6
set
2010

Demorou pra falar de mangás aqui né? Pois é meu amigo, foi por causa deles que eu comecei a ler Sandman, então nunca subestime o poder dos desenhos japoneses.

Já havia algum tempo que eu não comprava mangás. Só que em uma ida a uma banca de jornal (isso é sempre tão perigoso, saio pobre sempre) eu me deparei com a capa de Abara. Como eu gosto de mangás que não são fofos! Sempre são subestimados, mas são os melhores, veja Éden e Monster por exemplo.

Olha só o porque eu me interessei logo de cara:

Abara

Não é pra amar? <3

Enfim, comprei no ato e fui lendo direto. A conclusão que eu cheguei foi um grande WTF.

Em um lugar com uma geografia completamente bizarra, uma cidade se desenvolve acima de algo que é muito mais do que um monte de relevos e montanhas exóticas. Já de ínicio vemos uma pessoa procurando o serviço precário de atendimento para ser atendido com urgência. Sua mão não para de se mexer involuntáriamente. E daí começam a acontecer diversas manifestações de Gaunas pela cidade. Gaunas são criaturas antigas envoltas por um tipo de carapaça inexplicavel.

Gauna Branco - Abara

Isto é um Gauna Branco

A trama corre em volta da Kegenryou (organização vigilante especializada em controlar Gaunas) e seus agentes, o departamento de segurança nacional e de seres estranhos soltos pela cidade. O grande problema desses Gaunas é que eles comem pessoas, muitasao mesmo tempo. Aparentemente estão tentando esconder a todo custo aexistenciadosgaunas, mas como alguns civis se tornaram involuntariamente começa a ficar difícil.

Há uma diferença entre essas criaturas: existem Gaunas brancos e negros, e não entendi nadada diferença entre eles. Talvez no segundo volume seja melhor explicado.

O roteirista e desenhista desse mangá, o Tsutomu Nihei, realmente fezalgo muito denso nas ilustrações. As perspectivas da cidade são incríveis por ter muitos prédios e poços, mas as cenas de batalha dos Gaunas ficam muito difíceis de entender por causa dos milhares de detalhes e da intensa utilização do preto.

Bom, eu ainda quero ler o segundo volume mas eu não entedi quase nada ainda.

6
set
2010

Acreditem: já li o vol. 3 do Batman 70 Anos e ainda estou devendo a resenha do vol.2. Que vergonha Brasil, sério mesmo me desculpem.

Mas cá estamos pra reverter essa situação e falar desse volume bem interessante sobre o especial do Batman realizado pela Panini. A editora está atrasando um pouco no lançamento dos volumes, mas eles estão chegando, e isso é o que importa.

Os Segredos da Batcaverna é muito interessante, de verdade. Apesar das histórias pastelonas que eram publicadas antigamente povoarem o encadernado de novo, nesse volume a gente descobre os detalhes sobre a criação e sobre a evolução do habitat natural do morcegão pelos anos.

Os Segredos da Batcaverna

É legal ver que durante muitos anos a Batcaverna abrigou troféus muito significativos das histórias clássicas do heróis morcego, como aquele dinossauro gigante e verde que Batman e Robin venceram em “A Ilha dos Dinossauros” e a moeda gigante que foi faturada pela dupla no caso do “Ladrão do Tostão”.

O mais interessante é que a revista dividiu todos os capitulos por sessões explicativas.

Troféus da Batcaverna

Histórias: Irmãos de Crime, Ladrão do Tostão, A Ilha dos Dinossauros, Os Mil e Um Troféus de Batman, O Homem do Capuz Vermelho, A Batcaverna Voadora, O Primeiro Homem-Morcego, Os Cem Batarangues do Batman

Conta como muitos dos símbolos que habitam a Batcaverna foram parar lá. É uma compilação de grandes clássicos do combate ao crime exercido por Batman e Robin.

