10
ago
2011

Claro que há uma grande porção de idolatria neste post, mas é claro que eu tenho que compartilhar com vocês tudo isso.

Se você tiver a oportunidade de ler The Invisibles do Grant Morrison, Watchmen e V de Vingança do Alan MooreSandman de Neil Gaiman, vai entender como todas essas histórias, e muitas outras, foram desenvolvidas em uma cenário cultural extremamente específico e complexo. É claro que nisso estão trilhas sonoras e músicas extremamente marcantes. Os gênios também são apaixonados por música e evidentemente deixaram isso bem claro em suas obras.

Grant-Morrison tocando violão

O que pode supreeender você é que eles não apreciam somente a música. Eles também tocam, cantam, enfim. Pelo menos tentam. Preparado pra uma explosão mental? Muito bem.

Grant Morrison cantando e tocando violão na Meltdown Comics (28/7/11)

Esse post é culpa dele. Sério, essa apresentação recente do Grant Morrison cantando uma música que ele mesmo recebeu do John Lennon num ritual de magia (segundo ele) só pode ser um grande mindfuck. Tudo aconteceu num encontro do escritor com os fãs no fim do mês passado e, segundo a descrição do vídeo, provavelmente não vai acontecer de novo. De alguma maneira bizarra a voz dele nessa música me parece uma soma de Smashing Pumpkins e Oasis. LOL Detalhe para a presença do vocalista do My Chemical Romance, Gerard Way, que está lá e é um incrível escritor com direito a Eisner e tudo mais. Não duvide disso, leia The Umbrella Academy e me conte o que você achou depois.

Alan Moore, Downtown Joe Brown & The Retro Spankees – You Are My Asylum

Um combo de gente se juntou pra tocar e Alan Moore cantar. Óbvio, se eu soubesse tocar qualquer instrumento eu faria a mesma coisa. O encontrão aconteceu em alguma festa por aí e, poxa vida, ele não seria aprovado no American Idol mas com certeza ele já tem uma fanbase suficiente pra sustentar uma carreira até o fim da vida. Se você quiser ouvir a versão de estúdio, fique a vontade e clique aqui.

Amanda Palmer and Neil Gaiman – Jump

AHAHAHA, me identifiquei tanto, fico tão aterrorizada quanto o Neil Gaiman pra cantar em público. Pra quem não sabe ele é casado com a Amanda Palmer, vocalista do The Dresden Dolls e que agora segue fazendo shows solo por aí. Ele escreve diversas letras para ela, e com certeza ele faz isso muito melhor do que cantar.

Termino este post rindo muito. HAHAHAHAH. É muito amor no coração por esses caras.

29
out
2010

*nota da Larissa – esse post é o post de estréia do Jack no Gatos e Cérebros. Seja bem vindo :D

Frank Miller já é uma personalidade deveras conhecida no cenário dos quadrinhos, mas também já se aventurou por alguns espaços da sétima arte. Dirigiu o filme Sin City e produziu o filme de um dos personagens criados por Will Eisner, The Spirit. Ótimo que uma personalidade como Frank Miller já tenha se aventurado por essas áreas, mas e se contrário? E se alguma personalidade participasse do desenvolvimento de um comics, ou uma série de televisão fizesse parte do mundo de lápis e tintas? E assim, podemos apresentar os dois novos envolvidos nesse mundo colorido (nada relacionado a música): Wesley Snipes e Thomas Janes.

Recentemente na ComicCon em São Diego, evento de quadrinhos/cultura pop e seus derivados , muito se ouviu sobre possíveis anúncios de lançamentos  e pouco se viu sobre sobre aquilo que estava em segundo plano, novos envolvidos e novas frentes dos quadrinhos. Mas alguns destaques valem a pena serem citados, principalmente pela coragem e determinação na produção dessas novas obras.

O lançamento da aclamada série True Blood (é possível dar uma espiada clicando aqui) virou história em quadrinhos, Wesley Snipes lançou o After Dark (quadrinhos onde teve a participação do diretor Antoine Fuqua) e Thomas Jane (o melhor Frank Castle que já vi nos filmes) lançou o Bad Planet junto com a RAW Entertainment.

