o conceito cyberpunk nos cenários, nos figurinos e suas histórias em geral não se desenvolvem de forma simples de entender. Talvez nem sejam feitas pra isso. Ele também é autor de outras HQs conhecidas na Europa: Blame!, NOiSE e Biomega. Blame! fez bastante sucesso na Alemanha e chegou a criar um pequeno grupo de fãs.

No caso de Abara #2 é fácil perceber o estilo de Tsutomu. Aqui nós vemos mais elementos cyberpunk: mais fortes do que no primeiro volume: os figurinos dos personagens, uma certa tecnologia primitiva fora de controle e uma cidade vivendo destruição plena.

Abara nº2

Algumas pontas da hisstória são amarradas: entendemos realmente quais são as finalidades dos Gaunas, tanto o branco quanto o negro, e também descobrimos quais são as ligações entre os personagens, que começaram sem explicação. Nada além disso. O que vemos mais é um belíssimo e exótico traço contanto o fim do mundo de um jeito agressivo.

Por fim, acho que Abara é um belo mangá para admirar realmente a arte: os seres estranhos, que lembram robôs, demônios e alienigenas, são cheios de detalhes incríveis. Vale o destaque para o cenário também, que tem vida própria.

Título: Abara
Volume: 2
Valor: R$9,90

Compre Abara #2 no site da Panini

6
set
2010

Imagine se a arte fosse uma arma poderosa e letal de destruição, capaz de abrir os portais do Inferno.

Legião de Salvador Sanz

A HQ Legião, do roteirista argentino Salvador Sanz, foi lançada em 2006 e usa essa premissa fantástica e transforma o conto em quadros desenhados de forma muito impactante. Tudo se passa em Bueno Aires mostrando as vidas paralelas de Blue e Felix. Ela é artista plástica e descobriu uma nova cor, chamada Ultramá, e ele, que é guitarrista, usa uma camiseta do Venom e passa 24 horas seguidas tocando guitarra sem perceber. Ambos despertam, sem saber, Legião: um demônio sedento por sangue e completamente ávido por arte e destruição.

Depois de diveros acontecimentos bizarros, o que inclui sacos de cadáveres, chuva de sangue e elefantes mortos, Blue, Felix e mais dois companheiros seguem uma jornada sem muita saída, afinal eles descobrem que são peças chaves para o fim do mundo.

Legião é SENSACIONAL. Eu já li umas 15 vezes e é umas das melhores histórias de terror em volume único que já li. É tudo muito forte e impactante, não é aconselhável para corações fracos. É uma ótima compilação de horror, e apesar de ser um volume único e ser sensacional mesmo assim, acho que caberia sim ser escrito um segundo volume com o desfecho da história. Da vontade de saber o que acontece depois.

Legião de Salvador Sanz

Infelizmente não soube se Legião foi lançada aqui no Brasil pra poder passar um link de compra nas nossas lojas nacionais, mas eu já vi na Amazon em inglês. Não me peçam links de downloads de scans por aqui, já que o único intuito deste blog é divulgar o trabalho do artista com as resenhas ok?

Se vocês tiverem qualquer dúvida, é só mandar um email para gatosecerebros@gmail.com

Obrigada ao @AudaciJr que deu a dica :)

6
set
2010

Demorou pra falar de mangás aqui né? Pois é meu amigo, foi por causa deles que eu comecei a ler Sandman, então nunca subestime o poder dos desenhos japoneses.

Já havia algum tempo que eu não comprava mangás. Só que em uma ida a uma banca de jornal (isso é sempre tão perigoso, saio pobre sempre) eu me deparei com a capa de Abara. Como eu gosto de mangás que não são fofos! Sempre são subestimados, mas são os melhores, veja Éden e Monster por exemplo.

Olha só o porque eu me interessei logo de cara:

Abara

Não é pra amar? <3

Enfim, comprei no ato e fui lendo direto. A conclusão que eu cheguei foi um grande WTF.