A Origem da Batcaverna

A Origem da Batcaverna

Histórias: O Homem que Cai, Os Mil Segredos da Batcaverna, O Museu Popular do Batman, Prisioneiros da Batcaverna, Teatro de Sombras, Interlúdio na Terra-2, Dentro da Batcaverna

Contém histórias que se passaram todas dentro da Batcaverna ou que tem relações diretas com os acontecimentos. Alias, adoro passagens pela infância do Bruce Wayne, e logo em O Homem que Cai já há menção a essa fase da vida dele. Algumas histórias já tem uma abordagem mais psicológica e emocional, como Teatro de Sombras e Interlúdio na Terra-2. Ainda não assimilei que existem (ou existiram) 2 mundos diferentes em Batman.

A Batcaverna Através das Épocas

Batcaverna nos Anos 90

Anos 40 e 50, Anos 60, Anos 70, Anos 80 e Anos 90 e atualmente.

São páginas duplas com uma “mapa” da Batcaverna em todas essas épocas, é o que eu mais gostei. Vale a mencionar aqui a dos Anos 70 que me lembrou muito a que aparece em “O Cavaleiro das Trevas”.

É legal pra quem é um colecionador iniciante como eu ter na biblioteca esse volume em especial, que aparentemente é o que contem mais referências da biografia do Batman que qualquer outro dos 4 volumes. E em breve comentários sobre o volume 3.

Larissa Palmieri
10
set
2010

Sabe, a minha primeira experiência com o Constantine foi o filme com o Keanu Reeves, logo que saiu no cinema (oh, sim, eu leio quadrinhos de fato não tem muito tempo). E nessa época eu não tinha o vício em fuçar tudo o que me interessa até os mínimos detalhes e descobrir mesmo do que se tratam. Eu me conformei com o filme e aquilo estava bom e suficiente pra mim, mesmo lendo diversas reclamações sobre a profanação da personagem principal de Hellblazer que não tinha nada a ver com o Constantine do filme.

Ainda acho um filme muito bom, se vocês querem saber, mesmo depois desses anos todos (já fazem 5 ANOS, HALP). Mas né? A gente começa a crescer e ficar viciado em café, tem pouco sono e resolve ler quadrinhos e livros no trem e na cama antes de dormir, já que eu não tenho mais sono decente faz um tempo. Foi aí que eu me tornei mais curiosa ainda e mais viciada em informação.

Ok, aí estou em 2010 e a Panini lança um encadernado com duas histórias de Hellblazer. Muitos queridos por aí comentaram que o nível já foi bem melhor na época do Warren Ellis e na do Delano. Pois bem, eu ainda não li. Estava me lembrando, acho que a única coisa que eu realmente degustei de Hellblazer é aquela história caótica que está em Sandman, “Sonhe um Pequeno Sonho Comigo”, escrita pelo Gaiman. Gostei demais, apesar de ser difícil de digerir e Constantine estar mais vulnerável que o normal nessa saga por estar ao lado do Sonho e por se deparar com sua mulher Rachel, em frangalhos.

John é um cara perturbador, e só a sua ilustração nas páginas te dao uma inquietação ridícula, principalmente por causa daquele sorriso cínico. É a típica personagem que embanana a sua cabeça, que é necessário ler e reler pra tentar entender.

A primeira história de Hellblazer – Congelado é “Morto e Enterrado”. Não é mais do que um dia normal de John. Pra variar está no bar prestando atenção ao caos sutil ao seu redor. E nessa prelúdio que ele descobre seu próximo destino, para assim chegar em “Congelado”.

Parado no meio de uma tempestade de neve, os fatos ocorrem dentro de um bar de estrada, que serve como refúgio pra se aquecer. E a violência e a desgraça sempre acontecem perto de Constantine, é incrível. Mas devo dizer que ele também adora provocar e é bem petulante. Se você gosta de histórias realistas mas com um toque meio espiritual, Congelado é bem bacana.

