27
jul
2010

Continuando a nova saga de Mark Millar, vamos falar de Nemesis #2. Se você quer saber mais detalhes sobre o primeiro projeto do pós Kick Ass escritor basta ver esse post aqui.

Vendo o primeiro número eu não me empolguei muito não. Infelizmente fiquei com aquela impressão de que o Millar começou a escrever o quadrinho já pensando em uma futura adaptação pra cinema, e isso não funciona. Aliás, vale a pena pensar nisso em relação a outros casos: já pararam pra pensar quantos escritores acabaram corrompidos pelos holofotes do cinema? Chega a ser assustador. Os meus escritores favoritos, em grande parte, acabam se acomodando na mesma fórmula de sempre porque é confortável.

Nemesis #2

No caso de Nemesis #2 acho que a entrega do ouro foi muito precoce. Uma das coisas que eu imaginava que seria a chave final de toda a história já é revelada pelo próprio vilão e é deduzida facilmente pelo seu alvo. A trama acaba se focando demais na ação e pouco no mistério. Na versão traduzida também acaba se perdendo um pouco das charadas que Nemesis faz em algumas cenas, mas não é isso o que incomoda mais.

Nemesis é uma HQ megalomaniaca, cheia de vontade de ser grande e de fazer coisas grandes demais. Isso não seria um problema se tudo fosse minuciosamente amarrado, mas a justificativa é simplista demais, pra não falar inexistente e a coisa toda acaba perdendo a mão. Nemesis seria uma ótima personagem pra explorar se isso fosse feito com mais calma. Ansiedade demais não funciona.

Podemos dizer que Nemesis é o caça níquel após Kick Ass, e só uma reviravolta vai fazer com que eu acompanhe até o fim.

Nemesis ainda não saiu no Brasil, mas você acha pela interwebs pra ler.

24
jul
2010

*Este artigo foi escrito para o site Ambrosia no dia 18/07/2010 – veja no link

Está cansado de histórias de heroísmo épico?  Não aguenta mais a ficção do jeito certinho que a Disney gosta de  mostrar? Então eu peço que você se atente bastante ao que temos no post  de hoje. Vamos conhecer a primeira manifestação livre de super heróis de cuecas sobre as calças de Warren Ellis. Prepare-se para Transmetropolitan.

Larissa Palmieri e Spider Jerusalem

Transmetropolitan é uma graphic  novel com roteiro de Warren Ellis e arte de Darick Robertson. A primeira  vez que a revista foi as bancas foi em 1997 pela editora Helix, mas  após um ano mudou de editora e foi publicada pela Vertigo até o ano de  2002. Agora, em 2010, a Panini/Vertigo está republicando a série em  encadernados, já que a editora Brainstorm parou de publica-la em 2002.

Convenientemente a Panini fez o favor de ouvir as preces de seus leitores e publicar a  série. Não acho que seja por causa da campanha #PublicaTransmet no Twitter, mas acredito que os pedidos aceleraram o processo. E hoje tenho orgulho de ter um encadernado lindo com o Spider Jerusalem na capa em  casa.

Aqui estamos falando de um universo totalmente  inusitado: Ellis nos joga no século 23, completamente caótico e  totalmente cyberpunk, sob o ponto de vista de Spider Jerusalem – um  jornalista excêntrico, sem medo de denunciar e apontar o dedo do meio na  cara de quem ele acha que está errado. Seu visual e seu estilo  jornalístico são uma homenagem ao repórter Hunther Thompson, pioneiro do estilo Gonzo (aquele em que o reporter fala em primeira pessoa, como se  fosse parte dos fatos, bem por cima).

Este  encadernado, pelo o que consta nas páginas iniciais dele, foi publicado  da mesma forma lá fora em 2008. É por isso que a introdução fica com o  igualmente doido Garth Ennis (Preacher, The Boys). Ele fala da sua  admiração por Ellis, tanto como amigo quanto como autor, e como Warren  era pessimista com o sucesso de seu debut fora do mundo dos super  heróis. Definitivamente é divertido e já te deixa mais ou menos no clima  do que vem por aí.