Entre eles, o mais provável que possa se ter um sucesso digno, é o de Thomas Jane, já que ele classificou esse projeto de comics como sendo algo muito especial, que ‘seria uma forma de retribuir o que os quadrinhos reprentaram a ele na infância’. Interessante como nasce o desejo de fazer algo criativo e bacana. E outra coisa que chama muito a atenção é o roteirista, Steve Niles. Roteirista de Fell, Aberrações e outras graphic novels muito bacanas, Steve Niles tem como marca o suspense e o desenrolar de suas estórias (ou histórias, se preferir) .

Já After Dark possui uma temática um pouco ambiciosa e relativamente comum, onde o mundo (que se encontra futuro) está em um caos e usa alguns elementos militares para abordar a evolução da estória (se não fosse pelo fator futurista, iria dizer que lembra mundo o mundo real).

Diferentemente dessas novas empreitadas, alguns anos atrás tivemos algumas tentativas frustradas, como Buffy e Star Wars, pelo menos em território tupiniquim não deram muito certo (Quem teve a coragem de ler Buffy levanta a mão!).

Outra comics que chamou muito a atenção por se retratar de uma história bem famosa é a série Torre Negra de Stephen King, que infelizmente também não deu muito certo nos cenários envolvidos por tintas e quadros.

E ai, o que acham dessas envestidas? Caso tenha alguma que não foi citada, favor cite-as, afinal de contas o post nada mais é do que o inicio de um assunto, não o término ;)

1
set
2010

Continuando com os pré acontecimentos da saga A Noite Mais Densa, hoje é dia de conhecer um pouco o que vai acontecer antes do grande momento do Universo DC esse ano aqui no Brasil.

E aqui, oficialmente, nos encontramos no início de toda a saga da Noite mais Densa: vamos conhecer a vida e a motivação de William Hand, o Mão Negra e primeiro Lanterna Negro, a se juntar as forças da escuridão e se tornar a peça chave de uma das sagas mais significativas da DC Comics nos últimos anos.

Lanterna Verde #23

Na edição anterior uma bateria negra foi encontrada no setor espacial 666 por dois Lanternas. Dentro desta bateria contavam os restos do Antimotor, mas antes de conseguir fazer qualquer coisa algo aterrorizante começa a acontecer, espantando os dois. Em Lanterna Verde #23 começamos a ver os primeiros propósitos e os primeiros fragmentos da Profecia de Oa se realizando. Aqui vamos conhecer a história de William Hand, o Mão Negra.

O Mão Negra teve uma história não muito expressiva durante seus anos de existência, e aqui finalmente há uma justificativa e um passado convincente para o rapaz, que será o grande vilão daqui pra frente. Ele, filho do meio de uma família que possui um mortuário para preparação de mortos para o enterro, convive com a morte desde criança e se sente atraído por ela desde que consegue se lembrar. Descobrimos como tudo funciona e quais são suas razões para ter se tornado o Mão Negra – até o símbolo dos Lanternas Negros está intimamente ligado a história de Hand.

Mão NegraSente o perigo

Com um desfecho maravilhoso, frio, impiedoso, temos a chance de entender quem está auxiliando a escuridão a formar a sua tropa de Lanternas Negros e finalmente esperar pelo pior e pelo mais bizarro possível.

O Bravo e o Audaz #29

Na série de contos dos heróis da DC, quem vemos desta vez é o Batman vivendo uma situação bem interessante. Aqui, Batman tem que lidar com um ser estranho chamado de Irmão Poder, que reapareceu na cidade entre escombros de uma velha loja e brinquedos abandonada. Ele, que tem a parencia de ser um boneco com vida própria, acredita viver ainda nos anos 60. mas nem tudo é fácil para o Irmão Poder, que finalmente se dá conta que está em 2009 e relembra de tudo o que aconteceu anteriormente, tanto na sua vida pessoal quanto na sociedade em que vivia. Ele se sente motivado a lutar contra o crime também. É nessa hora que Batman e ele se cruzam, cada um estranhando o terreno desconhecido de suas vidas.

O Bravo e o Audaz #30 – O Verde e o Dourado

Esta história entre o Homem Dourado e o Lanterna Verde é linda. O Homem Dourado vê a execução de um Homem Cinza mal sucedido e se questiona de sua importância no mundo e o que seria de sua vida no final. Ao fim, descobrimos que ele aproveitou uma oportunidade para ajudar Hal Jordan em um planeta deserto e longe da bateria verde para descobrir o que havia lhe acontecido no fim da vida, mas a lição final é muito mais bonita.