E pra finalizar, o último arco do encadernado é “Almofadinhas e Ingleses”. Uma viagem ao passado punk e malandro de Constantine, e sua própria influência nos fatos. É bem mais engraçadinha e inconsequente que o tom normal exatamente porque é uma história fora do contexto do que conhecemos do Constantine, só me pergunto porque está nesse encadernado. Aparentemente não tem relação nenhuma com o Congelado, então fiquei sem entender.

Por fim: Congelado é muito bom. O arco é um tapa na cara no que se diz respeito a fé, principalmente. Só não é melhor por algumas coisas sem explicação (como Almofadinhas e Ingleses estar ali). A impressão do encadernado é muito boa, a minha veio sem nenhuma falha, sem dizer que a capa mais durinha cumpre bem a sua função e está firme e forte depois de alguns dias na minha bolsa. Vale a pena ter pra quem gosta :)

10
set
2010

Oláaa meus lindos, estou aqui de volta. Tenho que confessar que a vontade de escrever anda escassa e a falta de tempo também, mas o amor por esse cantinho aqui supera qualquer coisa.

Hoje eu vou falar da Vertigo nº 3. Sim, sei que estou atrasada e que já saiu a numero 4, mas nunca é tarde né?

Vertigo 3 da Panini

Eu não li os dois primeiros volumes, não peguei na banca pra comprar. Apesar disso estou dando um jeito de arrumar com a Panini. Mas mesmo assim, a revista tem um breve resumo antes de cada história que me fez entender bem o contexto e não ficar perdida. Essa é a primeira edição que compro da Vertigo,preciso me adaptar ainda. Então vamos lá.

Lugar Nenhum 3

Lugar Nenhum 3

Nessa Londres de baixo criada por Neil Gaiman as coisas não andam fáceis. Richard quer achar o caminho de volta pra Londres de cima e Lady Porta quer descobrir quem assassinou a sua família. Como gostei da arte do Glenn Fabry aqui e da coloração dada pela equipe. O conceito doido das personagens é bem interessante, há uma liberdade incrível pra concepção exatamente por ser outra dimensão embaixo dos pés dessa daqui. Quase um negativo. Personagem favorita, apesar de assar e comer gatos, é a Anaesthesia.

Hellblazer 177

Hellblazer 177

John Constantine levando olés bonitos nessa edição, Brasil. É a primeira parte do arco Sepulcro Vermelho. John está investigando osumiço de um dono de antiquário e estáatrás de sua sobrinha desaparecida. Os fatos levam John a ir atrás de contatos pra saber o que está acontecendo e só leva porta na cara e respostas atravessadas. Além de tudo ele leva um owned ÉPICO no fim ahahaha. Eu adoro ver o Constantine de queixo caído. Vamos ver como é a história toda no final.

Sandman Apresenta – A Tessalíada 3

A Tessaliada 3

Como falar de heavy magia e deuses da morte de forma simpática e fofa? Só podia mesmo ser no universo de Sandman. A Tessaliáda é cheia de referências mitológicas com uma roupagem moderninha, divertidinho. Mas não sei se é mind fuck, e ultimamente quero umas coisas mais puxadas pra esse lado. Ponto positivo desse capítulo: sangue e desgraça no final, acho lindo.

Escalpo 3

Escalpo 3

Eu posso pular? Não? É que eu não sou muito fã desse estilo western com peles vermelhas e políciais, então me dá sono. Se bem que tem algo maravilhoso nessa edição: a ilustração da capa e o que ela significa pra personagem. Impactante e triste.

Vikings 3

Vikings 3

Vikings é uma delícia de ler. Um protagonista chuta bundas, sexo e sangue. Ao mesmo tempo tem a beleza, o choque do novo com o tradicional e a simplicidade. Tudo se mistura, vira um caos com todos ligados pela mesma teia. Tudo isso em algumas páginas, lindo demais.

Então é isso. Já estou com a 4 revista em mãos e em breve tem post dela por aqui hihihi ^^

ps. todas as fotos do post são minhas, por isso estão meio toscas com esse flash. Vivendo e aprendendo.