Spider Jerusalem

De volta às ruas -  O primeiro arco nos apresenta a vida de Spider retornando a cidade após  passar alguns anos morando isolado numa montanha. Ele, que fugiu do  mundo inteiro por atingir o ápice da fama, finalmente tem que retornar a  cidade para cumprir um contrato pendente, além de encarar o caos urbano e  o tsunami de informações de seus feeds. Uma coletânea de frases  históricas, xingamentos inimagináveis e uma beleza poética jamais  imaginada no meio de um mundo bizarro.

Em campanha – está é uma das histórias mais conhecidas de Transmetropolitan. Spider  ganha uma nova assistente e ambos vão atrás do presidente do país para  falar algumas verdades. O diálogo entre Spider e o presidente é tão  sensacional que fizeram até um  live action (que não é muito bom, mas dá pra entender o contexto).

O  que Spider assiste na TV – Depois de tanto tempo fora, Spider  precisa se atualizar e fazer uma imersão no mundo da televisão e resolve  tirar um dia só pra entender como tudo funciona, até o tédio começar a  agir e ele resolve interagir com a mídia fazendo compras e ligando para  programas ao vivo. Uma perfeita crítica ao que é certo e errado na TV,  além de mostrar que a lavagem cerebral pode atingir até os mais cultos,  se estiverem vulneráveis.

Deus vai de carona -  Spider, vestido de Jesus Cristo e sem dormir a três dias, acorda sua  assistente as 5 da manhã e começa a pesquisar sobre as novas religiões  que surgem na cidade. Ambos descobrem uma feira só sobre o assunto e vão até lá. A cena lembra aquela famosa passagem bíblica em que Jesus se  revolta e quebra tudo ao ver pessoas usando templo sagrado (ou igreja se você preferir) como mercado. É sério, pesquise no novo testamento que você vai achar.

Spider Jerusalem Jesus

Transmetropolitan trata de forma agressiva  e com palavras chulas a sociedade atual. O ponto de vista é sob os  olhos mais críticos e sinceros que já existiram no mundo dos quadrinhos,  e é impossível não gostar de Jerusalem. Warren Ellis estava inspirado  ao criar alguém tão excêntrico e com tantas coisas a dizer de forma tão  direta, chego a lembrar do Alan Moore algumas vezes de tão rabugento e doido que ele consegue ser. Mas claro que Spider só brilha por estar em um  ambiente tão caótico. Darick Robertson consegue ilustraras pessoas, a gatinha de duas cabeças e a cidade suja e totalmente errada com primor. Os detalhes fazem toda a diferença. Definitivamente idéias e arte se  misturam aqui de forma sincronizada e totalmente dentro do contexto: sujo, crítico, colorido, expressivo e sem limites. O melhor de tudo é perceber que o futuro criado por Ellis quase chegou: os feeds no notebook e em aparelhos portáteis já existem.

Não duvido nada que nós viveremos assim em 2050, desse jeito totalmente Transmetropolitan.

20
jul
2010

Pra quem não sabe, A Pro é mais um devaneio de Garth Ennis, escritor totalmente anti-heróis, ilustrada por Amanda Conner e colorida por Jimmy Palmiotti. Essa HQ foi lançada pela Devir aqui no Brasil e é a coisa mais absurda possível. O argumento é simplesmente “E se uma prostituta recebesse superpoderes?”. Eu ainda não li, mas já dá pra ter uma idéia do teor da coisa graças ao cartoon feito pelo estúdio do Palmiotti e do estúdio Titmouse, que transformou a graphic novel em animação.

NÃO ASSISTA SE VOCÊ FOR MENOR DE 18 ANOS! (eu avisei)

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=ISeFImgN7OA]

Caso tirem do ar, só acessar o vídeo por aqui.

Tem maneira melhor que destruir os seus conceitos sobre a Liga da Justiça? NO WAY. Simplesmente sensacional.

Você pode comprar A Pro na Liga HQ

Via IO9 e via Omelete

10
jul
2010

Crossovers desses universos são sempre surpresas, sejam boas ou ruins. Mas juro que nunca imaginei uma conversa entre esse dois: Lex Luthor e a Morte.