Em um lugar com uma geografia completamente bizarra, uma cidade se desenvolve acima de algo que é muito mais do que um monte de relevos e montanhas exóticas. Já de ínicio vemos uma pessoa procurando o serviço precário de atendimento para ser atendido com urgência. Sua mão não para de se mexer involuntáriamente. E daí começam a acontecer diversas manifestações de Gaunas pela cidade. Gaunas são criaturas antigas envoltas por um tipo de carapaça inexplicavel.

Gauna Branco - Abara

Isto é um Gauna Branco

A trama corre em volta da Kegenryou (organização vigilante especializada em controlar Gaunas) e seus agentes, o departamento de segurança nacional e de seres estranhos soltos pela cidade. O grande problema desses Gaunas é que eles comem pessoas, muitasao mesmo tempo. Aparentemente estão tentando esconder a todo custo aexistenciadosgaunas, mas como alguns civis se tornaram involuntariamente começa a ficar difícil.

Há uma diferença entre essas criaturas: existem Gaunas brancos e negros, e não entendi nadada diferença entre eles. Talvez no segundo volume seja melhor explicado.

O roteirista e desenhista desse mangá, o Tsutomu Nihei, realmente fezalgo muito denso nas ilustrações. As perspectivas da cidade são incríveis por ter muitos prédios e poços, mas as cenas de batalha dos Gaunas ficam muito difíceis de entender por causa dos milhares de detalhes e da intensa utilização do preto.

Bom, eu ainda quero ler o segundo volume mas eu não entedi quase nada ainda.

6
set
2010

Que o cinema anda meio sem aquela criatividade que tinha algumas décadas atrás a gente sabe, e faz tempo. A única coisa que eu ainda não entendi é a insistencia de ressucitar coisas antigas e trazer pro nosso tempo. Claro que determinados casos são super válidos: não havia técnologia suficiente pra executar determinadas idéias. Mas no caso dos filmes de terror e de horror nós estamos beirando um colapso. A melhor franquia que temos hoje em dia é Jogos Mortais, e isso me preocupa.

O reboot de A Hora do Pesadelo trouxe as nossas vistas novamente a história original de Freddy, aquele flamenguista doente da cabeça que segura uma foice, e conta como tudo aconteceu. Não vou ser hipócrita e dizer “sou fã desde criancinha” porque não é verdade. Acho que vi algumas vezes os filmes do Krueger mas nenhum deles me marcou a memória o suficiente pra prolongar meu lado de fã. Logo posso dizer que eu não vi o primeiro filme da franquia. Mas todo mundo conhece a história desse champs que invade os sonhos de suas vitimas e as mata lá dentro mesmo.

Esse reboot tem o roteiro clássico, igual ao reboot do filme Lobisomem (que saiu esse ano, por sinal). Portanto não tem nada de surpreendente, principalmente se você quer buscar algo fresco e cheio de idéias pra ver.

A Hora do Pesadelo

Mas olhando pelo lado de releitura, que ultimamente quer porque quer estar mais perto do real do que nunca, A Hora do Pesadelo de 2010 é mediano. Pra ser sincera o que salva é a essência doente do protagonista, interpretado muitíssimo bem pelo meu querido Rorschach, Jackie Earle Haley, que sempre esteve ali. Ainda mais porque eu não sabia que ele era tão malvado assim, e que crianças não se dão nada bem perto dele.

Os adolescentes da trama cumprem aquela função de sempre em filmes de terror: são assassinados enquanto estão tentando espantar o sono enquanto estão vivendo seu dia a dia dentro da sua teia romântica babaca. As atuações são fraquinhas, na hora das revelações as caras e bocas não são muito convincentes, apesar de gostar muito da mocinha do filme ser mais badass que vários dos meninos ali. O núcleo adulto, os pais desses adolescentes se mostram extremamente imbecis e era principalmente nessas horas que eu me lembrava de que estava no cinema, de tão irreal. Pois é.

Não há muito mais o que dizer. É mais do mesmo e a gente ainda vai ver muito mais disso por aí.