6
set
2010

Nós, viciados em Vertigo e fãs de Warren Ellis pedimos pra vocês da Panini: Publiquem Transmetropolitan!

Essa campanha foi iniciada no twitter pelos queridos @Andresama e @audacijr e eu mais do que apoio! Pela publicação de mais obras da Vertigo no Brasil.

Transmetropolitan conta a história de um jornalista chamado Spider Jerusalem, que vive num mundo futurista, cyberpunk. Tem como grande desafio a sua própria carreira nesse mundo. Transmetropolitan foi publicado já tem algum tempo pela editora Brainstore, só que incompleta. E nós queremos tudo né?

Pra aderir a campanha basta mandar um reply pra @panini_vertigo com a hashtag #PublicaTransmet

20
out
2009

Depois da indicação dos amigos, das criticas que li, dos 3 Eisner Awards, não tem como não ficar curioso a respeito. Confesso que nem esperava que fosse ser lançado tão rápido (em relação ao período que comecei ouvir comentários sobre ela entre a galera, faz pouco tempo).

Pois bem, a finada Pixel Media havia inciado a publicação da HQ dentro da Pixel Magazine. Mas, pelo drama que houve com essa editora e com a venda dos direitos da Vertigo pra Panini (veja sobre isso aqui), a Y! The Last Man escrita por Brian K. Vaughan e ilustrada por Pia Guerra se tornou Y! O Último Homem: uma HQ dividida em 5 partes, R$ 16,90 cada uma.

E quem diria que seria uma jornada achar essa revista? A distribuição é setorizada, então eu só encontrei na Casinha das Letras. Ótima revistaria por sinal, recomendo. Lá sempre acho de tudo.

Então vamos a história em si. Lembrando que nunca li a HQ antes, e não me atrevi a pesquisar spoilers.

Y! O Último Homem é o tipo de HQ que transforma um mundo perfeitamente normal com algo átipico que ocorreu/ocorre em um verdadeiro caos. Esse tipo de trama desenvolve-se de tal forma que se torna um universo complexo, difícil e delicado. Watchmen faz isso e é muito genial. Logo Y! tem tudo pra ser também.

A morte de todos os seres do sexo masculino na Terra: quais seriam as reações? As consequências? O que seria de nós mulheres dentro desse contexto? Eu acho que Vaughan começou desenhando bem uma possível realidade nesse mundo absolutamente caótico.

O detalhe que mais me deixa angustiada são as situações das mulheres que tinham uma vida normal serem alteradas por catástofres de proporção mundial. Uma supermodelo se torna uma catadora de corpos. Mulheres arrancam um seio por um ideal insano. As únicas militares realmente ativas tentam dominar os estilhaços de um mundo em frangalhos.

E é nesse cenário que vemos um comportamento meio absurdo do único rapaz que sobrou no mundo: com a mesma petulância masculina de sempre, hehe, tomando atitudes robustas e um tanto inconsequentes nesse círculo caótico. Eu realmente fico apreensiva imaginando se isso fosse real: um rapaz cheio de juventude e ousadia no meio de todas as femêas que estão 24 horas de TPM. (e não é pra ficar?)

Outros assuntos abordados que também são muito oportunos na história são a mais do que controversa clonagem e a inversão de idéias e valores nessa altura do campeonato. É incrível imaginar como as pessoas são vulneráveis a adversidades e o que (quase) sempre fala mais alto é a sobrevivência.

Este primeiro número é o que traça o perfil da HQ. Desesperadora, aflitiva, ao mesmo tempo sutil, cheia de detalhes pra ler e reler. A sensação que eu tenho talvez seja um pouco diferente da sensação dos meninos que leem a HQ. Afinal de contas, a empatia pra mim nesse caso é muito mais fácil (apesar de eu ter a cabeça um pouco fora do normal das meninas por aí, as vezes sou muito moleque ahahaha).

Encerrando, só posso dizer que recomendo MUITO. Pelo menos o início é incrível, de uma perspectiva muito interessante. Estou aguardando o segundo volume quase roendo as unhas.