Os dois contos de O Bravo e o Audaz tem roteiro do J. Michael Straczynsky e arte de Jesús Saiz.

Você pode comprar a revista no site da Panini

1
set
2010

Este incrível ilustrador de quadrinhos, com trabalhos feitos para a DC e Vertigo, é uuma mente inquieta. Além do trabalho bem cartunesco, que não se aproxima tanto do realismo e nem por isso deixa de ser serious business, ele também se diverte bas horas vagas desenhando pinups com suas heroínas preferidas e adaptando posters antigos as suas idéias simples e geniais. Já desenhou o Arqueiro Verde, a Canário Negro, o Batman, Red Sonja, entre outros.

Cliff Chiang

Veja o site oficial do desenhista e delicie-se ;)

A dica é do Ambrosia

23
ago
2010

*Texto originalmete publicado no Ambrosia dia 17/08/10 – veja no link

No HQ em Pauta eu tive a feliz oportunidade de conhecer trabalhos de ótimos artistas nacionais. É uma briga pessoal com a minha própria cabeça, que costuma dar valor demais só pro que é de fora. Mas o Twitter e os eventos sobre o assunto fizeram a minha cabeça ser mais receptiva.

Após ver alguns comentários pela internet, tive contato pessoalmente com a premiada obra de Danilo Beyruth e ganhei um autógrafo dele no meu exemplar.

O encadernado, lançado pela HQM Editora, é uma compilação de diversas histórias rápidas lançadas de forma independente. Era tudo em formato de zine mesmo, impresso em xerox, segundo o que o próprio Danilo conta nas breves introduções de cada capítulo. Somente a última foi publicada colorida numa edição da revista Popgun #3, da editora Image.

O Necronauta é, como ele próprio define, “um salva-vidas dos mortos”. Vestido com uniforme de super-herói e usando o menor disco voador do mundo como transporte, ajuda almas perdidas entre a morte e a luz a encontrarem seus próprios caminhos. Essa é a função dele, e ele é bem versátil nessa tarefa.

O personagem é muito bacana e carismático, mesmo lidando com a morte. Ele deve ser do mesmo time da irmã mais velha do Sonho, a Morte de Sandman. Além de tudo, é um cara com espírito criativo e tem muita bravura. Mas a cereja do bolo são as análises dos problemas das pessoas que ele tem que ajudar. Há um leve humor negro que é totalmente desculpável, afinal de contas ele é o barqueiro da morte vestido de super herói.

Necronauta

As histórias, que são bem curtinhas, sintetizam a dificuldade das pessoas de encarar os problemas da vida real e como existem casos em que o remorso, o medo, a sensação de fracasso e outros sentimentos tão ruins podem bloquear a vida de um indivíduo. Estes pequenos arcos ficam cada vez melhores com o passar do tempo, e os dois últimos, mais longos e que mostram mais o mundo em que o Necronauta vive, são as minhas preferidas, há mais espaço pra desenvolver o incrível potencial do personagem. São pequenos contos de como superar problemas lembrando do que existe de bom na nossa vida.

Necronauta provavelmente é muito melhor do que eu consigo escrever. Além de ser indicado ao HQMix de 2008, a coletânea Popgun ganhou o prêmio Eisner de melhor antologia, e o Necronauta está lá.

Necronauta – Vol.1: O Soldado Assombrado e Outras Histórias
Edição Especial
Editora: HQM Editora
88 paginas
Preço: R$ 29,90
Formato: 16,5 x 24 cm

Se você quiser, pode comprar na Comix

22
ago
2010

Acho que a melhor definição para a Bienal do Livro de 2010 pra mim é: sabe o que é estar no paraíso e ser acometido por uma cegueira bem nessa hora? Foi mais ou menos o que aconteceu comigo.

Neste sábado eu tive uma rara oportunidade de conseguir ir na Bienal. Desde que me lembro, sempre acontecia alguma zica que não me permitia dar o ar da (des)graça por lá. Mas esse ano foi finalmente um breakthrough e lá fui eu, junto com meu paciente namorado. Inicialmente foi tudo bem até chegarmos perto do Anhembi. Optamos pelo estacionamento alternativo logo de cara e nem pensamos muito ou procuramos outras opções. Estacionamentos de locais de convenções como lá são extremamente caros, certa vez pagamos 25 reais em um outro local similar. O único problema é que era LONGE. Muito longe.