Lex Luthor e Morte

O grande inimigo do Superman vai trocar uma idéia com a Morte, perpetuo de Sandman e irmã mais velha do Sonho. Me parece bem divertido isso, pois a chance de dar errado é muito grande. Se der certo ainda assim acho que não vai ser nada demais, mas como provavelmente isso não vai acontecer pelo menos a gente vê a Morte nos traços do David Finch. A edição está em desenvolvimento pelo escritor Paul Cornell.

Essa edição só sai em Outubro lá nos EUA na Action Comics e tudo isso tem a aprovação do Neil Gaiman. Mas não é a primeira vez que o universo Vertigo se encontra com o Universo DC. O Sonho já apareceu em Os Melhores do Mundo nº 26, lançado em 99 aqui no Brasil pela editora Abril.

Vi a notícia no SOC! TUM! POW!

7
jul
2010

E na distante cidade de Columbia, Tennesse, nos Estados Unidos, aquela realidade mindfuck de Kick Ass realmente saiu dos quadrinhos. Tem um campeão de identidade desconhecida que se auto denomina The Viper fazendo justiça com as próprias mãos, dois porretes e suas estrelas ninjas. Dizem que pelo perfil se trata de um estudante de 20 anos que é fã de história em quadrinhos, e que seu único desejo é fazer justiça dentro de roupas apertadas – lolwut.

Você não tá acreditando em mim ainda né? Então dá um play nessa bagaça.

http://player.redlasso.com/redlasso_player_b1b_deploy.swf

SENSACIONAL! Eu não tenho nem palavras. AHAHAHA.

Vi isso no Bleeding Cool e só por isso meu dia valeu a pena.

Larissa Palmieri
4
jul
2010

Estamos de volta com a melhor história de vampiros de verdade dos últimos tempos! Afinal, em final de semana de estréia de Eclipse eu preciso salvar vocês com um pouco de sangue de verdade e de maldade vampírica no coração, certo?

A segunda edição de American Vampire traz algumas explicações de tudo aqui que nós vimos na primeira, então vamos por partes, já que é assim que a HQ se divide.

Estrela da Manhã

American Vampire #2 - Pearl

No início temos temos nossa heroína Pearl finalmente encontrada após ser devorada por um bando de vampiros famintos, mas que a jogaram viva em uma vala. Logo ela é encontrada, em frangalhos por seus amigos e é levada ao hospital, onde é dada como morta. Mas claro que nosso estimado vampiro canalha Skinner Sweet vem ao seu auxílio para que sua morte não seja assim tão em vão. É a partir daí que temos uma nova faceta da moça, interessantíssima diga-se de passagem. Gosto de ver esse tipo de transformação, que por mais que seja previsível não deixa de ser uma delícia de assistir. Sabe Bela, a Feia ficando bonita? A mesma coisa só que de forma muito mais construtiva e educativa. Ao final, Skinner deixa para ela um prato cheio de enigmas para serem respondidos e um presente inesquecível.

Água Profundas

American Vampire #2 - Skinner Sweet

Já na trajetória de Skinner Sweet, contada por quem viu a hitória dele de perto, descobrimos como ele se safou da própria morte após anos adormecido e afogado em seu caixão e como a vida do homem que o prendeu, James Book e como todo o ocorrido da história afetou a sua vida e o tornou um homem mais frio. Vejo uma bela briga vindo por aí :D Uma outra coisa que me empolga é entender o porque Skinner é do jeito que é e quais são as suas intenções para finalmente entendermos todo o universo de American Vampire. Mas são paralelos bem interessantes que com certeza vão se ligar no final.

Ok, devo confessar que a parte da Pearl é a que gosto mais. Talvez a narração do velhinho, contando a história de Skinner me deixe um pouco entediada, mas a essência em si é cruel e deve ser devidamente apreciada, cada gotinha de sangue perdida :) QUERO MAIS DOCE, cadê a próxima revista?

6
set
2010

A princípio eu odiei a escolha do ator escolhido para ser o novo Homem Aranha. Mas foi muito pelo fato de não ir com a cara dele, eu estava ignorando todos os outros fatores num momento simples de desgosto porque não “bateu o santo”. Tô acostumada demais com o Tobey Maguire no papel? Não sei. Mas aí o Bleeding Cool, em sua excelência incrível de cavocar os arquivos e fazer comparações me surpreendeu com essas fotos.