6
out
2009

Quem gosta de alguma coisa de Sandman, por exemplo, sofre na mão das editoras nacionais. Conrad, Pixel, Globo, enfim. Todas elas publicaram volumes relacionados a ao selo Vertigo, mas a coisa nunca foi muito pra frente.

O último e decepcionante fiasco foi a Vertigo (e a Wildstorm) nas mão da Pixel Media. O que eu conto aqui é uma expêriencia muito triste pra quem é fã de Sandman e deseja que a obra seja tratada com carinho.

Dave McKean para Sandman

A Pixel desenvolvia um trabalho muito bom com os títulos que abraçava: Spawn, Hellblazer, Preacher e, lógico, Sandman. Com Sandman a coisa estava muito animadora: começaram a lançar a versão Absolute da coleção, rechada de extras e comentários. Só que na ponte entre o vol. 2 para o 3 a Pixel encerra as atividades e deixa todos os leitores NA MÃO. Eu tenho só 2 volumes de Sandman Absolute em casa e nada poderia ser mais triste do que isso. Mas, certamente, o que nunca mais vai acontecer é o lançamento da coleção no mesmo formato, porque ele era beeeem diferenciado. Aí fiquei a ver navios, eu e todo mundo da comunidade no Orkut que hoje se chama “Tudo Acaba em Pixel

Depois de meses de desesperança, uma ótima notícia veio a tona: a Panini comprou os direitos da Vertigo e da Wildstorm e vai lançar tudo no Brasil *_* E isso ínclui coisas novas, como por exemplo o celebradíssimo Y! The Last Man, que ganhou 3 Eisner Awards (não é nada fraco, né?). Estava no aguardo por novidades.


Clique na imagem para entrar no hotsite

E não é que hoje o twitter oficial da Vertigo/Panini anuncia que o site está no ar e que já tem coisa nova nas bancas? FALECI e EMPOBRECI. Além do site ser ótimo, lotado de informações úteis e curiosidades, a editora já vem destruindo anunciando 7 títulos:

  • A Tessalíada (do universo Sandman),
  • Escalpo
  • Hellblazer (Constantine *_*)
  • Lugar Nenhum
  • Vikings
  • Y!, O Último Homem
  • ZDM – Terra de Ninguém.

Parece que realmente vai ser feito um trabalho com muito carinho. Mas espero que as coisas sejam diferentes e que a Panini quebre a maldição de FAIL que a Vertigo tem no Brasil.

29
set
2009

Bom, eu sempre gostei mais da DC, afinal a identificação com as personages do núcleo é tão imediata que chega a assustar.

Então é por isso que quando eu vi na banca, foi irresistível. Batman está comemorando 70 Anos, e como eu comecei a me aventurar nas coleções de HQ só agora, decidi comprar pra conhecer melhor a história do Morcegão. E que ótimo momento! Muitos materiais saindo pela Panini, e nada melhor do que essa coleção em 4 volumes. Soube que também saiu uma do Superman, mas dele eu não sou muito fã. Mas quem sabe eu não quebro essa barreira lendo um pouco mais né?

A arte da capa é do Alex Ross.

Neste primeiro volume temos as seguintes histórias:

Origens Secretas: Estrelando o Batman da Era de Ouro (1986)

Nesta história, como o próprio título diz, é revelado o passado de Batman: sua família, detalhes de sua vida que foram importantes na motivação de se tornar um herói, como foi a concepção da do Batman, seu primeiro amor, os conflitos de identidade e as falhas do começo de uma carreira de Herói. Mais básico, impossível. Muito adequado pra começar o ciclo desse especial.

Professor Hugo Strange e os monstros (1940)

Um história simples, mas que com certeza deve ter sido bem interessante na época que foi lançada. Tem aquele ar ingênuo típico de aventuras antigas, meio pastelão. É engraçado, tem uma veia meio humoristica. Batman luta contra monstros gigantes que invadem Gotham (que não tinha nada de sombria) que servem de distração pra assaltos de bancos. Um clássico de época, que hoje vemos como um clichê.