Os sapatos assassinos da Bienal do Livro 2010

Os assassinos. Pelo menos sapato de plástico em mim não dá chulé. Era só o que faltava também.

E aí, eu que estou cansada de ser uma menina largada e que anda de tênis o tempo todo, resolvi ir com esse sapatinho lindo que comprei. Sapatinho de plástico. Eu já havia caminhado um pouco com ele antes e não tive nenhum problema sério, mas nós estamos falando da Bienal, quilométrica. E eu andei com esse assassino de pés por muitos e muitos metros. Tive que atravessar até a passarela da avenida que beira ali, e na ida ainda estava tudo bem, na verdade boa parte foi. Apesar da entrada ser caótica e uma desorganização sem fim, o evento era muito mais do que completo. É praticamente impossível conseguir visitar tudo em um dia só. Logo de cara, após um rápida ida ao banheiro e uma rápida refeição, eu e o Gu fomos direito ao estande da Panini, e foi ali que meu pesadelo começou.

A fila quilométrica para a entrada do estande já dava o aviso do que estava acontecendo. Simplesmente um inferno. Estava super cheio em função do sucesso estrondoso da Turma da Mônica, que posso afirmar com mais certeza do que nunca que é o carro chefe da editora. E, passando por álbuns de figurinhas, mangás e tudo mais, lá atrás estava o paraíso de encadernados, a Panini Books. Me detive lá e comprei o Elektra Assassina do Frank Miller, o Guerra Civil com o Mark Millar e o Steve McNiven e alguns dos números que faltavam do meu Crise Final, que me recuso a ler se não tiver todos aqui comigo. Mas acabei de constatar que peguei o nº 2 REPETIDO. Parabéns pra mim, que não percebi que precisava de um checklist decente. Também não tinha o primeiro pra comprar. O único mangá que peguei foi o Abara #2 (fiz um post sobre o #1 aqui) pra matar a curiosidade. Mas o inferno mesmo foi na hora de pagar. Fiquei aproximadamente 1 hora numa fila assustadora e que não andava e nem terminava nunca. Foi aí que meu pé começou a doer, quase desmaiei por causa do calor e fiquei suficientemente irritada pelo resto do dia.

Comprinhas da Bienal :3

Apesar das comprinhas serem deveras satisfatórias, eu acabei nem passando na Comix, o que foi um grave erro e que poderia ser mais proveitoso. Mas na realidade eu entraria em todos os estandes se pudesse. Quem me conhece sabe que sou viciada em livros e revistas, e não poder andar numa Bienal do Livro é um pesadelo. E pensem que eu ainda tive que voltar a pé todo aquele caminho, quase chorando de ódio e de dor.

Agora só em 2012, e de tênis se possível.

Então aprenda com a minha desgraça e veja a lista de lições desse evento:

  1. Avalie todas as opções de estacionamento e condução até lá com antecedência para não sofrer depois com longas caminhadas até o local.
  2. Recarregue a bateria ou pilha da sua camera. (pois é, ainda esqueci esse detalhe)
  3. Coleciona revistas? Leve um checklist de tudo e garimpe em todas as lojas antes de efetuar uma compra final. Vale a pena, principalmente se for em lojas e sebos, não nos estandes das editoras.
  4. VÁ DE TÊNIS. Não preciso nem explicar o porquê né?
  5. Se você tiver a chance, vá durante a semana. A chance de você ter mais paz e menos filas é garantida. 
  6. Levar comida é uma opção inteligente. Se houver locais de alimentação geralmente são caros.
  7. Se você costuma comprar muitas coisas considere levar um carrinho de feira. Sofri vendo algumas pessoas carregando caixas cheias de coisas nos ombros.
  8. Preste atenção em pessoas espertas de olho na sua bolsa. Uma funcionária da limpeza viu que eu dei uma bobeada com a minha e me avisou que tinham duas pessoas roubando bolsas dentro da Bienal.

Se fod@$%!#% e aprendendo né?