Andrew Garfield e Steve Ditko

O ator é o Andrew Garfield e o Peter Parker foi desenhado pelo Steve Ditko. Poxa, achei parecido, e vocês? Já ganhou um ponto comigo. Agora só falta entrar no regime militar pra ficar fortinho como o Chris Hemsworth fez pra Thor, afinal de contas o Peter Parker é bobo mas não é um franguinho. /aloka

6
set
2010

Então, a gente sabe que o uniforme de um super herói está diretamente ligado a sua personalidade e aos seus talentos heróicos. Foram poucas vezes que eu vi mudanças significativas (ou que na verdade eu tenha reparado nisso), mas é impossível deixar de comentar na repaginada de visual que a Mulher Maravilha ganhou do roteirista J. Michael Straczynski e do desenhista Jim Lee. No blog Gibizada, aonde eu vi a notícia, existe um comparativo interessante de quase todos os 70 anos dos uniformes da heroína. Engraçado, resolveram tapar ela inteira agora, em 2010.

Claro, eu não acompanho as revistas da Mulher Maravilha, e pode ser que exista um contexto pra essa transformação. Mas não ficou bonito. Existem milhares de formas de fazer um redesign de uniforme, e essa não me pareceu a mais acertada. Mas quem olha de fora acha que resolveram tapar as pernas e os braços com calças e uma jaquetinha jeans. Senhoras de 70 anos devem cobrir o corpo pra serem respeitáveis. /sarcasmo (oi?)

Mas, na verdade, essa foi a gota d’água pra mim em uma série de notícias que venho lendo desde ontem em diversos sites: a sindrome do politicamente correto. Não que seja o caso exatamente do novo uniforme, mas coisas como a Marvel proibir Mark Millar de inserir aparições de cigarros em suas páginas, uma capa dupla de Conan ser censurada por ser extremamente violenta me faz pensar:

Vocês estão querendo proteger o mundo do que?

Cada dia mais vemos censuras em elementos chave de personagens e enredos em diversos tipos de mídia, e que acabam descaracterizando a ideia original que foi escrita. Não quero fazer apologia a nenhum tipo de substância ou hábito, mesmo porque eu não fumo, por exemplo. A questão é que estão tentando barrar algo que o próprio mundo não consegue esconder sozinho.

Pensa: ao mesmo tempo que a imprensa faz questão de mostrar que adolescentes que fazem parte do elenco de coisas como Rebelde, High School Musical, Hannah Montana, são completamente sexualizados e tem um comportamento que chega a ser desvairado perto dos padrões bonitinhos da sociedade, as empresas de entretenimento começaram a criar contos de fadas aonde eles não cabem. É pra tapar o sol com a peneira né?

A questão é a seguinte: se as gerações anteriores (anos 60, 70 e 80, principalmente), tocaram o foda-se no mundo não é problema de quem nasceu e viveu depois. Mas a gente acredita que a experiência leva a sabedoria, então porque RAIOS a sociedade quer esconder a sujeira embaixo do tapete? Vocês realmente querem fazer de conta que nada aconteceu nesse mundo quando nós não estavamos aqui ainda? Vocês acham que não há rastros desse passado? Olha só o resultado aparecendo na mídia, basta abrir o EGO e ler.

O mundo é sujo, doente e vazio e ele é belo por causa disso. É dele que vem a inspiração pra tantas histórias que pessoas que não tem medo de mostrar o lado podre adoram escrever. E cada um tem o direito de fazer a sua própria estrada, sem fazer de conta que está tudo bem. Me dá nojo esse tipo de medida paliativa pra gente achar que vai ficar tudo bem. * revoltay *

Tô aqui de olho nos próximos capítulos dessa saga fadada ao fracasso de tentar moralizar uma sociedade que já ergueu o tapete e descobriu a porta do porão :) 

ps. não consegui fazer esse post em condições normais, já que eu estou de tpm. um abraço aos hormônios envolvidos.

6
set
2010

Imagine se a arte fosse uma arma poderosa e letal de destruição, capaz de abrir os portais do Inferno.