6
set
2010

Sabe, eu gosto do Marilyn Manson exatamente por ele ter o dom de transformar coisas nojentas, bizarras e não convêncionais em arte, e em algo belo (aos olhos de quem talvez consiga entender um pouco dessa loucura). Uma das provas é o clipe de Long Hard Road Out Of Hell, um clipe maravilhoso, cheio de coisas estranhas e ao mesmo tempo muito lindo.

Phantasmagoria: The Visions of Lewis Carroll

E claro que esse estilo peculiar dele iria pro seu novo projeto Phantasmagoria: The Visions of Lewis Carroll. Muita gente acha que é a versão do filme de Alice aos olhos de Manson, mas na veradade trata-se da visão de Manson sobre a loucura de Lewis Carrol.

Não sei se vocês sabem, mas consta que Lewis tinha uma grande atração pelo universo infantil feminino, tanto que Alice é um livro inspirado em histórias contadas para algumas meninas em um passeio a tarde (uma delas se chamava Alice). Além disso, alguns trabalhos de Lewis também envolviam fotografias e ilustrações de meninas nuas. Bem estranho. Mas o ponto alto mesmo é o livro chamado Cartas às suas Amiguinhas que conta a intimidade que teve com essas meninas.

Aí justamente o Marilyn Manson resolve ilustrar essa relação meio doida de Lewis com o mundo. Olha só o trailer desse filme, mas só se você for maior de 18 anos.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=nsnVN6QnW-4]

Quer dizer, por aí vem muita bizarrice, daquelas que seus pais ficariam extremamente assustados. Aí é que a coisa fica boa. HAHAHAH.

A atriz que faz a Alice é a Lily Cole, e esse projeto está acontecendo desde 2006, será que agora sai?

10
set
2010

Quando a gente vai no cinema tem dias que tudo está prestes a ser um EPIC FAIL. Nunca me esqueço de quando fui assistir O Hospedeiro e e tentei entrar com um milkshake escondido na bolsa. Ok, tem dias que todo mundo dá uma emburrecida e falha. O meu livro que estava dentro da bolsa cheira a milkshake do Bobs’ até hoje. Assim como quando fui ver Halloween – o início: o filme é uma MERDA (a versão do cinema é editada, não vi o filme completo) e a pipoca estava sem sal e fria. Posso citar também a minha ida ao cinema 3d pra ver Avatar, falei mais sobre isso nesse post aqui. EPIC FAIL.

No último domingo não aconteceu nenhum Epic Fail comparado a esses outros, mas a enxaqueca desgraçada que me deu não vai me ajudar a descrever esse filme com bons olhos.

Quando lançam um filme que faz sucesso e tem uma receita diferente e na medida do que o público em geral acredita ser bom (agradeçam o “acredita” a saga Crepúsculo), o que se nota, lógico, é uma tendência desvairada pra copiar essa receita. E pior: tentam inventar coisas e remodelar o original, o que se torna uma grande e miseravel falha.

Vírus (Carriers) é um exemplo típico de filme que sai diretamente da fábrica de filmes express (ou pelo menos parece que vem da mesma safra). Zombieland foi em geral um sucesso de crítica, e Virus foi sua cópia mal feita.

O filme conta a história de dois casais viajando juntos rumo ao litoral americano em meio a devastação de um virus mortal. Eles tentam seguir as regras a risca, mas ao mesmo tempo se divertir. Entretando um monte de percalços no meio do caminho frustram alguns planos e acabam infectando alguns deles. Resumindo: é um Zombieland TRISTE DEMAIS. Muito enfático nas relações pessoais, nos segredos e em tudo aquilo que é desconfortavel e triste. Ao mesmo tempo eles tentam se divertir horrores, mas é tão miserável e tão forçado. Sem falar na mudança de comportamente e em tudo o que eles fazem no meio do caminho e a falta de um desfecho que tenha algum sentido.

Sou bonito?