1
set
2010

Ele é um ilustrador da Marvel, conehcido principalmente pelas capas e algumas sequências feitas para as revistas do Capitão América. Mitch Breitweiser é americano e seu trabalho leva uma boa dose de realismo as comics, sem perder a essência do estilo de ilustração da mídia. No caso das ilustrações sequênciais ele tem traços bem mais leves e até mesmo um pouco abstrato. Sem falar nas cores. Não sei se foi ele mesmo que coloriu, mas o trabalho é lindo e tem muita harmonia.

Mitch Breitweiser

Visite o site dele pra mais informações

Vi no Abduzeedo

17
ago
2010

WAIT

Peraí, eu entendi direito?

Lanterna Branco

Como muito bem lembraram os meninos do Melhores do Mundo, foi inevitável não lembrar do Nemesis. Eu estou lendo A Noite Mais Densa somente agora, junto com os lançamentos aqui no Brasil, e consigo até imaginar o porquê Batman vai chegar a este ponto. Eu só não consigo aceitar a farofada com o Cavaleiro das Trevas, não dá pra entender ele vestido de branco D: (não é ele que brigava com qualquer um que iluminasse demais a posição onde ele estava em alguma missão que o atrapalharia. alô sensatez?) Ok, todo mundo sabe que antes ele foi alguns outros Lanternas também, mas é que branco é uma coisa meio bizarra pra mim.

Não foi divulgado nada na sinopse da Brightest Day #13 (se você é susperticioso, vai avaliando o número da edição), somente que continuam atrás do Lanterna Branco, e a imagem da capa que está no post. Mas quem sabe com uma boa justificativa eu entendo, né?

Vi em milhares de lugares, mas primeiro vi no Ambrosia. As informações e as fotos são do Robot 6

9
ago
2010

Olá meus amores, tudo certo?

Eu ando absolutamente chateada por ter que diminuir as atualizações aqui no blog, mas coisas da vida. Trabalhando muito e tal.

Enfim, a minha falta de posts fez com que eu demorasse a contar pra vocês como foi o HQ em Pauta. Sim! Eu fui no HQ em Pauta no dia 31/07 assistir alguns bate-papos sobre quadrinhos e eu nem tive tempo de dizer o quanto foi legal ainda.

HQ em Pauta

Pois bem, foi muito legal. Infelizmente só pude ir no sábado já que no domingo meu pé estava machucado devido as andanças infinitas em São Paulo (que mandou morar longe?), mas valeu bastante a pena :)

O HQ em Pauta é um evento promovido pelo editor e escritor de HQs Edson Rossatto (um cara muito gente boa e bastante atencioso) que é voltado aos profissionais e leitores de HQ. Debates sobre diversos assuntos, analises de portfólio de novos artistas por nomes renomados dos quadrinhos, filmes, etc. Tudo no mesmo lugar e em dois dias.

A primeira atração do evento foi a exibição do mini documentário “Guia rápido de como entender os quadrinhos” por Scot McCloud. É umpequeno featurette do DVD do HellBoy. Um guia interessante e uma analise rápida de como analisar os quadrinhos além do senso comum.

Depois, com os comentários do André Morelli (outra pessoa super simpática e atenciosa), o filme Rocketeer foi exibido e analisado. Um filme bonitinho e que merece uma analise mais opróxima num futuro post. Vale ressaltar que nos comentários comparativos com a HQ, o André deixou bem claro que é bem diferente do filme, então está aí mais um motivo pra ter um post só sobre o assunto.

Analisando Portfólios - Eddy Barrows e Felipe Massafera

Bom, depois disso eu fui almoçar, e quando voltei fiquei vendo um pouco o Felipe Massafera e o Eddy Barrows comentando os portfólios da galera. Épico. Olha eu ali anotando tudo o que eu consegui ouvir de válido na foto publicada na matéria da Impulso HQ.

A primeira atração da tarde foi o Spacca e seu trabalho. Eu não conhecia e me senti honrada de ver um desenhista como ele rabiscando com maestria quase na minha frente. Ele faz um trabalho muito legal de resgate das histórias do Brasil, como Santô - Santos Dumont e outras adaptações da literatura e da história do Brasil. Ele merece milhares de posts, o cara é bom demais.