Legião de Salvador Sanz

A HQ Legião, do roteirista argentino Salvador Sanz, foi lançada em 2006 e usa essa premissa fantástica e transforma o conto em quadros desenhados de forma muito impactante. Tudo se passa em Bueno Aires mostrando as vidas paralelas de Blue e Felix. Ela é artista plástica e descobriu uma nova cor, chamada Ultramá, e ele, que é guitarrista, usa uma camiseta do Venom e passa 24 horas seguidas tocando guitarra sem perceber. Ambos despertam, sem saber, Legião: um demônio sedento por sangue e completamente ávido por arte e destruição.

Depois de diveros acontecimentos bizarros, o que inclui sacos de cadáveres, chuva de sangue e elefantes mortos, Blue, Felix e mais dois companheiros seguem uma jornada sem muita saída, afinal eles descobrem que são peças chaves para o fim do mundo.

Legião é SENSACIONAL. Eu já li umas 15 vezes e é umas das melhores histórias de terror em volume único que já li. É tudo muito forte e impactante, não é aconselhável para corações fracos. É uma ótima compilação de horror, e apesar de ser um volume único e ser sensacional mesmo assim, acho que caberia sim ser escrito um segundo volume com o desfecho da história. Da vontade de saber o que acontece depois.

Legião de Salvador Sanz

Infelizmente não soube se Legião foi lançada aqui no Brasil pra poder passar um link de compra nas nossas lojas nacionais, mas eu já vi na Amazon em inglês. Não me peçam links de downloads de scans por aqui, já que o único intuito deste blog é divulgar o trabalho do artista com as resenhas ok?

Se vocês tiverem qualquer dúvida, é só mandar um email para gatosecerebros@gmail.com

Obrigada ao @AudaciJr que deu a dica :)

6
set
2010

E na sequência de Y! O Último Homem – Extinção demorou quase seis meses pra sair. Quer dizer, nas minhas contas mal feitas foi mais ou menos isso. Dói na alma ter que esperar pela continuação dessa HQ que já no primeiro número se mostrou tão instigante, e você pode ler tudo o que eu achei sobre o primeiro número nesse post pré histórico do blog.

Y! O Último Homem - Ciclos

Nesse segundo volume é que a trama toda em volta de Yourick, nosso último homem da face do planeta, começa a ser explicada e começa a acontecer. Ele, seu macaquinho Ampersand (o último mamífero não humano do sexo masculino) a agente 355 (escalada para vigia-lo) e a Dra. Mann (especialista em genética humana) correm contra o tempo para sair do Washington para chegar a Califórnia, no laboratório onde todos os arquivos de suas pesquisas estão guardados. Mas, imagine você, amigo leitor deste blog, o mundo continua um completo caos já que as estradas estão lotadas de cadáveres e todos os pilotos de avião morreram. Então o que os aguarda não é nada fácil.

A beleza da história de Y! não se deve somente por mostrar o lado não frágil das mulheres, que agora se vêem sem desculpas e não podem mas se dar ao luxo de fazer manha num mundo sem homens, mas sim ao comportamento esperado com ou sem homens que todas elas tem, juntas, ao ver um homem num mundo que teoricamente não tem mais homens. Todas fofocam, algumas se apaixonam, e outras são tomadas por uma fúria sem precedentes. Num modo geral, claro. A vida em torno de Yourick, que tem uma namorada que mora na Austrália, é muito complexa pra administrar sozinho. Além disso os olhares de todos estão em volta dele, pro bem e pro mal. Além disso, nesse volume é a primeira vez que vemos um relacionamento afetivo começar a se desenvolver de perto, e veja bem, isso pode ser muito estranho nesse mundo.

Os acontecimentos são rápidos, e tudo é muito difícil de engolir, principalmente a irmã de Yourick, Hero. Ela nos mostra como uma catástrofe pode ser uma oportunidade de fazer lavagem cerebral. Fica a dica né? Além disso o exército israelense está atrás do Último Homem, e aí eu acho que a coisa vai pegar no próximo volume. O final, então, é a coisa mais explode cabeças.

O Trabalho de Brian K. Vaughan, Pia Guerra e José Marzan Jr. continua no mesmo nível da edição passada, até melhor.

Agora vou ficar ansiosa pra ler o resto :( Lancem logo o 3º volume Panini! Não quero ser obrigada a ler scans pra matar a lombriga da curiosidade.

Veja mais sobre a série no site da Panini / Vertigo e compre na Comix ou na LigaHQ

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