Um filme que leva o fim do mundo desse jeito triste mas que tenta ser descontraído não passa de uma forçação de barra imensa. Mas devo dizer que pelo menos uns bons sustos eu levei e tapei minha cara em algumas cenas de tensão. Acho que é o ponto alto do filme, por incrível que pareça. As atuações não são nada demais, mas cumprem o seu papel em frente ao filme que… bem não é tão legal a ponto de destacar qualquer um deles. De resto não acredito que agregue nada novo pra quem estiver confortavelmente sentado na sua poltrona…

Se você não tiver nenhuma opção, vá em frente. ;)

Larissa Palmieri
3
set
2010

Alex Pardee é um ilustrador americano que vive na Bay Area, literalmente visceral por ser fã de filmes de horror. Suas ilustrações o salvaram da depressão, e seu talento conquistou espaço no cinema, nas artes promocionais dos filmes com Ingorious Basterds e Sucker Punch (próximo filme de Zack Snyder). A coisa que me deixa mais admirada nele é como ele mistura cores suaves e vivas a ilustrações grotescas. coisa linda.

Veja mais no blog dele: http://eyesuckink.blogspot.com/

6
dez
2009

Eu quase lambi o chão jurando que não ia ver esse filme.

Enfim, hoje eu fui ao cinema para ver 2012, mas como eu e o Gu sempre temos o relógio torto e chegamos atrasados, a sessão do cinema já havia começado. A próxima disponível era Atividade Paranormal. Eu me conformei ali, sabia que não tinha escapatória e decidi me jogar no abismo e ver esse filme.

Bom, estavamos atrasados pra essa sessão também e quando a gente chegou, o filme já tinha começado. Mas não perdi muita coisa importante, só o fato mesmo de que um casal resolve filmar seu próprio quarto a noite por ouvir barulhos e coisas do genero.

Bom, eu ME CAGO DE MEDO tenho certos problemas com filmes que abordam esse tipo de assunto em geral, e Atividade Paranormal tem o adicional de ser handmade. Cameras de mão: fazendo você ter ataques em cinemas desde a Bruxa de Blair. Enfim.

Eu confesso que em muitas cenas do filme minha mão estava na cara, porque eu não queria ver, mas dentro do possível e de forma racional eu vou tentar falar sobre o filme em si.

O que eu pude perceber nas cenas normais, como em alguns outros filmes de camera de mão (vide Cloverfield), tem umas cenas bem fakes, com enquadramentos tão lindos que não teriam sido feitos sem serem planejadas. E não me venham dizer que o cara fazia de proposito, ainda mais em alguma circunstâncias.

Outra coisa que me incomodou um pouco foi a burrice do casal em determinadas partes. Com um pouco de instrução você saberia que um tabuleiro de Ouija é ridiculamente perigoso, ainda mais para conversar com um capetinha. E mesmo se eles não soubessem, foi absolutamente ignorado o conselho dado pelo “pastor”. A Katie ainda parecia ter um resquício de bom senso, mas o Micah… ai ai. Menino burro demais inocente. E tem uma série de coisas no enredo que não fazem sentido, sem falar que eu mesma JAMAIS teria a coragem de enfrentar uma entidade maligna que nem os dois fizeram. NO WAY. Dificilmente alguém faria igual.

Em relação as cenas de tensão, mesmo sendo previsíveis e a partir de determinada hora do filme você saber que vai dar merda, eu não consigo lidar com isso. Dá simplesmente pavor de pensar em alguém que fica parado 3 horas seguidas te olhando dormir (ps. eu não deveria falar sobre isso antes de dormir, como agora.). Imagina todo o resto. O Gustavo, que estava do meu lado e não é tão cagão quanto eu, ficou com cara de paisagem e nem achou o filme tão assustador. Quem me dera ter esse estomago todo.

Então meu filho, se você tem a coragem e a força de ver coisas sobrenaturais que não são bacanas acontecendo (não é meu caso, beijos) dentro de um sobrado, boa sorte. Eu me assustei MUITO e estou com medo de dormir.

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Larissa Palmieri
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