A carreira de Batman Jones (1957)

Essa é a história mais engraçada do volume. LOL. Batman salva uma família que estava dentro de um carro desgovernado. Um casal e um bebe. Por gratidão, o casal que estava voltando da maternidade com o bebe, batiza a criança com o nome do herói: Batman Jones. Com um nome desses, qualquer criança gostaria de ser o próprio Batman, e o garoto leva realmente a sério essa história. Muito LOL.

Prisioneiros de três mundos (1963)

Nesse arco com três capitulos acontece algo que eu não sabia que existia em no universo do morcegão. Ele, Robin, Batgirl e Batwoman lutam contra um alienígena que vem de outra dimensão atrás de prata na Terra para produzir armas. Uma dessas armas inclusive transportam eles para outras dimensões e cada dupla quem que resolver seus problemas com aliens, com o perigo de desaparecer, etc. Comparado com os dias de hoje, muita gente não entenderia uma aventura meio absurda assim, já que o núcleo do Batman é tratado com mais racionalidade (aliás, quase todos são assim depois de Watchmen, até os que são voltados pro mundo infantil, veja Os Íncríveis).

De quantas maneiras se pode matar Robin? (1972)

Uma das aventuras mais pastelonas selecionadas, sem dúvida. Mas mesmo assim não deixa de ter o apelo de proteção e irmão mais velho que o Batman sempre vai ter se tratando de Robin. A história é exatamente isso que o título diz: Batman entra em um jogo maldoso em que simulações da morte de Robin são feitas. E lógico que o morcego sempre fica desesperado atrás do seuqestrado.

O último Natal de Batman (1982)

É uma aventura mais próxima do que leitores mais novos como eu sabem sobre Batman. Cheia de conflitos com o passado, crises de identidade, questionamentos do que vale a pena ou não na vida de um super herói.

Batman descobre possíveis ligações de seu pai com um bandido de Gotham, e com a ajuda da Caçadora ele averigua se essas suspeitas são verdadeiras.

Essa história em especial é outra que me surpreendeu: nela é explicada que no Universo DC existem pelo menos duas Terras, cada uma em um plano vibracional distinto. Em cada uma dessas terras uma Liga de heróis trabalha paralelamente, e o que acontece em um mundo pode influenciar o outro diretamente.

Todos os inimigos contra mim! (1983)

Essa é uma das melhores histórias selecionadas, de longe! É tão especial assim pois é a 500ª aparição do Batman.

O nosso estimado Coringa resolve unir todos os vilões possíveis e imagináveis (e lógico que isso só pode acontecer depois do episódio do Arkham Asylum) pra traçar um plano para eliminar o Batman antes que o Crocodilo faça isso. Tem coisa melhor do que ver todos aqueles retardados juntos tramando o mal? Não, nessa edição não tem. Outra coisa que não tem preço é ver a Mulher Gato e Tália disputando a atenção do Bruce Wayne heheh. Além da participação de Robin, que é fundamental, e Batwoman.

Mas, o que eu gosto nessa história é que é uma trama mais elaborada do que as antigas. Existem detalhes perdidos que se unem durante a história, acho genial. E

Sobre ratos e homens (1996)

Eu adoro essa: é uma viagem ao passado, que mostra a relação que Wayne tem desde criança com o Alfred, e como o mordomo foi fundamental na criação do carater do homem que carregaria o fardo do Cavaleiro da Trevas.

Cidadão Wayne (2000)

É uma alusão clara ao filme Cidadão Kane. Não sei se gostei.

Considerações finais: é um volume divertido, ainda mais pra quem não tem o costume de colecionar HQs do Batman, mas mesmo assim eu acho que talvez algumas histórias poderiam ser melhor selecionadas.

Agora aguardo o próximo volume sair nas bancas, que terá o foco na Batcaverna! Estou ansiosa aguardando e certamente haverá um review meu por aqui.

Voltem sempre ;)

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