No intervalo entre esse painel e o painel de HQs argentinas eu acabei conhecendo milhares de pessoas: O Emilio Baracal, o Maurício Muniz (o anfitrião que apresentou todo mundo, obrigada!), o André Morelli, o Jota Silvestre que também faz parte da organização, o Vini do Submundo Mamão e os meninos do Melhores do Mundo – Thiago Cordeiro (Bugman) e o Felipe Gomes (Change). Além disso comprei um Necronauta e ele foi autografado pelo Danilo Beyruth lá mesmo :)

Melhores do Mundo - Chamge e Bugman

E aí tivemos uma painel sobre as HQs argentinas, e foi sensacional, merece um post falando só disso e eu quero muito dizer o quanto fiquei feliz em ver a revista Fierro ser citada, além do Salvador Sanz e seu trabalho aparecer também. Fora as milhares de coisas que eu não conhecia e que merecem toda a atenção do mundo. Muito assunto, pra vários posts.

Vou detalhar mais, em breve, os temas do evento. Aliás, logo logo tem o HQ em Pauta de novo, em Janeiro, e esta blogueira que vos fala estará lá. Foi muito bom e acho que vocês devem ir também, na próxima edição. Pra terminar mais uma foto marota do evento com os meninos do MDM e o Vini, do Submundo Mamão .

Larissa Palmieri
4
ago
2010

*Este texto foi publicado no Ambrosia no dia 03/08/10

E aqui estamos num momento especial pra DC Comics no Brasil: é hora de começar a acompanhar a Noite Mais Densa, saga de maior sucesso da editora no ano de 2009 lá fora. Mas, pra acompanhar melhor eu já comecei comprando a revista Laterna Verde #22, que faz parte do Prelúdio para A Noite Mais Densa. Eu não podia deixar de ler, sinceramente. Vi tanto os sites gringos comentando bem empolgados o arco, então não podia deixar passar.

Claro, como alguém que pegou uma história ao meio, eu estou boiando em muitos aspectos. Logo já vou avisando: não acompanhava a saga do Lanterna Verde de perto, (sempre preferi o Batman) então podem ter eventuais furos de informação. Por outro lado vocês podem acompanhar o desenvolvimento de uma opinião mais pura sobre o herói e seu extenso universo, já que não tenho conceitos pré formados.

Dimensão DC – Lanterna Verde #22 foi publicada pela Panini em Julho de 2010. Na primeira parte da revista temos a terceira e a quarta parte de Agente Laranja e o Bravo e o Audaz – Na Linha de Fogo.

Lanterna Verde #22

Lantena Verde – Agente Laranja (Parte 3 e 4)

Roteiro de Geoff Johns, como sempre, e arte do brasileiro Eddy Barrows e de Philip Tan. No fim deste arco, Hal Jordan se vê preso no banquete solitário de Larfleeze, o único Lanterna Laranja. Ele, que é o único representante da avareza, prendeu o Lanterna Verde por ele estar com um anel do espectro azul, a cor que representa a Esperança. O seu desejo de ter um anel azul é avassalador, já que ele nunca havia visto. Durante as negociações com Larfleeze, descobrimos como foi a descoberta da Lanterna Laranja. Ao mesmo tempo vemos uma série de coisas acontecendo paralelamente com alguns Lanternas Verdes, com Siniestro e uma Safira-Estrela. Além disso, no fim, a Lanterna Negra finalmente é revelada a membros da Tropa dos Lanternas Verdes. É a deixa pra coisa começar a acontecer.

Aqui vemos a borda do grande caos acontecer. Pequenos atos já anunciam o que vem por aí e é bem empolgante. Pra mim foi um pouco difícil de entender algumas coisas, mas uma pesquisa no Google já me clareou vários pontos. Muito bem.

O Bravo e o Audaz – Na Linha de Fogo

Nesta história, Flash entra em um portal do tempo enquanto fazia um teste de corrida. Ele acaba parando na 2a Guerra Mundial, em meio aos Falcões Negros. Lá ele tem que decidir entre manter a identidade secreta ou servir os EUA como um cívil no serviço militar. O conto tem um final bonitinho e patriota. Roteiro de J. Michael Straczynski e arte de Jesús Saiz e Irish Mulvihill.

Ao fim das contas, trata-se de uma edição regular, mas mesmo assim é bem interessante pra entender um pouco das origens de algumas coisas. Vamos ver o que vem mais por aí.

Você pode comprar no próprio site da Panini

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